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A História do Botão

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A História do Botão

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Sumário

Tomo I | Tomo II | Tomo III | Anexos | Próximos Capítulos

A História do Botão


Tomo I

Tomo II

 

 

  1. Os Primórdios

  2. Surge a FIFA
    2.1. A Liga de Futsal

  3. O Mundo Conhece a Holanda
    3.1. Campionato Mondiale di Calcio

  4. E o Futebol virou Calcio de Mesa
    4.1 Campeão dos Campeões

  5. Bom no Samba, Bom no Feltro
    5.1 Europa Versus América
    5.2 IV Copa do Mundo

  6. O Grand Slam
    6.1 Trois Fois, Les Bleus!
    6.2 A Última Glória do Século XX

  7. O Triste Fim do Campo Brianezi
    7.1 Copa das Confederações

  1. Refundação da FIFA, surge a FIFME
    8.1 Botão na Pós-Modernidade - o Novo Grand Slam
    -
    8.1.1 A Primeira Competição de Clubes
    8.2 V Copa do Mundo


  2. A Nova Era dos Clubes
    9.1 A Ressurreição Russa
    9.2 A Volta da Liga de Futsal
    9.3 Surge a Liga de Beach Soccer
    9.4 O Circuito de Marcas e o Grande Achado do Futsal
    9.5 O "Mini-Slam" de Clubes
    9.6 Aha, Uhu, a Copa Rocca é Nossa!


  3. A Era dos Resinados
    10.1 O Grand Slam de Clubes
    10.2 Os Circuitos de Disputas do Futsal
    10.3 Alemanha Chega a Marca de 1000 Gols
    10.4 A Reta Final do VI Grand Slam
    10.5 A Expansão da Liga de Beach Soccer
    10.6 As Disputas finais do Grand Slam de Clubes
    10.7 O Circuito Metropolitano, de Marcas e o Futsal Internacional
    - 10.7.1 O Nascimento da Liga Sub-17
    10.8 A Fundação da Liga de Subbuteo FIFME
    10.9 O Encerramento dos Circuitos de Futsal e Beach Soccer
    --10.9.1 A "Última" Copa do Mundo

Tomo III

Anexos

 

 

  1. Contatos Imediatos: a 7ª Era do Botão
    11.1 Um Novo Re-Início
    11.2 A Supremacia Mecânica
  1. Nos Próximos Capítulos...

  2. Online Magazine
    13.1 Tomo I

  3. Os Super Campeões
    14.1 Grand Slam
    14.2 As Temporadas
    14.3 Os Circuitos de Disputa
    14.4 Premiações da FIFME
    14.5 Ranking FIFME Awards
    14.6 Hall da Glória
    14.7 Sala de Troféus


  4. Museu FIFME
    15.1 Memória
    15.2 Pôsters

 

X

TOMO I

Os Primórdios

Tudo se inicia em 1982, quando Pedroom, que na época era apenas Pedrinho, com 12 anos de idade, que gostava de brincar jogando um botãozinho, o que fazia desde pequenininho. Na época, os jogos eram feitos com botões de brinquedo, tipo Gulliver, feitos de plástico, disputados em um campo pequeno, da marca Coluna, o Colunão de Chão - hoje conhecido como Coluninha, o campo de Várzea da federação, ou simplesmente Futsal - e jogava-se no chão. Porém, foi nesse ano que surgiram os primeiros campeonatos registrados e é quando começa a História do Botão. Eram campeonatos disputados de forma amadora, com regras não-oficiais, hoje reconhecidos como competições de Futsal, de uma categoria abaixo do futebol de mesa profissional, mas que em sua época eram as maiores competições que existiam.

Tomo I

Que começaram uma paixão que tomou proporções nunca dantes imaginadas, esses campeonatos são os primeiros registros da arte do botão, ou futebol de mesa, como queiram.

O primeiro campeonato disputado foi o Desafio ao Galo, conhecido na época apenas como Campeonato de Botão, pois era o primeiro que acontecia e o único que existira até então. Participaram desse campeonato algumas raridades como os botões translúcidos do Internacional e do Santos e os do Flamengo e Grêmio, botões que hoje fazem parte da Antiga Liga de Futsal, uma época em que as disputas aconteciam sem o controle de uma federação. Também fizeram parte do campeonato: o América do Rio, na verdade, mescla de dois times incompletos antigos, um com quatro lentes pequenas "tampa de relógio" do próprio América e outro com botões grandes Brianezi da URSS (que, muitos anos depois, foi repintado sob a bandeira da Ucrânia); a Seleção Brasileira, um botão pequeno e amarelo, que ficou conhecido como Brasil Junior; a Seleção Francesa, esta, na verdade, se tratando de um botão da Federação Paulista, mas como ele era azul e com distintivo gasto, imaginava-se ser da Federação Francesa de Futebol. Participou também um outro botão do Brasil, verde com a bandeira nacional, depois reconhecido como sendo o Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas. Todos os times dessa época hoje fazem parte da Liga de Futsal FIFME. América e Brasil de Pelotas fizeram a final desse histórico campeonato, e o América sagrou-se campeão, o primeiro campeão registrado na história dos botões.

O Campeonato seguinte foi Campeonato de Juniors, no qual apareceram mais dois times, a União Soviética e o Comercial de Ribeirão Preto, que foram somados às equipes que participaram do Desafio ao Galo. Desta vez a França conseguiu o título vencendo o Brasil de Pelotas, que perdia a sua segunda final consecutiva.

Já em 1984 foi disputado o último campeonato registrado no campo Coluninha, ou Colunão de chão - primeiro estádio de botão conhecido. Como era ano de Olimpíadas, foi disputado o Campeonato Olímpico, contando com a estréia da Áustria, que já chegou tornando-se campeã olímpica, vencendo a França na final, acabando com o sonho do segundo título gaulês em sequência.

Neste ano, Pedrinho ganhou uma nova mesa de botão no Natal, também da marca Coluna, porém com dimensões maiores e com tripé imbutido, campo que passou a sediar as disputas do futebol, o Colunão - conhecido hoje como o Terrão da federação. Foi quando surgiram também os primeiros botões oficiais da marca Crack's, entre os quais: as seleções da Alemanha, Escócia, Brasil, Uruguai e o clube do New York Cosmos. Este foi o marco de fundação da FIFA - Fedração Internacional de Futebol Association - e assim o futebol de mesa entrou na era da profissionalização, contando com uma federação para organizar e fomentar as disputas na mesa.

Surge a FIFA

A história do botão profissional começa em 1984, quando foi fundada a FIFA (atualmente FIFME) - Federação Internacional de Futebol Association, sediada em Zürich, na Suíça. A FIFA surgiu para organizar e investir no futebol de âmbito internacional, a princípio, somente entre seleções, relegando as disputas entre clubes para outro momento. Na mesa, o primeiro campeonato oficial entre seleções foi a Copa Weffa - título este criado em função de um erro cometido pela federação, que imagina ser assim que se escrevia UEFA. A Escócia foi o país sede deste primeiro campeonato, justo em função disso, a autoria do Hino Oficial da FIFA contempla uma melodia em gaita de fole. O campeonato reunia apenas os cinco botões oficiais da época, Alemanha, Escócia, Brasil, Uruguai e Cosmos, sendo que este último jogava representando a nação dos Estados Unidos. A final foi entre os Estados Unidos e a Alemanha, e os alemães entraram para a história como os primeiros campeões oficiais da FIFA.

Em 1985, aconteceu a II Copa Weffa, campeonato que reuniu as mesmas agremiações da competição anterior, porém, foi bem mais longo, com turno e returno, disputado pela conhecida fórmula frago, típica do Rio Grande do Sul. Desta vez o Uruguai sagrou-se campeão ao bater a Alemanha na decisão, privando os germânicos do sonho do bi, em duas finais (do 2º Turno e da Finalíssima). Assim, o Uruguai se tornou o primeiro país sul-americano a conquistar um título e a rivalizar com os alemães. Ao final da competição, o ataque celeste registrou a incrível marca de 100 gols marcados, um record absoluto nunca mais superado. Na sequência da II Copa Weffa, foram organizados dois pequenos torneios festivos, a Taça Pedro I, novamente vencida pelo Uruguai, e a Taça Caneco de Ouro, vencida pelo Brasil, torneio que contou com a estréia da Holanda (Crack's), mais seleção uma que se juntava a FIFA na ocasião.

Novas seleções aparecereram na Copa Rocca, campeonato que viria a se tornar um dos mais importantes da FIFA: a França - primeiro botão da marca Brianezi, e a dupla ibérica Espanha e Portugal (ambos da Crack's). A Copa Rocca foi a primeira competição que adotou as regras oficiais de futebol de mesa, na verdade, uma regra resumida da FPFM que veio junto com a embalagem dos novos botões da Crack's adquiridos. Disputada em dois turnos, os campeões de cada turno decidiram o título, França e Alemanha. Na finalíssima, a Alemanha sagrou-se a grande campeã ao golear por 6x2.

Nessa fase de grandes campeonatos, a FIFA iniciou planos para cirar uma competição internacional que fosse a mais relevante dentre todas: a Copa do Mundo. Concretizada a ideia, foi lançado um torneio comemorativo como marco de largada para a Copa do Mundo, o Torneio Início da I Copa do Mundo. O torneio contou com algumas novidades, a Argentina e a União Soviética, seleções que fizeram sua primeira aparição na FIFA. O torneio foi vencido pela União Soviética após vitória sobre a Holanda na final.

Outra competição de suma importância disputada neste época foi a Copa Rio Branco, envolvendo o número record de nove dentre o total de onze seleções que faziam parte da FIFA, o maior e, em contrapartida, último grande campeonato disputado no Estádio Colunão. Uruguai e Alemanha voltaram a se enfrentar na grande final e, em um duelo dramático, a Alemanha venceu pelo magro placar de 1x0 sagrando-se campeã. Com a conquista, a Alemanha cravou seu nome na história como a maior campeã desses primórdios das competições oficiais da FIFA de forma definitiva.

1986 foi o ano dos grandes torneios do Estádio Colunão, novas seleções surgiram: Bélgica - o primeiro botão da marca Champion -, Inglaterra, Itália, Tchecoslováquia e México. O primeiro grande torneio foi a Copa Bicentenário da Alemanha, criado pela federação alemã para comemorar as seguidas glórias da sua seleção, o título porém, acabou indo para a debutante Bélgica, que bateu a União Soviética na final, foi o primeiro título de uma equipe da marca Champion logo no primeiro campeonato disputado. Outra novidade do torneio foi o primeiro registro de artilharia, sendo que Paolo Rossi, o velho carrasco italiano, com oito gols marcados por seu país, entrou para a história como o primeiro artilheiro da história da FIFA.

O segundo e último grande torneio dessa época, também a última competição disputada no Estádio Colunão, foi o Torneio Internacional de Cannes. Alemanha e União Soviética fizeram uma final emocionante, os soviéticos acabaram levando a taça e fechando esse ciclo de competições como os últimos campeões do estádio. Carlos Manuel de Portugal, com 36 gols, estabeleceu um recorde sem paralelos na artilharia. Neste torneio foram registrados 763 gols em 52 jogos, uma média de 14,6 gols por jogo, um record que nunca viria ser superado.

A FIFA fechou essa época publicando o seu 1º ranking oficial, com 16 seleções no total. Sem surpresas, a Alemanha foi a top 1, a primeira grande líder da história do botão.

A competição seguinte da FIFA, ainda em 1986, seria a Copa do Mundo, em função disso a federação investiu em um novo campo de medidas oficiais e feito de madeira, o Estádio Brianezi, o primeiro campo profissional da FIFA. A partir daí iniciou-se uma nova era nas competições internacionais de botão e o período que se encerrava passou a ser lembrado como a "Era Colunão".

A Liga de Futsal

1986 foi também o ano em que a FIFA resolveu voltar a investir nas competições de clubes no assim tido "país do futebol", o Brasil. Criou novas competições que foram válidas pela Liga de Futsal. Surgiram novos clubes, entre eles: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Guarani, Ponte Preta, Vasco da Gama e Cruzeiro, que se juntaram as equipes que já faziam parte da Liga de Futsal (a atual "Antiga Liga").

O Estádio Colunão, antes utilizado para as competições entre seleções e que acabara de ficar em desuso com o surgimento do novo Estádio Brianezi (oficial), deu lugar as competições de Futsal. Foram realizadas, na época, três competições: Copa Brasil, Torneio Início da II Copa Brasil e a II Copa Brasil. O Corinthians venceu as três competições, sagrando-se o único e grande campeão do Futsal disputado no Estádio Colunão - o que gerou murmúrios de que a federação estaria favorencendo o Corinthians por esta ser comandada por um corinthiano. Os boatos atigiram uma proporção tal, que a FIFA resolveu novamente restringir as competições entre clubes, voltando a focar-se apenas nas disputas entre seleções.

Finda essas competições, as disputas entre clubes ficariam paradas por 18 anos. Toda infra-estrutura do Futsal, incluindo o Estádio Colunão e todos os botões que hoje compõem a "Antiga Liga de Futsal", foram levados e deixados na cidade de Tremembé, em um sitio no interior de São Paulo, restritos as disputas amistosas e torneios de inverno, mas, depois de algum tempo, acabaram abandonados e perdidos por vários anos até serem re-descobertos em um achado histórico, tempos mais tarde.

O Mundo Conhece a Holanda

Com a nova mesa oficial adquirida pela FIFA - o Campo Brianezi -, definitivamente, as competições de botão entraram na era da profissionalização e, se, na "Era Colunão" a seleção que dominou o cenário internacional foi a Alemanha, a era que se iniciava, ainda no ano de 1986, viu surgir uma nova força no futebol, a Holanda. Neste ano, as competições da FIFA renasceram com força total, impulsionadas pela magia do futebol na Copa do México '86.

Como já havia sido previsto pela FIFA, a primeira competição disputada no Campo Brianezi foi a Copa do Mundo, e o país escolhido para sediar o evento foi o Brasil, por ser o país do futebol. A Copa do Mundo reuniu as 16 seleções que compunham a FIFA na época, e a copa foi a primeira competição a distribuir pontos para o campeão, vice-campeão e o 3º colocado - até então os campeonatos mais importantes da FIFA só distribuiam pontos às equipes campeãs. A Copa passou a premiar, também, o melhor jogador com a Bola de Ouro e o artilheiro com a Chuteira de Ouro. Apesar de contar com 16 seleções participantes apenas, a Copa do Mundo teve 52 jogos, com duas fases classificatórias e outra eliminatória, com oitavas, quartas, semifinais e finais.

Alemanha e Brasil eram os grandes favoritos para a conquista da Copa, a primeira por ser a líder do Ranking da FIFA, e a segunda por sediar o evento e ter Pelé em campo no auge de sua forma. Quis o destino que as duas seleções se enfrentassem na semifinal, em um jogo dramático, a Alemanha bateu o Brasil nos penaltis e se classificou para a final - o que levou a torcida no Maracanã a deixar correr lágrimas dos olhos. Na final, a Alemanha enfrentou a Holanda, uma seleção pouco conhecida na época e de pouca expressão, cujo feito de chegar a final da Copa do Mundo já era considerado além das expectativas da equipe. O time holandês já havia cruzado com o alemão na segunda fase da Copa e vencido por 3x1, na final, mostrou que tal vitória não tinha sido por acaso, ignorou o favoritismo germânico e venceu por 2x1, sagrando-se campeã mundial invicta e deixando o mundo de queixo caído diante do feito do time que acabou aclamado como o "Carrossel Holandês". Pelé, que havia levado o Brasil até as semifinais, deu o 3º lugar para o país na disputa contra os uruguaios - eliminados pelos holandeses na outra perna das semifinais - e foi premiado o Bola de Ouro da Copa, e levando também a Chuteira de Ouro por ser o artilheiro do evento com 17 gols, um record mantido até os dias atuais. Pelé é, ainda, o único jogador a ser Bola e Chuteira de Ouro em uma mesma Copa do Mundo.

O ano de 1986 foi realmente um dos mais ativos da história, após a Copa do Mundo e com as novas seleções que foram se juntando a federação, entre elas o Peru, a Yugoslávia e o Japão - primeira seleção asiática a surgir -, a FIFA resolveu criar um campeonato que envolvia todas as seleções filiadas, e, também, as que depois viessem a se filiar, uma disputa que formasse uma Liga Internacional de Seleções. Foi criada, então, a II Copa Rocca - que já era uma competição reconhecida mundialmente - totalizando 19 seleções, todas jogando entre si, e as quatro seleções que fizessem mais pontos disputariam um quadrangular eliminatório com semifinal e final. Foi o campeonato mais longo da história, com um total de 175 jogos, na final, a Holanda sagrou-se campeã invicta após vencer todos os jogos da 1ª fase, empatar e vencer nos penaltis a Bélgica nas semifinais e ganhar dos Estados Unidos - grande surpresa da II Copa Rocca - por 2x1 na grande final. jogo que registrou a primeira transmissão via rádio da história do Botão. Krol, craque holandês, foi o artilheiro da Rocca com 38 gols - batendo o record do português Carlos Manuel e estabelecendo um número absoluto de gols numa única competição, este sim nunca mais superado -, com isso, passou a ser sinônimo de gol, surgindo a expressão: "Krol..., Gol!!!". Ao final da II Copa Rocca, a Holanda, que já vinha de uma conquista invicta da Copa do Mundo, completou 28 jogos de invencibilidade na sua segunda conquista invicta, outro record intacto até a atualidade.

Como o número de novas seleções estava sempre aumentando, a FIFA resolveu criar Divisões para a disputa da Copa Rocca, assim, as sete seleções piores colocadas na II Copa Rocca foram rebaixadas para formar a segunda divisão na edição seguinte do evento, juntando-se as demais seleções que se filiassem, que passou a ser, então, uma divisão de acesso às 12 seleções da divisão principal - a "segundona". Já a divisão principal ficou conhecida como a "elite do futebol", na época, composta por: Holanda, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, Escócia, União Soviética, Inglaterra, Brasil, França, Japão e Portugal.

Em paralelo a II Copa Rocca foi disputada a Taça de Novos, um pequeno torneio para movimentar as mais novas equipes filiadas a FIFA: Peru e Japão da Crack's, e a Yugoslávia da Brianezi, que já haviam participado da Rocca e, também, Dinamarca, Noruega e Marrocos - a primeira seleção africana da FIFA - os três da marca Champion. Disputada no Japão, a Taça de Novos foi vencida pela Dinamarca, que bateu a Noruega na final, era o surgimento da "Dinamáquina".

Finalmente chegou o ano de 1987, e com ele surgiram as primeiras competições continentais. Iniciando pela Copa Europa - realizada na Escócia - o primeiro campeonato a ter uma fase elminatória. Com a filiação de Polônia e Irlanda, a FIFA agora contava com 16 seleções européias, das quais, doze participaram da Eurocopa. A França foi a grande campeã ao vencer a Alemanha na final, esta que, apesar das inúmeras glórias, chegava a sua 3ª derrota consecutiva em finais. Papin, da França, foi o artilheiro europeu com oito gols.

O outro campeonato continental disputado foi a Taça Wesman, que reunia as seleções americanas e dos continentes não-europeus, dentre elas a Arábia Saudita, a primeira seleção do Oriente Médio a se filiar à FIFA. Disputada nos Estados Unidos, os americanos souberam aproveitar a pressão da torcida e o bom momento de sua equipe - que vinha do vice-campeonato da II Copa Rocca - e conquistaram o título ao vencer o Brasil na grande final por 5x3 na prorrogação. Maradona, craque argentino, foi o artilheiro da competição com dez gols. Foi neste campeonato que ficou registrado o primeiro gol olímpico em um campo e com regras oficiais, score anotado por Balboa dos Estados Unidos na vitória do seu time sobre o México nas semifinais por 2x0.

Voltando um pouco no tempo, ao ano de 1985, quando havia iniciado o primeiro Desafio da FIFA - ou seja, um campeonato que teve a participação de um técnico adversário - a Gold Cup, que ficara parada por um certo período, e só foi finalizada em 1987 (iniciou no campo Colunão e terminou no Brianezi) - ainda porque o técnico Pedroom conduziu vários jogos sozinhos na primeira fase do desafio na ausência do técnico desafiante: Traíra de Melo, um velho rival do botão de vários anos. A Gold Cup foi um campeonato longo, com 79 jogos e nove seleções. Na final, o técnico Traíra de Melo conduziu a Alemanha ao título ao bater os Estados Unidos de Pedroom por 4x0. Porém, na contagem dos pontos nos embates entre os técnicos, foi Pedroom quem consagrou-se campeão. Depois dessa participação no título da Alemanha na Gold Cup, uma nova vitória de Traíra de Melo pela FIFA, só viria acontecer 18 anos mais tarde. Porém a história do botão só narra as disputas normais da FIFA, ou seja, as que envolvem apenas botões e não técnicos.

Campionato Mondiale di Calcio

Mantendo a grandiosidade das competições internacionais, após a realização dos continentais, a disputa seguinte foi a II Copa do Mundo - desta vez realizada na Itália. Neste momento, a FIFA decidia realizar as Copas do Mundo nos países sede seguindo a sequência de copas da entidade que partilha o mesmo nome (aquela presidida por João Havelange na época). Essa foi também a primeira edição de uma copa contando com uma fase elminatória, na qual as 26 seleções filiadas a FIFA brigaram por 14 vagas na competição, incluindo a Áustria que se filiou na ocasião. Nessas eliminatórias foi registrada a maior goleada no Campo Brianezi: Irlanda 11x0 sobre a Dinamarca. Como a FIFA havia realizado um torneio comemorativo na 1ª edição da Copa do Mundo - o Torneio Início - resolveu mantér a tradição e adotá-la como padrão para todas as copas. A competição, porém, adotou um molde diferente, de caráter festivo, jogos disputados em dois tempos mais curtos e com regras alternativas, partidas eliminatórias com um ou dois dias de duração. Empurrada pela torcida, a Itália chegou a final do torneio mas acabou perdendo para o Uruguai, ficando com o vice-campeonato. Jarpën da Noruega e Altobelli da Itália dividiram a artilharia do Torneio Início com 4 gols.

A II Copa do Mundo foi uma competição das mais surpreendentes, com alguns jogos inesquecíveis, como a vitória da Alemanha por 8x2 sobre a Áustria e os 6x1 sobre a Tchecoslovãquia. Teve a surpreendente vitória da Holanda sobre o Brasil por 6x1, depois de um péssimo início de copa dos holandeses. Esse resultado ressussitou a campeã na competição, e eliminou o Brasil que podia perder por até quatro gols de diferença. Ao contrário da primeira edição, a copa da Itália foi amplamente dominada pelos europeus, que ficaram com sete das oito vagas para as oitavas-de-final, somente a Argentina se classificou entre os oito melhores do mundial, mas logo perdeu para a anfitriã e ficou de fora das semifinais. Além da Azurra, as semifinais contaram com os selecionados da França, Holanda e Alemanha. Mais uma vez, Holanda e Alemanha fizeram a grande final da Copa do Mundo. Foi um dos jogos mais cercado de expectativas da história do botão, a grande revanche entre holandeses e alemães na maior competição do futebol mundial. A Alemanha encarou o jogo contra os holandeses como uma guerra, precisava dar o troco pela derrota na primeira Copa a qualquer custo. Quando se esperava justamente isto, o troco alemão, inclusive pela brilhante e superior campanha germânica, a Holanda acabou vencendo o jogo com extrema facilidade, marcando 2x0 no placar e sagrando-se Bi-Campeã Mundial - uma conquista inimaginável, até que a história seja reescrita, a maior de todos

os tempos - e a nova bi-campeã acabou sendo batizada de "Laranja Mecânica". Platini, da França, com dez gols, ficou com a Chuteira de Ouro da Copa e Krol, que conduziu a Holanda ao título ao marcar dois gols na decisão contra Alemanha, ficou com a Bola de Ouro do evento. À Alemanha, restou chorar sua 2ª copa perdida e a 4ª derrota consecutiva em finais, o fantasma do vice, definitivamente, assombrava a seleção bávara.

Holanda - Bi-Campeã Mundial

Ao final da II Copa do Mundo, a FIFA publicou, pela 2ª vez, o seu Ranking Oficial e a Holanda apareceu em primeiro lugar logo à frente da Alemanha.

No ano seguinte, 1988, a FIFA patrocinou apenas um torneio, a Taça Estrela Vermelha, criada pela federação tcheca em homenagem à um grande clube do seu país. Esse torneio, realizado em jogos eliminatórios, contou com a participação de 32 equipes, dentre as quais algumas seleções e clubes convidados para completar a tabela: Alemanha Oriental, Cobreloa, Santos, Internacional, São Paulo e Corinthians. Pela terceira vez, Holanda e Alemanha chegaram à decisão final, provando que ambas seleções eram realmente as grandes forças da época. A partida final foi acirrada, somente decidida nos penaltis - a primeira decisão de campeonato dessa forma - neste momento, prevaleceu a frieza alemã, que conseguiu a vitória. O título e a tão remoída vingança sobre os holandeses, embora a taça não tivesse a mesma importância das duas copas do mundo perdidas, foi comemorado com uma alegria raivosa pelos germânicos. Foi a primeira conquista alemã no campo Brianezi e o fim da série de quatro vice-campeonatos que vinha atormentando a nação bávara. Krol e Resenbrink, ambos da Holanda, foram os artilheiros da competição com oito gols cada.

Após esse torneio, as competições da FIFA ficaram paradas durante o ano de 1989 e retornaram com a realização da III Copa Rocca em 1990.

Em 1990 - ano da Copa do Mundo da Itália - a FIFA voltou com força total nas competições internacionais de mesa, e retomou as disputas com a Rocca, o campeonato de seleções mais importante da FIFA depois da Copa do Mundo. Nesta edição, realizava pela primeira vez uma disputa em duas divisões, somando um total de 26 seleções. Além da briga pelo título nas duas divisões, a emoção correu solta para saber qual equipe seria rebaixada para a segundona, dando lugar a campeã da divisão de acesso que subiria para a elite. Nesta edição, a Holanda, que era atual campeã, também foi o país-sede do evento.

Os primeiros jogos da Copa Rocca haviam sido realizados em 1987, válidos pela 1ª Divisão, mas com a paralização das competições, só retomaram em 1990, no retorno, a FIFA realizou, primeiramente, as disputas da 2ª Divisão. Além das sete equipes que foram rebaixadas na II Copa Rocca, participaram desta edição as novas seleções filiadas da federação, 14 equipes brigaram em duas fases eliminatórias até se alcançar a fase final, um quadrangular cujo campeão subiria para a 1ª divisão. Participaram do quadrangular: Uruguai, Tchecoslováquia, Marrocos e Arábia Saudita. O Uruguai, que contava com Francescoli, artilheiro com sete gols, sagrou-se campeão, e assim retornou para a elite do futebol. Destaque, também, para o goleiro da celeste, Rodolfo Rodrigues, que registrou um record histórico ao ficar mais de duas partidas sem sofrer gols, totalizando 47 minutos de invenciblilidade.

Na divisão principal, a disputa foi realizada em dois grupos de seis seleções, as duas primeiras colocadas de cada grupo se classificavam para uma fase semifinal e final. O Brasil se classificou vencendo todos seus jogos e mostrava-se o mais forte candidato ao título, porém, enfrentou a Holanda na semifinal e não conseguiu superar a forte pressão da torcida jogando em Amsterdã, acabando eliminado. Na outra semifinal, a França, campeã européia, bateu a União Soviética e classificou-se para a decisão contra os donos da casa. Jogando em casa, a Holanda, que era a atual bi-campeã mundial e defendia o troféu da Copa Rocca, não deixou escapar a oportunidade e, após um empate no tempo normal em 3x3, fez 2x0 sobre o time gaulês na prorrogação e sagrou-se Bi-Campeã. Ivan Drago, atacante soviético, foi o artilheiro da competição com dez gols, a maioria deles, inclusive, marcados na goleada histórica sobre o Brasil, 8x1, pela disputa pelo 3ª lugar. Do outro lado da moeda, Portugal, que perdeu todos seus jogos, ficou na lanterna do campeonato e, assim, foi rebaixado para a 2ª Divisão. A sequência do bi-campeonato mundial e do bi-campeonato da Rocca conquistado pela Holanda, permanece até hoje como o maior feito glorioso de um time em toda a história do botão.

Ainda em 1990 surgiram três novas seleções: Romênia, Hungria e Chile. Como não se inscreveram a tempo para participar da Copa Rocca, montou-se uma disputa amistosa para que pudessem estrear na mesa, o Torneio Amistoso dos Iniciantes, vencido pela Romênia. Infelizmente, os três países também perderam o prazo máximo para inscrição nas Eliminatórias para a III Copa do Mundo, e acabaram sem a chance de participar da maior competição do futebol mundial, o campeonato seguinte do calendário da FIFA.

E o Futebol virou Calcio de Mesa

A França - seleção campeã européia - foi, na sequência pré-estipulada pela federação, a nação escolhida para sediar a III Copa do Mundo que, mais uma vez, reuniu as 16 melhores seleções do globo terrestre. A disputa da Copa iniciou com o tradicional Torneio Início, vencido pela Argentina - o primeiro título da seleção porteña - que bateu a República Tcheca na final. O argentino Caniggia anotou 8 gols e foi o artilheiro do torneio.

A Copa do Mundo, mais uma vez, foi amplamente dominada pelos europeus, o Brasil - sensação da 1ª Copa - caiu na 1ª fase pela segunda edição consecutiva, somente a Argentina conseguiu se classificar para as oitavas-de-final, porém, parou por aí, perdeu para a Itália por 2x1. Outra seleção que caiu nas oitavas foi a Holanda, campeã das duas edições anteriores. A chance do tricampeonato, que na Copa do Mundo significava a posse definitiva da Taça Julis Rimet, morreu diante da seleção francesa, que, jogando em casa, mandou os campeões embora deixando em aberto a disputa da Julis. Além de Itália e França, se classificaram para as semifinais a República Tcheca, sensação da Copa, e a tradissionalíssima Alemanha. Nas semifinais, a Itália bateu a República Tcheca (4x3) e a França, da mesma forma como aconteceu com as duas seleções anfitriãs nas copas anteriores (Brasil e Itália), sentiu o peso de enfrentar o selecionado bávaro, findando por saboreoar o amargo gosto da derrota diante de sua torcida, perdendo por 6x5. Assim, os alemães se classificavam para a terceira final de Copa Mundo consecutivamente, feito único na história da FIFA e das Copas do Mundo. Na final, a Alemanha, que perdera as duas últimas decisões para a Holanda, tinha que vencer e, com melhor campanha, era favorita à conquista. A Itália - apesar de ser o país europeu mais apaixonado pelo futebol - era uma seleção de pouca expressão na FIFA, sendo, inclusive, lanterna nas duas últimas edições da Copa Rocca, a última competição que disputara, mas os romanos tinham um trunfo: o novo uniforme da marca Crack's que estreiaram durante a Copa, e que já chegava a decisão do maior de todos os campeonatos.

A disputa final da III Copa foi a mais emocionante de todos os tempos, a mais dramática e a mais longa. O jogo entre Itália e Alemanha foi muito equilibrado, disputado palmo a palmo, minuto a minuto, tal equilibrio acabou resultando em um empate de 3x3 no tempo normal. O jogo foi para a prorrogação, mas o gol teimava em não sair. Somente aos 4 minutos do segundo tempo, Vöeller fez o gol: a Alemanha colocava a mão na taça. Porém, no apito do árbitro, Carnevale arrematou e marcou o gol salvador para a pátria italiana, estava decretado o empate. O regulamento da Copa do Mundo previa, na época, que, em caso de empate na final, deveria ser realizada uma nova partida, se nesta nova partida o empate persistisse no tempo normal e na prorrogação, a Copa seria, então, decidida nas penalidades máximas. Dessa forma, o mundo teve que esperar pela nova partida para, enfim, conhecer a nova seleção campeã mundial.

Itália - Campeã Mundial

A segunda partida da decisão da Copa foi a melhor de todas as finais de Copas do Mundo, foram dez gols marcados em um jogo cheio de alternativas. Mais uma vez, a história teimou em se repetir, e a repetição veio na forma de uma nova derrota alemã: 6x4 para a Itália - a nova seleção Campeã Mundial - e o futebol de mesa, então, passou a ser conhecido como "calcio de mesa" - festa dos Tiffosi. A Alemanha, derrotada pela 3ª vez consecutiva na decisão da Copa, só restou o inconsolável choro diante de sua maior derrota - com certeza, a maior

da história do botão. Carnevale, autor de dois gols nas finais, sendo um deles, o que salvou a Itália da derrota na primeira partida, foi eleito o Bola de Ouro da Copa e Moravick, da República Tcheca, artilheiro com doze gols, foi o Chuteira de Ouro.

A conquista italiana da III Copa do Mundo foi marcada pelo sofrimento, pela garra e pela glória final obtida de forma extremamente dramática, característica que, a partir de então, passou a ser marca registrada da esquadra Azzura.

Após a Copa do Mundo, como já se tornara habitual, a FIFA publicou o seu Ranking Oficial, a Alemanha, com os pontos somados pela conquista do vice-campeonato mundial, retomou a liderança, seguida por Holanda e Rússia. A Itália - campeã mundial - subiu da 9ª para a 5ª colocação.

Campeão dos Campeões

Diante de tantos campeonatos e os novos campeões que inerentemente apareciam, a FIFA resolveu realizar um campeonato reunindo todas as seleções campeãs da federação. Então, organizou a Copa dos Campeões reunindo todas esquadras que já haviam sido campeãs desde os primórdios, totalizando nove seleções participantes: Alemanha, Holanda, França, Estados Unidos, Itália, Rússia, Bélgica, Argentina e Uruguai. Como se era de esperar de um campeonato que reúne apenas grandes campeões, a disputa foi extremamente equilibrada e apresentou surpresas e decepções. Decepcionaram Holanda e Itália, detentoras dos títulos mais importantes, que não conseguiram chegar sequer às semifinais. A surpresa ficou por conta da Bélgica - vencedora da Copa Bicentenário da Alemanha ainda no Campo Colunão, e, que, desde tal conquista não chegava na final de qualquer competição, finalmente, voltou a brilhar e chegou à decisão. A adversária da Bélgica na final foi a incansável e sempre presente Alemanha. A Bélgica chegou na final como favorita, vindo de uma sequência mágica de vitórias, deixando para trás adversários como França, Holanda e Uruguai. A Alemanha, porém, mostrou que apesar de ter fracassado na luta por sua maior conquista, a Copa do Mundo, realmente era a seleção merecedora de receber o título de Campeã dos Campeões, venceu a Bélgica na grande final por 5x3 e chegou, enfim, a sua primeira conquista importante nos gramados da mesa Brianezi - sua última conquista importante havia sido a Copa Rio Branco em 1985 (ainda na "Era Colunão") - uma fila que durou longos cinco anos. Ceulemans, da Bélgica, foi o artilheiro dos campeões com 14 gols e o consolo para o time belga, vice-campeão do evento.

Após a Copa dos Campeões, a FIFA resolveu uniformizar as sequências de disputas de seus campeonatos, de forma que entre cada Copa do Mundo, teriam que se intercalar a disputa de outros campeonatos, sendo um deles, obrigatóriamente, a Copa Rocca.

Obedecendo a essa sequência de campeonatos, as competições seguintes seriam as disputas continentais. Foi realizada, então, a II Copa Europa, sediada na Holanda, país que havia mostrado excelente organização na disputa da III Copa Rocca. Para esta edição da Eurocopa, a FIFA aumentou o número de vagas de participantes de 12 para 16 seleções, abrindo essas quatro novas vagas para as mais novas seleções do velho continente que haviam ficado de fora da última Copa do Mundo, algumas que, inclusive, haviam se filiado à FIFA somente após o início de tal competição. Foram seis seleções disputando as quatro novas vagas em uma fase eliminatória. A II Copa Europa utilizou a mesma fórmula de disputa da Copa Bicentenário da Alemanha, um mata-mata no qual a equipe que perdia dois jogos era eliminada (até as semifinais). Dentro dessa fórmula, algumas seleções surpreenderam, dentre as quatro seleções semifinalistas, apareceram a Inglaterra, a Espanha, a jovem Polônia e a última campeã européia, a França - que partia em busca do bicampeonato. Para as finais, avançaram Espanha e França. A França, mesmo considerada azarã para essa decisão, venceu os espanhóis por 5x4 e sagrou-se Bi-Campeã - juntando-se a Holanda no hall das seleções que possuiam duas conquistas consecutivas em uma mesma competição. O centro-avante francês Papin foi o artilheiro da Eurocopa com 14 gols.

Dando sequência as disputas continentais, o campeonato seguinte foi a II Taça Wesman, que incluia as seleções dos continentes não-europeus. Ao contrário da Eurocopa, a Taça Wesman foi dominada pelas mais tradicionais seleções sul-americanas, com excessão do novato Chile, que chegou em 4º lugar; o Brasil ficou com a 3ª colocação e a final foi entre Argentina e Uruguai - as duas maiores forças do futebol sul-americano da época. A final entre Argentina e Uruguai registrou record de gols em finais de toda história, foram doze tentos marcados em um jogo com muita emoção e rivalidade, ao final do tempo regulamentar o placar apontou 7x5 para o Uruguai, que ficou com o título da Wesman - a primeira conquista importante da celeste dentro do Campo Brianezi. Para a Argentina, restou o consolo de ter o atacante Burrochaga como artilheiro da competição com 15 gols.

Ainda em 1990, a FIFA criou um novo campeonato, uma homenagem feita pela federação inglesa de futebol - país inventor do football - a um dos maiores jogadores já conhecidos e o maior artilheiro das Copas, assim surgiu a Copa Pelé. Além de uma homenagem à Pelé, a disputa era uma celebração à própria Copa do Mundo - evento que sempre exerceu uma forte influência na FIFA - por isso a forma de disputa e os participantes foram escolhidos tendo como referência as tabelas das Copas do Mundo de verdade. Nesta primeira edição, a Copa Pelé reuniu todas as seleções campeãs e vices mundiais, dentre elas, Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Hungria e República Tcheca. A final foi a primeira da história a ser disputada em duas partidas, de ida e volta, fórmula adotada no decorrer dde toda a competição. O Brasil, que buscava honrar o nome de seu rei, foi finalista ao lado da sempre obstinada Alemanha. No primeiro jogo, a Alemanha não tomou conhecimento do Brasil - seleção de fraco desempenho na FIFA - e goleou impiedosamente: 7x1, colocando as duas mãos na taça. Com a ampla vantagem obtida no primeiro jogo, a partida final da decisão virou uma mera formalidade para que a Alemanha fizesse a festa pela conquista, o que se fez na mesa com uma nova vitória sobre o Brasil por 3x0. Pelé, após a partida, teve que se render a força alemã e, pessoalmente, entregou a taça ao capitão do time germânico. Caniggia, da Argentina, foi o artilheiro da competição com oito gols. O Brasil, apesar da derrota na final, comemorava o bom desempenho na competição com o vice-campeonato, feito que não conseguia desde que havia disputado e perdido a final da I Taça Wesman para os Estados Unidos.

A última competição do ano de 1990 foi a IV Copa Rocca, que acabou se alongando até o início de 91, quando foram realizadas as finas da competição, desta vez, com um número record de participantes: 29 seleções se degladiaram em duas divisões. A Bélgica foi a nação que sediou as disputas desse campeonato.

A segundona foi disputada, novamente, em jogos eliminatórios, em partidas de ida e volta. Participaram da competição, pela 1ª vez, as seleções da Áustria, Romênia e Chile e, dentre todos os demais inscritos, um que destoava como favorito ao título e a vaga na primeira divisão: a Itália - que era a então campeã mundial. E assim se confirmou, a Itália passou por Dinamarca, Argentina, República Tcheca e, na final, pelo Peru, para sagrar-se campeã da segunda divisão, sem sustos garantindo a passagem de volta para a elite do futmesa. Barbadillo, do Peru, foi o artilheiro da segundona com treze gols.

Para a disputa da primeira divisão foi adotada uma fórmula de disputa com dois grupos de seis equipes, subsequentemente classificando oito seleções para a fase final (quatro de cada grupo), então, as oito esquadras se enfrentavam em quartas, semifinais e finais até se chegar à equipe campeã. As duas piores seleções de cada grupo faziam a "disputa da morte" para saber quem iria para a segunda divisão. Logo no início da 1ª fase, um fato histórico: o registro da disputa do milésimo jogo oficial da FIFA, que foi entre Alemanha e Estados Unidos - duas das seleções mais tradicionais da história - o placar final foi um empate em 3x3. Os destaques da Rocca foram as seleções do Brasil e do Uruguai - a força dos sul-americanos - que classificaram-se em primeiro lugar em suas respectivas chaves e juntaram-se as demais seleções, todas européias, nas quartas-de-final. Enquanto isso, na disputa de último lugar, a Yugoslávia despachou o Japão para a segundona e escapou da degola na disputa da morte. Nas quartas-de-final, o Brasil, que havia sido a melhor seleção da primeira fase, foi surpreendido pela Escócia - que havia se classificado apenas na repescagem - e deu adeus de forma vexaminosa da competição. Além dos escoseses, classificaram-se para as semifinais: Uruguai, Alemanha e Rússia, quatro das mais tradicionais equipes da federação. A Rússia acabou com a surpresa escosesa e foi à final contra a Alemanha, que, por sua vez, bateu o Uruguai - a força sul-americana vista no início da competição dava seu último suspiro e se resumia à terceira colocação obtida pela celeste na vitória sobre a Escócia pela disputa do bronze. Rússia e Alemanha já haviam se enfrentado em uma final anteriormente, há época, a então União Soviética bateu a Alemanha por 8x7 na decisão do Torneio Internacional de Cannes, ainda na Era Colunão. A Alemanha vinha embalada da conquista da Copa Pelé e partia para a sua segunda conquista consecutiva, porém, esbarrou na força da Rússia de Mikhaijlichenko, artilheiro da competição com 16 gols, e acabou derrotada pelo placar de 6x3, vendo os russos saírem com o título inédito da Copa Rocca. Com mais essa participação, a Alemanha ampliou ainda mais o seu record de seleção com mais participações em finais de campeonatos, por outro lado, mostrava um estigma de fracassos nessas disputas, perdendo mais do que vencendo. Apesar disso, nunca deixou de ser considerada "a melhor de todos os tempos", além de, ao final da competição, permanecer no topo do ranking de seleções da FIFA.

Após o término da IV Copa Rocca, já no início do ano de 1991, a única disputa iniciada foi a reedição da Copa Rio Branco - um dos maiores campeonatos realizados na Era Colunão -, que acabou se extendendo até o ano de 1992. A II Copa Rio Branco contou com 24 seleções, as 21 melhores do ranking oficial e as demais últimas filiadas à federação que disputaram três vagas em uma fase elminatória. O país sede do campeonato foi a Yugoslávia. A fórmula de disputa da consistia em uma tabela exatamente igual a da Copa do Mundo - Espanha'82. As surpresas da competição ficou por conta das tradicionais seleções européias que acabaram fracassando em sua jornada ao título, abrindo caminho para que novas seleções brilhassem, dentre elas, a República Tcheca e a Romênia, semifinalistas do evento e adversárias respectivamente de Argentina e Uruguai. Porém, nas semifinais, prevaleceu a força das duas maiores forças do futebol sul-americano que, desta feita, não pipocaram e acabaram decidindo o título. As duas rivais da América vinham da recente e emocionante decisão na II Taça Wesman, na qual o Uruguai saiu triunfante, desta feita, porém, foi a vez da Argentina dar o troco para cima dos rivais do Prata: venceu a final por 3x2 e ficou com o título - a primeira conquista de destaque da seleção porteña - que ainda anotou o artilheiro da competição, Passarela, com 11 gols.

Bom no Samba, Bom no Feltro

Já em 1992, a FIFA deu uma pausa nos grandes campeonatos para a realização de mais um torneio, a Copa Aston Villa, criada e organizada pela federação inglesa de futebol em homenagem à uma agremiação local. A Copa Aston Villa seguiu os mesmos moldes da Taça Estrela Vermelha, disputada anos antes: 32 equipes se enfrentando em jogos eliminatórios até chegar à seleção campeã. Como a FIFA contava com um total de 29 seleções, foram convidados três times para completar as três vagas restantes, as seleções da Lituânia e do Líbano, além do time do Corinthians, todos botões amadores. Depois de muitas brigas e partidas emocionantes, França e Alemanha chegaram as semifinais e enfrentaram, respectivamente, Brasil e Yugoslávia. Enquanto se esperava que Alemanha e França - duas das maiores forças do botão - partissem para mais uma decisão de campeonato. Foi justamente o contrário que aconteceu, Brasil e Yugoslávia, consideradas azarãs, fizeram a grande final da Copa Aston Villa. Na decisão, a seleção canarinho, que vinha mostrando uma visível evolução nas últimas disputas, não deu chances para a Yugoslávia e venceu por 2x1, assim, chegando à sua primeira conquista. Enfim o sofrido povo brasileiro pôde comemorar uma glória de sua seleção, mesmo que num torneio de pouca importância como a Copa Aston Villa. Dois goleadores dividiram a artilharia da competição, o brasileiro Müller e o russo Protasov, que marcaram oito gols cada.

Europa Versus América

Após a Copa Aston Villa, a FIFA - cuja uma de suas atribuições era contabilizar todas as disputas válidas pela federação, tanto para controlar o ranking oficial de seleções, como para trazer dados interessantes de suas disputas ao conhecimento dos fãs, publicou uma tabela que contabilizava todos os títulos disputados tanto por continentes, quanto por marcas de botão. Tais dados mostravam um amplo domínio de conquistas das seleções européias e dos botões da marca Crack's. A publicação da tabela, que colocava as seleções européias em grande vantagem sobre as americanas em totais de conquistas, gerou uma controvérsia sem precedentes na história. De um lado os europeus contavam vantagem, se dizendo muito superiores aos americanos, já estes questionavam o domínio europeu devido ao continente possuir um número bem maior de seleções filiadas e, que, se houvesse uma competição na qual europeus e americanos disputassem em igualdade de números, a força do novo mundo subjugaria fácilmente a do velho continente. Os europeus rebatiam dizendo que venceram as três copas do mundo até então realizadas, os americanos retrucavam com um desafio: "veremos na próxima Copa". Para pôr um fim na controvérsia e trazer essa rivalidade toda em uma esfera mais salutar - a da mesa de jogo - a FIFA resolveu criar uma competição que colocaria frente à frente, uma seleção da Europa e outra da América. Nasceu assim, a Copa Intercontinental, campeonato cujo título seria sempre decidido por uma seleção americana e outra européia, para isso, a disputa final deveria ser feita em um país neutro, e o Japão foi a nação escolhida para sediar esse jogo final. Para se chegar as duas seleções que iriam fazer essa decisão, a FIFA criou duas disputas envolvendo as melhores seleções de cada continente, do lado americano, as sete seleções do continente disputaram a Copa Libertadores da América, do lado europeu, as melhores seleções classificadas na última Eurocopa disputaram a Recopa Européia.

A Libertadores de América foi decidida pelas duas maiores forças locais do continente, Argentina e Uruguai, que partiam para sua 3ª final consecutiva. Como acontecera na última decisão entre essas duas esquadras, a Argentina bateu o Uruguai por 5x4 e foi a seleção que representou a América na disputa contra os europeus em Tókio. Na Recopa Européia, a disputa final foi entre a França - a bi-campeã européia - que buscava a supermacia total no continente europeu, e a Holanda, seleção bi-campeã mundial, mas que há algum tempo não chegava em uma decisão. Na final, a força dos holandeses superou a dos franceses: 5x2 e a Holanda qualificou-se para representar a Europa na decisão final contra a Argentina. Na final no Japão, criou-se muita expectativa para a decisão que rivalizava os dois maiores continentes do futebol mundial - e a decisão final era feita em apenas um jogo. Na partida, a Holanda não tomou conhecimento do time porteño, goleou por 5x2, chegou ao seu 5º título e, de quebra, aumentou ainda mais a supremacia européia sobre as seleções americanas no âmbito das disputas em finais. A França, que não conseguira chegar a decisão em Tókio, ainda assim, ficou com o goleador da competição, Rocheteau, com dez gols.

A competição seguinte organizada pela FIFA foi a II Copa Pelé que, desta feita, reeditou a 2ª fase da Copa do Mundo da Espanha '82. Dentre os quatro finalistas, Alemanha e França repetiram o confronto que aconteceu na Copa da Espanha e, assim como aconteceu em 82, a Alemanha - que era a atual campeã da Copa Pelé - bateu a França por 6x1 e se classificou para a final, rumo ao bi-campeonato. A outra semifinal não reeditou nenhum confronto da copa Espanha'82, o Brasil enfrentou e venceu a Rússia por 7x6 em uma dramática prorrogação, e partiu para a final, novamente contra os alemães, desta vez tentando mudar a história e dar o troco no time germânico pela derrota na final da edição anterior do campeonato. Repetida as duas seleções que haviam feito a final na I Copa Pelé, esperava-se uma grande disputa, ao contrário da final passada, na qual a Alemanha vencera o Brasil com o pé nas costas. Desta vez, porém, a disputa foi equilibrada, após um empate no 1º tempo em 2x2, o Brasil enfiou três gols na Alemanha na etapa final, fechando o placar em 5x2 e, enfim, pôde homenagear com o título o seu maior jogador, Pelé - patrono da disputa. Finalmente, o Brasil conquistava um campeonato importante, que valia pontos para o ranking - até então a seleção canarinho só vencera alguns torneios - a torcida brasileira começava a tomar gosto pelas conquistas de sua seleção. A vitória do Brasil representou a quebra de uma velha estigma, um velho tabú, no qual o Brasil esbarrara muitas vezes: o time da Alemanha, que, desde a fundação da FIFA, por inúmeras vezes, eliminou o Brasil de várias disputas, a mais dolorosa, sem dúvida, foi a da 1ª Copa do Mundo, quando o time canarinho caiu nas semifinais, nos penaltis e em pleno Maracanã. Enfim o Brasil aprendera a vencer a Alemanha. À Alemanha, preocupava a volta da assombração fantasmagórica das derrotas em finais, com esta última, o time germânico contabilizava a 8ª derrota em 14 finais disputadas e a 2ª consecutiva - mas, ao menos, restava o consolo de ter Vöeller como artilheiro da competição com dez gols.

IV Copa do Mundo

Realizada a Copa Rocca, as disputas continentais e mais duas edições da Copa Pelé, a competição seguinte foi, novamente, a Copa do Mundo em sua quarta edição, desta feita sediada pelo Uruguai. 27 seleções disputaram as mais longas eliminatórias até então, brigando pelas 14 vagas para a Copa (além do Uruguai, país sede, e da Itália, a última campeã). Antes da Copa, foi realizado o tradicional Torneio Início, vencido pela Polônia, que bateu o selecionado local, a Celeste Olímpica, nos penaltis na decisão final do torneio. Com apenas três gols, o Torneio Início da IV Copa do Mundo teve três artilheiros máximos: Vöeller da Alemanha, Francescoli e De Leon, ambos do Uruguai.

No evento principal da Copa do Mundo, a FIFA resolveu adotar uma nova fórmula de disputa seguindo os regulamentos que foram utlizados nas Copas do Mundo da TV (ou do mundo "real") conforme os dados históricos das mesmas. Além da escolha do país sede que seguia os mesmos da sequência das Copas, diferenciando-se apenas pela sequência. Assim, a IV Copa do Mundo do botão utilizou a mesma sistemática de classificação da IV Copa do Mundo (Brasil'50): 16 seleções divididas em quatro grupos, classificando o campeão de cada grupo para a fase final, na qual se enfrentariam em turno único, ficando com o título a seleção campeã dessa fase. As seleções vice-campeãs de cada grupo na 1ª fase ainda disputariam um mata-mata valendo as colocações do 5º ao 8º lugar.

Na 1ª fase da Copa do Mundo, duas seleções se classificaram para o quadrangular final vencendo todos seus jogos: a Polônia - mostrando que não era à toa que vencera o Torneio Início -, deixando para trás, novamente, o próprio Uruguai com uma goleada de 6x1 em pleno Estádio Centenário -; e a Argentina, que despachou a campeã Itália - que lutava pelo bicampeonato. As outras duas seleções finalistas tiveram mais dificuldades para se classificar, mas, também, chegaram invictas à fase final, foram elas: Brasil - que eliminou a Alemanha em sua chave - e a Holanda - a campeã das duas primeiras edições da Copa que, depois do fracasso no último mundial, voltava a garantir presença entre os quatro melhores do mundo. Enquanto a Itália garantia a 5ª colocação do Mundial no mata-mata preliminar, a fase final da IV Copa mostrou muito equilíbrio, o Brasil abriu a 1ª rodada vencendo a poderosa Holanda por 3x2, enquanto a Argentina venceu a Polônia por 2x1. Na segunda rodada, o Brasil ficou no empate com a Polônia (2x2) e a Holanda venceu a Argentina (3x2). Com esses resultados, as quatro seleções chegaram à 3ª e decisiva rodada da fase final com chances de ficar com o título, mas a vantagem era do Brasil, único que dependia unicamente de suas forças para garantir a taça: bastava vencer a partida derradeira. O adversário canarinho era a Argentina, esta precisava vencer o Brasil e torcer contra a Holanda que enfrentava a Polônia. As atenções todas se voltaram para o primeiro jogo da rodada final, entre Brasil e Argentina, que poderia decidir o título - nunca a Copa esteve tão perto do continente americano depois de três conquistas dos europeus nas edições prévias. O jogo foi dramático, com muita catimba e nervosismo, o Brasil saiu na frente do placar e abriu 2x0 no marcador, a Argentina reagiu marcando um gol, mas ficou nisso, 2x1, o placar que o Brasil precisava para alcançar sua maior façanha até então na história: Campeão Mundial, e o gostinho da conquista pela vitória sobre o maior rival sul-americano, a Argentina. O país, que era famoso por ser bom no samba, passou a ser conhecido também por ser bom no feltro -

material do qual as bolas são feitas - embora, nesta época, as disputas fossem feitas com bolas de lã e imaginava-se serem de feltro. No encerramento da rodada e da Copa, a Polônia venceu a Holanda por 3x1 e ficou com o vice-campeonato, tornando-se a grande sensação da Copa, deixando a Argentina em 3º lugar, seguida pela Holanda em 4º. Valdeir, centro-avante brasileiro, autor de gols decisivos para a conquista brasileira, foi aclamado o Bola de Ouro da Copa e passou a ser chamado de "artilheiro dos deuses" pelos torcedores de seu país a partir de então. Van Basten, da Holanda, foi o Chuteira de Ouro com nove gols marcados na Copa.

Brasil - Campeão Mundial

Após a Copa, a FIFA publicou mais uma vez o seu Ranking Oficial, no qual a Alemanha manteve a primeira colocação, seguida de Holanda e França. O Brasil pulou do 11º para o 4º lugar com as conquistas da Copa do Mundo e da Copa Pelé.

O Grand Slam

A partir do ano de 1993, a FIFA resolveu uniformizar ainda mais a sequência de disputa de seus campeonatos, de forma que entre cada Copa do Mundo e cada Copa Rocca, se intercalariam, obrigatóriamente, a realização de outros campeonatos que compunham as disputas oficiais da federação. Esses campeonatos, que valem pontos para o ranking oficial da entidade, fazem parte de uma sequência de que já vinha sendo obedecida há três anos, à essa "sequência" de disputas oficiais, a FIFA batizou de Grand Slam - na época conhecida também como "Gerações do Botão"* - que equivalia a uma temporada, porém, essa temporada não tinha prazo fixo para ser disputada, somente uma sequência pré-estabelecida de competições. Os campeonatos que faziam parte do Grand Slam, além da Copa do Mundo e da Copa Rocca, eram as disputas continentais: Copa Europa e Taça Wesman; a Copa dos Campeões e a Copa Intercontinental, assim como outros campeonatos importantes, incluídos no Grand Slam de tempos em tempos, tais como a Copa Pelé e a Copa Rio Branco. A seleção que somasse mais pontos pelas conquistas dos campeonatos válidos pelo Grand Slam, seria a campeã do mesmo, ou seja, a grande campeã da temporada. Conforme a sequência estabelecida pela FIFA, a primeira disputa oficial do Grand Slam se iniciava no presente ano, 1993, com a II Copa dos Campeões.

Aproveitando a oportunidade da criação do Grand Slam, a FIFA resolveu reconhecer todas as disputas anteriores como os primeiros Grand Slams já realizados, usando como referência as disputas da Copa Rocca e os anos que envolveram tais disputas. Dessa forma, ficaram reconhecidos os campeonatos da "Era Colunão", de 1984 à 1986, como o 1º Grand Slam, vencido pela Alemanha. Os campeonatos disputados de 1987 à 1989 foram reconhecidos como o 2º Grand Slam, vencido pela Holanda. O 3º Grand Slam compreendeu as disputas do ano de 1990, e foi vencido pela Itália. E, finalmente, o Brasil foi apontado como vencedor do 4º Grand Slam - encerrado ao final da IV Copa do Mundo - disputado de 1991 à 1992. Dessa forma, Alemanha, Holanda, Itália e Brasil foram consagradas como as maiores forças do botão da história até o ano de 93.

A II Copa dos Campeões foi a primeira disputa oficial do 5º Grand Slam da FIFA, nessa edição, a Copa dos Campeões incluiu apenas as seleções que haviam conquistado campeonatos válidos pelos quatro Grand Slams já realizados, ficando de fora as seleções que haviam ganho apenas torneios não válidos para o ranking da federação. A seleções participantes foram: Alemanha (que defendia o título), Holanda, Itália, Brasil, França, Uruguai, Argentina (que sediou a Copa), Rússia e Estados Unidos, na prática, só a Bélgica que participara da 1ª edição é que acabou ficando de fora desta edição, e a novidade era a participação do Brasil, o mais jovem campeão do seleto grupo. Na 1ª fase, três das nove seleções participantes deram adeus à disputa, uma delas, o Brasil, que não soube aproveitar o embalo da conquista da Copa do Mundo e acabou sendo subjugado. Seis seleções disputaram, em duas chaves de três seleções e em jogos de ida e volta, as semifinais do evento. O destaque das semifinais foram a goleada de 6x0 da Alemanha sobre a Itália e a incrível lavada da Holanda sobre a Argentina por 9x1, ironicamente, as duas seleções que golearam ficaram de fora da final e, justamente, Itália e Argentina, que sofreram as goleadas, fizeram a final da Copa dos Campeões, pois galgaram a vaga pela somatória dos pontos obtidos em suas respectivas chaves. Alemanha e Holanda ainda tiveram o consolo da disputa do 3º lugar, clássico vencido pelos germânicos por 5x1. Disputada em duas partidas, as finais da Copa dos Campeões aconteceram sob um clima de muita rivalidade e, apesar de jogar pressionada pela torcida porteña em Buenos Aires, a Itália conseguiu equilibrar a disputa. Após um empate de 3x3 na primeira partida, a Azurra passeou sobre os argentinos na finalíssima goleando por 5x1, calando o Estádio Monumental de Nuñes e conquistando o título de Campeã dos Campeões - o troféu viajou de Buenos Aires para Roma para a amargura da torcida local. Foi a segunda grande conquista da Itália na FIFA -, a Azurra voltava a ser campeã depois da conquista da III Copa do Mundo, após três anos de fila. Pierre Littbarski, da Alemanha, foi o artilheiro da Copa com dez gols.

Trois Fois, Les Bleus!

As competições seguintes do Grand Slam foram os campeonatos continentais, que, desta feita, apresentavam algumas novidades. A Taça Wesman - que em duas edições reuniu os países não-europeus, deu lugar a Copa América, esta passou a englobar as sete seleções do continente americano, além de três seleções convidadas: Marrocos, Arábia Saudita e Japão. A outra novidade estava na fórmula das competições, tanto na Copa América como na Copa Europa: as seleções classificadas iniciavam a competição por uma disputa eliminatória, um mata-mata que classificava metade das seleções para a fase final, disputada em pontos corridos.

França - Tri-Campeã Européia

A disputa da III Copa Europa se iniciou na fase classificatória, com 17 seleções lutando por onze vagas para se juntarem à França que, além de sediar o evento, era a campeã das duas edições anteriores e brigava pelo tricampeonato. As doze seleções classificadas, então, se enfrentaram em uma eliminatória simples para alcançarem a fase final. Alguns confrontos se destacaram nessa fase, tais como a dramática vitória da Itália sobre Portugal na prorrogação (4x3) e a difícil vitória da França, jogando em casa, contra a Irlanda por um

magro 1x0. Na fase final, a França soube aproveitar o apoio da torcida, passou por todos seus adversários - 4x3 Alemanha, 2x1 Bélgica, 5x3 Itália, 2x1 Rússia e 2x1 Holanda - e sagrou-se Tricampeã Européia - a primeira, e por muito tempo, única seleção a conquistar três edições consecutivas de um mesmo campeonato e, assim como na 1ª edição, também de forma invicta. A Itália, vice-campeã, teve o melhor ataque da competição, com 21 gols e a Alemanha, 3ª colocada, teve o goleador máximo, Vöeller, com oito tentos anotados.

A Copa América também começou com muita emoção na fase eliminatória, na qual as dez seleções participantes se enfrentaram em um mata-mata de ida e volta. Destaque para algumas goleadas que foram fundamentais para a classificação das equipes para a fase final: Argentina 5x2 México, Brasil 5x0 Uruguai e Estados Unidos 6x0 Chile. O Peru - país sede da competição - se classificou para as finais batendo o Marrocos. Na fase final, o Brasil - que vinha da conquista da Copa do Mundo - não deu chances aos adversários, venceu todas as partidas - 2x1 EUA, 5x3 Argentina, 4x0 Japão e 7x0 Peru - ficando com o inédito título da Copa América de forma invicta. Para completar a glória, o Brasil ainda teve o melhor ataque, 26 gols, e o artilheiro da competição, Valdeir com dez gols.

Ainda em 1993, a competição seguinte foi a V Copa Rocca, nesta edição, sediada pela Itália e que se iniciou com a disputa da 2ª divisão. Desta vez, a segundona foi disputada em uma disputa em eliminatória simples, 17 seleções disputaram duas fases eliminatórias até se chegar as quatro finalistas que disputariam a sonhada vaga para a elite do futmesa. Dentre as finalistas, estavam as seleções vice e 3ª colocada no último mundial, Polônia e Argentina, além de Chile e Dinamarca. Como se esperava, porteños e polacos monopolizaram a disputa pelo título e, no embate direto, ficaram em um empate por 1x1, entretanto, no saldo de gols, a Argentina garantiu o título com uma bela goleada sobre o Chile (6x0), e ficou com a vaga para a divisão principal da Rocca. Sabau, da Romênia e Caniggia, da própria Argentina, foram os artilheiros da competição com sete gols cada.

A primeira divisão da V Copa Rocca foi disputada no início de 1994, e ficou marcada por ser a edição com menor número de jogos disputados, foram 32 partidas apenas até se conhecer a seleção campeã. Na primeira fase, as 12 seleções foram divididas em 2 grupos, e as campeãs de cada grupo se classificavam para a grande final. A melhor seleção da 1ª fase foi o Uruguai, que se classificou para a finalíssima ao lado da Rússia - duas seleções tradicionalíssimas da Copa Rocca. Brasil e Holanda fizeram a disputa pelo 3º lugar, vencida pela seleção verde-amarelo por 4x3. Na final, a Rússia, que buscava o bicampeonato, não deu chances ao Uruguai, goleou a equipe celeste por 7x2 e conquistou o título da Copa Rocca pela segunda vez consecutiva - a terceira seleção a conquistar um bicampeonato na FIFA. Romário, do Brasil e Van Basten, da Holanda, foram os artilheiros máximos da V Copa Rocca com dez gols cada. Já na outra ponta da tabela, aInglaterra foi a seleção a escrever seu nome na vergonhosa lista dos rebaixados da Copa Rocca, com a lanterna na mão caindo para a segunda divisão.

A competição seguinte foi a III Copa Pelé, que recriou a 2ª fase da Copa do Mundo do México '86. Disputada em eliminatória simples, de um lado Alemanha e Brasil - campeões da I e II Copa Pelé respectivamente, fizeram uma das semifinais, ou uma final antecipada, conforme foi dito a época. O Brasil venceu por 6x5 em um jogo muito disputado e se classificou para sua terceira final consecutiva na competição, rumando ao bicampeonato. Na outra chave, assim como no México '86, quando o mundo conheceu a Dinamáquina, a seleção escandinava não decepcionou como na Copa da TV e, passando pelo tradicional Uruguai (5x3), chegou à final para enfrentar o Brasil. A Final foi um jogo muito disputado, após um empate em 2x2 no tempo normal, o jogo foi decidido na prorrogação, na qual o Brasil deu tilt na Dináquina pelo placar final de 3x2, chegando, assim, ao bicampeonato da Copa Pelé - a 4ª seleção da FIFA a conquistar duas edições de um mesmo campeonato, passando a figurar no seleto hall de bicampeões que continha Holanda, França e Rússia. Bebeto, do Brasil, e Elkejaer Lanncer, da Dinamarca, foram os artilheiros máximos da competição com oito gols cada.

A Última Glória do Século XX

Além de todos os campeonatos disputados, 1994 - ano da Copa do Mundo dos Estados Unidos - entrou para a história por ser o último ano de disputas da FIFA dentro do século XX. A última disputa foi a II Copa Intercontinental, campeonato que rivaliza os continentes da Europa e da América, disputado por um representante de cada continente em um jogo final em Tókio, Japão. Como na edição anterior, a final da II Copa Intercontinental foi disputada entre o campeão da II Copa Libertadores de América e o campeão da II Recopa Européia, com apenas um diferencial em relação à primeira edição: o último campeão, tanto da Libertadores quanto da Recopa, já entravam na fase final das disputas em seus respectivos continentes.

Na II Copa Libertadores de América, seis seleções brigaram na 1ª Fase para se juntar a Argentina na fase final do evento, e foram elas: Brasil, Peru e Estados Unidos. As quatro seleções finalistas, então, lutaram entre si em uma disputa de pontos corridos para se chegar à seleção campeã, que representaria a América em Tókio. O Brasil era o grande favorito para a conquista, pois vinha de importantes conquistas, e se esperava da Argentina - que defendia o título - a rival para enfrentar a seleção canarinho. Todavia, o time porteño decepcionou e quem brigou com o Brasil pelo título foi o Tio Sam, porém, só tentou. Com uma vitória sobre a Argentina (6x5) e uma goleada de 4x0 sobre o Peru, o Brasil garantiu o título - o segundo consecutivo no ano - mesmo perdendo para os Estados Unidos (4x2), que ficou com o vice-campeonato. Romário, o baixinho do Brasil, foi o artilheiro da competição com dez gols.

A II Recopa Européia teve a participação das seis seleções melhores classificadas na III Copa Europa, que brigaram por três vagas nas finais ao lado da última campeã, a Holanda, para, então, fazerem uma disputa de pontos corridos e assim se chegar à campeã. Na fase final, além da Holanda, classificaram-se Rússia, Itália e a azarã Irlanda. Itália e Holanda passaram por seus dois adversários comuns e fizeram a última partida das finais uma disputa direta pelo título. Em um jogo emocionante, a Itália garantiu a vitória (3x2), papando mais um título e carimbando o passaporte para Tókio. O centro-avante italiano Schilatti foi o artilheiro da Recopa com dez gols.

Na grande final em Tókio, Brasil e Itália fizeram a disputa para ver qual continente superava o seu rival: América ou Europa. Como na edição anterior, a Europa levou a melhor sobre a América e levou a II Copa Intercontinental mais uma vez: vitória da Itália por 5x3 sobre o Brasil. Schilatti, o goleador italiano na Recopa, com mais três gols na decisão no Japão, somou treze no total e foi o artilheiro máximo da competição. O título para a Itália não representou somente a supremacia da Europa diante da América através da Copa Intercontinental, também na somatória total de conquistas em toda a História da FIFA, uma marca que foi assim eternizada na última disputa da federação no século XX, com a Itália entrando para o Hall da Glória - o Hall frequentado pelas maiores seleções campeãs da FIFA - como a última campeã oficial do século XX e do Campo Brianezi, pois a II Copa Intercontinental viria a ser, conforme seu destino contará logo adiante, o último campeonato disputado no campo oficial da FIFA.

O término da II Copa Intercontinental também representou o fim das competições de botões por um longo período, infelizmente, o presidente da FIFA - Pedroom - que iniciara as disputas da federação ainda menino (com onze anos de idade), em 1994 já contava 23 primaveras, e as obrigações da vida adulta com faculdade e trabalho o forçaram a deixar de lado o botão - ao menos durante algum tempo. Sendo assim, as competições da FIFA ficaram paradas até o ano de 2000, e as disputas oficiais (válidas pelo Grand Slam), só retornaram dez anos mais tarde, em 2004, já no século XXI.

A II Copa Intercontinental também representou o encerramento da disputa do V Grand Slam (5ª geração), embora ainda estivessem previstas as disputas de outros campeonatos para tal edição do Slam, entre os quais a V Copa do Mundo e outras competições oficiais novas que iriam ser incluídas no circuito mundial. Disputas essas que acabaram não sendo realizadas com a paralização das competições por longos dez anos e, quando retornaram, a FIFA resolveu fechar a disputa do V Grand Slam e iniciar um novo circuito. Com isso, a seleção que somou mais pontos pela conquista dos campeonatos do circuito oficial do V Grand Slam foi a Itália. Pela segunda vez, a Azurra chegava ao título máximo, a conquista da temporada, a primeira e única seleção a vencer duas temporadas (III e V Grand Slams). Assim, a conquista italiana do V Grand Slam ficou conhecida como a última grande glória do século XX.

O Triste Fim do Campo Brianezi

Ao término do ano de 1994 iniciou-se um longo período de inatividade na FIFA, nesta época, Pedroom, já com 23 anos de idade, fazendo faculdade, procurando emprego e estágios, tinha muitas preocupações e, com isso, teve de deixar um pouco de lado as disputas do botão. Com a paralização das competições, o Estádio Brianezi ficou recolhido, guardado, esperando o momento da volta dos jogos e das grandes disputas, o soar da canção que diz: "Vai começar de novo! É novamente tempo de emoção!". O campo ficou guardado na casa de Pedroom e atrás de um armário em um corredor ao lado do banheiro da casa. Um dia, porém, um desastre ocorreu, algum infeliz deixou a torneira do banheiro aberta causando um grande vazamento de água. A água acabou se evadindo do banheiro e tomou conta do corredor e por pouco não inundou a casa inteira. Ao enxarcar o corredor, a água acabou molhando a mesa de botão que alí estava e esta, por ser constituida de madeira porosa, absorveu parte do líquido. Resultado: a parte da mesa que tocava o chão e se molhara passou a apodrecer, o campo ficou totalmente empenado e, no lado acidentado, sua borda começou a se soltar. Era o início do fim do Estádio que abrigou a maior parte das emoções da FIFA até aquele momento.

Copa das Confederações

Apesar de praticamente destruído, ainda era possível se jogar no Estádio Brianezi, mesmo que em condições precárias, com o campo mais se parecendo com um terrão de disputas varzeanas do que com o estádio que abrigara quatro Copas do Mundo. Pensando ainda em um possível concerto, no ano de 2000, o campo foi levado para o Guarujá, no apartamento de veraneio de Pedroom, situado na praia do Tombo. Lá ele ficou até o fim de seus dias. Ainda no Guarujá, foi disputada a última competição do Estádio, a Copa das Confederações, que incluiu nove seleções tradicionais da FIFA: Brasil, Alemanha, Argentina, Rússia, Uruguai, Inglaterra, Holanda, Itália e Estados Unidos. Disputado em caráter amistoso e sediada pela Rússia, a Copa das Confederações não teve contagem de artilharia, a final do torneio foi disputada entre Alemanha e Argentina, e a Argentina sagrou-se campeã ao bater o time germânico por 4x1. Na última partida, última glória e a última campeã do Estádio Brianezi foi a Argentina, quem selou a história do Campo Brianezi. A Itália terminou na terceira colocação seguida pelo Uruguai em quarto lugar.

Após essa disputa, ainda em 2000, o apartamento de Pedroom no Guarujá passou por uma reforma e, durante esta, os pedreiros que nela trabalharam, jogaram a mesa fora crendo que esta se tratava de entulho, com isso chegava ao fim a trajetória deste grande estádio que, até a data em que esse texto foi escrito (maio de 2009), ainda tem o mérito de ser o campo que abrigou a maior parte das emoções vividas em toda história do botão. Consta também nesta mesma ocasião, quando os botões de Pedroom estavam no Guarujá junto da mesa, o desaparecimento de dois times da FIFA, o tradicional botão do Brasil da Crack's, campeão da IV Copa do Mundo, e o botão da seleção da Hungria, da marca Brianezi (do tipo lixoso), desconfia-se que estes foram subtraídos pelos pedreiros que trabalharam na obra do apartamento.

A partir da disputa da Copa das Confederações em 2000, as competições de botão da FIFA ficaram paradas até o ano de 2004, quando a FIFA foi reinaugurada e rebatizada, tornando-se a FIFME e, no mesmo Guarujá onde sucumbira, a FIFA renasceria com força total, mas isso é uma outra história a ser contada no próximo capítulo.

TOMO II

Tomo II

Refundação da FIFA, surge a FIFME

No ano de 2004, após quatro anos de inatividade, foi retomado novamente o ritmo das emoções no botão. Uma nova mesa oficial para substituir o antigo campo Brianezi (da marca Ki-gol) foi adquirida, e esse novo campo foi batizado de Estádio Monumental. A FIFA foi rebatizada para FIFME e refundada na cidade do Guarujá em 24 de Agosto, na mesma cidade aonde havia acontecido a derradeira competição no ano de 2000, a Copa das Confederações, a última sob a sigla FIFA, que, então, se tornou FIFME. A mudança de nome, da tradicional Federação Internacional de Futebol Association, para Federação Internacional de Futebol de Mesa, teve o intuito de diferenciar o nome da federação de botão do nome da federação de futebol mundial que utiliza essa mesma sigla e, assim, evitar confusões.

A nova FIFA, ou seja, a FIFME, marcou um novo patamar para as competições de botão, o mundo da bolinha de feltro passou a concretizar antigos sonhos datados dos seus primórdios.

Com toda a logística e tecnologia da Era da informação, iniciou-se um processo de modernização na nova FIFME, que ficou marcado pelo lançamento do site oficial da federação em 26 de setembro. O site da FIFME marcou um processo de digitalização de todos os materias ligados a federação, dos cadernos de campeonatos às fotos e tudo que se possa imaginar. A FIFME entrou de cabeça no mundo digital e fundou a TV FIFME, que passou a filmar jogos e gols - um antigo sonho da federação -, e a Rádio FIFME, que levou ao ar novas e antigas coberturas e narrações do mundo botão e do futebol em geral. Além disso, novas informações multimídia e um processo de contabilização de dados foi iniciado, trazendo à tona um mar de informações que estavam há anos escondidas em velhos cadernos e diversos rabiscos, eram clássicos, gols, memórias, recordes e muito mais. Mas as novidades não pararam por aí, um noticiário completo sobre o dia-a-dia da federação passou a ser publicado através do site, tornando o mesmo um verdadeiro diário informativo digital da federação, narrando diversos fatos, cobrindo e noticiando competições, de forma geral, publicando tudo que se passa no mundo do botão, incluindo as atividades de seu técnico mantenedor, Pedro Luiz, que, inclusive, pela ocasião de fundação da FIFME, passou a ser chamado de Pedroom "Matheus" Luiz - Presidente e sócio-fundador da FIFME.

Botão na Pós-Modernidade - o Novo Grand Slam

Com a reformulação da federação, a FIFME deu por encerradas as competições que eram válidas pelo Grand Slam disputadas na época do ex-campo Brianezi (1993), e declarou a Itália campeã desse que foi o V Grand Slam. Premiação que valeu ao time romano o segundo lugar no ranking dos Grand Slams, o hall que compreende as seleções super-campeãs da FIFME, também conhecido como G4, composto por Holanda, Itália, Brasil e Alemanha, estas que, conforme as inovações trazidas para a reformulação do Grand Slam proposta pela nova FIFME, disputam um torneio criado apenas para os figurantes desse estrito hall, a Master Cup, realizada ao término do circuíto mundial de seleções. Ainda apresentando números correspondentes ao V Grand Slam, pela terceira vez consecutiva, foi publicado o último ranking da Era FIFA, ainda com a Alemanha na 1ª posição, uma liderança mantida de 1990 à 1994 em três publicações do mesmo Ranking. Selado o circuito anterior, a FIFME deu início ao VI Grand Slam, cuja disputa inicial e que marcou a reabertura da FIFME foi o I Mundialito (sediado pela Holanda, líder do Ranking das Copas na ocasião), disputa que compreende as seleções com melhor desempenho na história das Copas do Mundo: Holanda, Brasil, Itália, Alemanha, França e Polônia, uma competição de alto nível, somente jogos clássicos, nada melhor para reiniciar as competições com força total na nova Era.

Em paralelo, a FIFME passou a investir em novas seleções e uniformes, assim foi criado um torneio para essas as equipes que se filiaram a época, o Torneio de Novos, com os seguintes botões estreantes: Colômbia, China, Turquia, Camarões, Suiça, Croácia, Austrália e Ucrânia, este último confeccionado com as lentes Brianezi e Tampa de Relógio de dois antigos times: URSS e América do RJ); complementando a tabela, a competição ainda contou com as seleções da Itália, apresentando seu uniforme semi-profissional Frandian em substituição ao antigo da Crack's desfeito à época, trocado pelo botão da Turquia - marca Champion; o Brasil, apresentando seu uniforme profissional Edu Botões com escalação campeã da Copa ddo Japão 2002 - o primeiro botão profissional da nova federação -, em substituição ao antigo botão da Crack's desaparecido no Guarujá após a reforma do apartamento em 2000; os Estados Unidos, apresentando seu novo uniforme oficial da Crack's, abandonando o uniforme tradicional do Cosmos; e, por fim, a Hungria, apresentando novo uniforme, marca Crack's, em substituição ao antigo da Brianezi, outro botão desaparecido no Guarujá subtraído por terceiros.

Na prática do feltro na mesa, em comparação às disputas da Era anterior, a grande novidade da FIFME em suas primeiras disputas, o Mundialito e a Taça de Novos, foi a presença dos novos botões resinados profissionais e semi-profissionais em contrapartida aos de estilo tampa que predominavam até então: as vedetes de momento, assim, foram as seleções do Brasil e da Itália. Esses botões, grandes, opulentes, duros, pesados, de medidas angulares milimétricas, acabamento perfeito - caros pra chuchú -, representaram se tornaram o foco da atenção de todos, e perguntava-se se era justo eles enfrentarem os tradicionais e antigos botões de acrílico, muito mais leves e de medidas inferiores - vale lembrar que a Itália disputou o Mundialito com seu uniforme antigo ainda, estreando seu botão resinado na Taça de Novos. A dúvida não durou muito, a diferença potencial entre botões resinados e tampa provou-se efetiva em ambas as disputas: o Brasil pró foi campeão do Mundialito com folgas, batendo a Holanda de goleada na final por 5x0, além de golear a Alemanha na primeira fase por 6x3, Ronaldinho Gaúcho, o showman brasileiro, foi o primeiro artilheiro da FIFME no novo Estádio Monumental, com dez gols anotados no Mundialito; por sua vez e da mesma forma, a Itália semi-pró ganhou fácil fácil o Torneio de Novos, também goleando a Suiça na final por 6x0. Suker da Croácia e Tomassen da Suiça, com quatro gols cada, foram os artilheiros do torneio. Com esses resultados, os botões resinados do Brasil e da Itália passaram a dominar o novo cenário da FIFME desde os primeiros atos, e isso era apenas o início da temporada, o início do novo Grand Slam.

A Primeira Competição de Clubes

A FIFME passou também a investir na liga de clubes, até então, o único time que existia era o New York Cosmos, que representava a seleção dos E.U.A. nas disputas internacionais entre seleções. O Corinthians foi o segundo time a se filiar à FIFME e, juntamente com dois clubes convidados (que estavam emprestados a Pedroom), Zagreb e Gama, foi realizado o primeiro torneio de clubes em mesa oficial (grande) da história do botão, a New York City Cup, patrocinado pelo tradicional Cosmos e vencido pelo visitante Gama em plena cidade de Nova York, a sede do evento. Logo após, outros clubes como Flamengo, Vasco da Gama e Bayern München (esses dois últimos comprados junto à Oficina do Botão) se filiaram a FIFME, disputando alguns amistosos durante a temporada, porém, novas competições só voltariam a acontecer na temporada seguinte, em 2005.

As inovações da FIFME também atingiram as regras e os regulamentos dos jogos e campeonatos da federação, assim, na disputa seguinte, a Top 16 World Cup, disputada em eliminatória simples turno único, foi introduzido o Golden Goal nas partidas que iam para a prorrogação. Da Top 16 World Cup, participaram os 16 melhores colocados do último ranking publicado, datada de 1994 ainda, um dos resquícios da antiga FIFA. A campeã do último Slam, a Itália, decepcionou, foi eliminada pela Polônia no primeiro jogo, esta, por sua vez, foi eliminada pelo Brasil na fase seguinte, quartas-de-finais, com o primeiro golden goal da história do botão. Em seguida, o Brasil bateu a Noruega (4x2) e, na final em Berlim, vencendo a grande rival sul-americana Argentina por 4x3, assim chegando ao seu segundo título no mesmo ano. O time canarinho também registrou o artilheiro da competição, Kleberson que, ao lado de Batistuta da Argentina, marcaram cinco gols cada na Top 16.

Em paralelo a Top 16 World Cup, foi disputada a Taça Oswaldo Cruz, patrocinada por Paraguai e Brasil pela ocasião da filiação do país guarani na FIFME. Além dos patrocinadores, uma fase pré-classificatória disputada em Assunción contou com as seleções novatas da Suécia e da Tunísia, além do Peru, afastado do Torneio de Novos pela inclusão da Itália no torneio, então voltando à mesa com seu uniforme redesenhado e repintado * após apodrecer seu uniforme com os anos de inatividade (o botão mofou dentro da caixinha). Na fase final, o vencedor da fase paraguaia enfrentava o Brasil na finalíssima em uma disputa melhor de três jogos, um no Paraguai e dois no Brasil. Em apenas dois jogos, o Brasil impôs a força de seu botão pró e bateu facilmente o Paraguai por 3x1 em Assunción e por 6x2 no Maracanã, papando sua terceira taça na temporada e, mirando a frente, a Copa do Mundo, competição programada para fechar a temporada 2004 de forma apoteótica para celebrar a volta das atividades do botão, a qual, como último campeão e defensor do título, o escrete canarinho já estava pré-classificado, rumo ao bi com a moral em alta pelos três títulos disputados e conquistados. Os artilheiros da Taça Oswaldo Cruz foram Barbadillo e Oblitas, ambos do Peru, com cinco gols cada.

V Copa do Mundo

A grande competição de 2004 foi, como não poderia deixar de ser, a Copa do Mundo, que pela ocasião da nova federação, a FIFME, já contava sua 5ª edição. As novidades em relação a disputa da Copa começaram pela fase eliminatória, a maior de todos os tempos até então, com 38 seleções disputando catorze vagas em três zonas de classificação pelo mundo em um total de 60 jogos. O destaque das eliminatórias ficou por conta da cobertura pioneira da TV FIFME na partida entre Hungria e Noruega; na classificação alemã em partida histórica do goleiro Oliver Kahn; na dramática classificação italiana na repescagem da zona européia e na marca deixada por essas duas últimas seleções que, juntas de Brasil e Holanda, são as únicas a participarem de todas as copas. Argentina e França decepcionaram e ficaram de fora da Copa, já o Marrocos foi a grande sensação das eliminatórias, tornando-se a primeira seleção africana a participar de um mundial e, ainda, com o melhor desempenho das classificatórias: o ataque mais positivo (23 gols) e o artilheiro, El Khalej, que balançou as redes dez vezes. Tal fato foi uma novidade, já que foi somente a partir do surgimento da FIFME que as fases eliminatórias de qualquer campeonato passaram a, também, contabilizar a artilharia, um luxo antes restrito somente as fases finais das competições.

Tendo como sede a Inglaterra, o tradicional Torneio Início da Copa do Mundo marcou o pontapé inicial para o maior espetáculo do botão. Inspirados pelos patrícios anglo-saxões, os Estados Unidos saíram vitoriosos ao baterem a Dinamarca na final por 2x1, marcando assim sua segunda conquista na história do botão e a primeira sob a verdadeira bandeira azul, vermelha e branca do país, dado que até então o Tio Sam era representado pelo botão do N. Y. Cosmos nas competições internacionais.

A V Copa do Mundo foi, talvez, a mais técnica de todas as edições. Talvez pela nova fórmula adotada, em chaves eliminatórias divididas por forças tecnicamente distribuídas conforme o Ranking das Copas destacando os seguintes cabeças-de-chave: Brasil (que defendia o título), Inglaterra (país-sede), Holanda (líder do Ranking das Copas) e Itália (vice-líder do Ranking das Copas); talvez pelas novas forças inéditas que despontavam, tais como Colômbia, Croácia e Suiça; ou mesmo pelo novo palco, a campo Monumental em sua sede praiana situada na belíssima instância do Guarujá. Outro charme da copa foi sua ampla cobertura midiática, colocando a competição à altura da Era da informação em que foi realizada. Dentre os cabeças-de-chave, o Brasil venceu a Suiça na abertura da Copa por 3x2, a Itália bateu a complicada Colômbia por 4x3, a Inglaterra superou a Arábia pelo mesmo placar e a Holanda decepcionou, foi eliminada pelo surpreendente Marrocos, também por 4x3, e ficou de fora da Copa logo após sua estréia. Ainda na 1ª fase, a Alemanha bateu o difícil Estados Unidos em clássico vovô de forte rivalidade, jogo amarrado, decidido somente na prorrogação (4x3) e classificou-se para enfrentar a Itália no que foi apontado como o principal embate das quartas-de-finais. Mas o que se especulou como maior jogo das quartas, na verdade, foi um passeio dos italianos, que despacharam os alemães sem dificuldades por 4x1. Também com tranquilidade, o Brasil passou pela Polônia (3x1), sempre um osso duro de roer, e a Dinamarca venceu o Marrocos por 3x2 (garantindo a presença de um botão da marca Champions entre os quatro melhores do mundo). Já a Inglaterra fez um jogo memorável contra a Croácia pelas quartas-de-finais, apontado como o melhor da Copa, no qual aconteceu de tudo que se possa imaginar, o resultado final, porém, foi um banho de água fria para a torcida anfitriã: a Inglaterra foi eliminada nos penaltis pela jovem equipe croata (4x2), após o empate na prorrogação pelo elástico placar de 6x6.

Nas semifinais, tudo parecia desenhado, de um lado a Itália frente a surpreendente Dinamarca, do outro, o Brasil contra a novata Croácia. Tudo se projetava para uma grande decisão entre Brasil e Itália, as duas seleções que haviam dominado o cenário competitivo no ano de 2004, e que agora pleiteavam a sua maior glória, o título mundial. As semifinais não deixaram dúvidas da supremacia romano-tupiniquim, o Brasil passou fácil pela Croácia (5x3) e a Itália quebrou a Dinamáquina com um sonóro 5x0. Como esperado, Itália e Brasil partiam para a decisão, ambas em busca da sua segunda conquista para se juntar à Holanda no hall dos bi-campeões mundiais. Antes da grande decisão, na tradicional decisão do 5ª ao 8º lugar, a Alemanha saiu vencedora, com a Polônia ficando em 6º. Também foi quando se registrou a maior goleada da Copa: Marrocos 8x1 sobre a Inglaterra na disputa do 7º lugar - um vexame para os ingleses que tiveram de amargar a oitava colocação e a humilhante goleada sofrida.

A expectativa para se saber quem seria o novo bi-campeão mundial foi enorme e contou com uma ampla cobertura jornalística. Dentro de campo, Itália e Brasil fizeram uma final inesquecível, com muitos gols e alternativas, na qual ambas equipes brigaram por cada centímetro, cada polegar da casco, e que terminou empatada no tempo regulamentar em 3x3. Na prorrogação, com um gol no

Itália - Bi-Campeã Mundial

minuto final, a Itália decretou a vitória por 2x1, um resultado justo para a equipe que comandou o placar desde o primeiro minuto de jogo, (o placar final ficou 5x4 para os italianos). Foi um título merecido para a Azurra que, além de jogar a final de forma impecável, tinha a melhor campanha da Copa (inclusive o melhor ataque, 18 gols, ao lado do Marrocos). Roberto Baggio, maestro do bi-campeonato italiano, foi eleito o Bola de Ouro da Copa; e Hadda, do surpreendente Marrocos, foi o artilheiro máximo premiado com a Chuteira de Ouro com nove gols marcados no maior evento do botão.

O título da Itália encerrou a temporada de 2004, assim, então, como de costume, foram atualizados os rankings da FIFME e, no principal, a Alemanha, com os pontos obtidos com 5º lugar na Copa, manteve a 1ª colocação pela quarta vez consecutiva, escrevendo um record de 14 anos de liderança, sendo seguida de perto pelo Brasil que, com o fracasso na final da Copa, perdeu a chance de alcançar a inédita primeira colocação no ranking. A Itália, com a conquista da Copa, superou a Holanda e passou à liderança do Ranking das Copas.

Ainda no crepúsculo de 2004, a Holanda, percebendo o novo patamar atingido pelos botões resinados da Itália e do Brasil, apresentou seu novo uniforme profissional da marca Edú Botões com a famosa escalação '74. A FIFME abria o precedente para que as quatro seleções do G4 evoluíssem para o modelo pró - o que no futuro viria ser uma regra e um motivo de muita discórdia por parte dos times não pertencentes a este estrito e privilegiado hall.

A Nova Era dos Clubes

O ano de 2005 marcou a expansão da liga de clubes, com novas competições e clubes inéditos, brasileiros e internacionais, que se filiaram à FIFME. Dentre as novidades, Roma, Real Madrid, Palmeiras, Santos e Boca Juniors, além dos novos times manufaturados por Pedroom, que depois filiaram-se à Liga de Futsal FIFME: Íbis, Matsubara e União São João. Com esses times, que totalizavam treze esquadras, foi realizado o primeiro campeonato oficial entre clubes, o Campeonato Internacional de Clubes, vencido pela Roma, o primeiro time a despontar entre os mais importantes nesse início de disputas oficiais interclubes, uma liga que não parou mais de crescer. Delvecchio, do time romano, com seis gols anotados, foi o primeiro artilheiro da história dos clubes.

No âmbito das seleções, a primeira disputa de 2005 também foi um torneio que reuniu equipes novatas e estreantes. Disputado em caráter amistoso, a II Copa das Confederações apresentou as seguintes adições ao circuito mundial: País de Gales, Irlanda do Norte, Grécia, Cuba, Venezuela, Bolívia, Ecuador, Nova Zelândia e Korea. A disputa entre jovens seleções mostrou a nova força do continente americano, que dominou o certame ocupando três das quatro primeiras posições do torneio. A Venezuela foi a campeã ao vencer Cuba em Tunis por 5x2 na final. Suécia e Ecuador ficaram com as 3ª e 4ª colocações respectivamente. Lionel Marshall, centro-avante cubano, foi o artilheiro da disputa com sete gols.

Na sequência, a Costa Rica filiou-se à FIFME, totalizando 14 seleções do continente americano então inscritas. Com isso, a federação fechou a realização da II Copa América (sediada em Cuba) com todas seleções do continente, deixando de fora países não-americanas que autrora participavam como convidados. Como o número de seleções não-americanas e não-européias também aumentou, a FIFME trouxe de volta em sua última edição, a III Taça Wesman (sediada no Japão), abrigando,as seleções do resto do do mundo além de Estados Unidos e Uruguai, campeões das edições anteriores convidados à buscar o bi-campeonato - o que valeria o direito de permanecer com a taça em definitivo - por fim, contando com a Nigéria, africana estreante na ocasião.


No continente europeu, apesar do número de seleções ter aumentado consideravelmente, as vagas para Eurocopa permaneceram as mesmas: doze, das quais, onze já pertenciam aos países que disputaram a Copa do Mundo pouco antes, e 16 seleções, incluindo as novas inscritas, brigaram por essa única vaga nas eliminatórias. Essa vaga foi disputada através de um torneio, a Copa Velho Mundo, cujo campeão se juntava as demais seleções pré-classificadas* para a IV Copa Europa. O país sede da Eurocopa foi a Inglaterra, que re-aproveitou a boa estrutura ainda montada da V Copa do Mundo.

Disputada em Portugal, a Copa Velho Mundo apresentou algumas surpresas, como a Grécia, que chegou a decisão para enfrentar os donos da casa. Os anfitriões não perderam a chance de fazer a festa com sua torcida, e Portugal sagrou-se campeão ao vencer o time grego por 3x2 em uma dramática decisão. Era o primeiro título para a sofrida torcida lusitana, uma espera de 20 anos até finalmente soltar o grito entalado na garganta: "É campeão!". A Escócia terminou na 3ª colocação com o ataque mais positivo, treze gols, e o artilheiro da competição, Cameron, autor de oito tentos.

Enquanto Portugal garantia sua vaga na Eurocopa, as seleções do resto do mundo brigavam pela II Copa América e III Taça Wesman. No continente americano, o temido Brasil pró caiu no intitulado "grupo da morte" ao lado de Argentina e Paraguai acabando logo morto, abrindo o caminho - que já não tinha nem Uruguai nem Estados Unidos - para a óbvia conquista do time porteño, que bateu o Chile na final por 2x1 em Havana, Cuba. O artilheiro da América foi Batistuta (nº 9) com seis gols. Na Wesman, Uruguai e Estados Unidos brigavam para ficar com o bi e a taça em deinitivo. Os norte-americanos acabaram eliminados na 1ª fase, goleados por 4x0 pela Austrália. Com o fracasso yankee, o Uruguai conquistou com extrema tranquilidade o título batendo a Nova Zelândia por 4x1 na final em Tókio, garantindo o seu nome no hall de bi-campeões da FIFME e ficando em definitivo com a Taça Wesman. O uruguaio Dario Silva (nº 7) marcou treze gols, incluindo os quatro da decisão - um record no Campo Monumental - e foi o artilheiro da taça.

Já no Brasil, com a adição dos times do Fluminense, Comercial de Ribeirão Preto e América-RJ à liga de clubes, a FIFME totalizou oito times brasileiros, sendo quatro do Rio de Janeiro e quatro de São Paulo. Com essa matemática, foi organizada a primeira disputa nacional de clubes, a Copa Rio-São Paulo. Durante a competição, outros clubes do eixo Rio-SP apresentaram novos uniformes, tais como o Vasco da Gama, com seu novo botão da Crack's, e o Corinthians, que apresentava o seu uniforme profissional da Edú Botões com a escalação campeã mundial FIFA'2000 - o Timão era o primeiro clube a entrar na era do botão pró. Quando o time pró do Corinthians abriu a disputa goleando o Flamengo por 5x1, todos acharam que o campeoanto seria um jogo de cartas marcadas, que o novo Timão seria facilmente vitorioso devido a superioridade de seus botões. Mero engano, apesar do bom papel desempenhado pelo Corinthians, a Rio-SP foi amplamente dominada pelas equipes cariocas. A fórmula do campeonato só permitia que times do mesmo estado se enfrentassem a partir das semifinais, e foi o que aconteceu. Vasco e Fluminense deixaram Palmeiras e Corinthians para trás e chegaram às finais. Na disputa pelo 3º Lugar, aconteceu o único clássico paulista, quando o Corinthians goleou o Palmeiras por 5x1. As finais foram disputadas em jogos de ida e volta, porém, o Vasco da Gama matou a disputa já na primeira partida ao golear o Flu por 5x1 em plena Laranjeiras. A partida de volta em São Genuário apenas cumpriu tabela, terminou com empate em 2x2 e a festa pela comemoração do título vascaíno. Para aumentar ainda mais a balada, o Vasco registrou o melhor ataque da competição, 19 gols, e Romário, o baixinho ídolo do time cruz-maltino, foi o artilheiro da competição com dez gols marcados nessa primeira jornada gloriosa do futebol de botão brasileiro - e isso era só o começo.

A Ressurreição Russa

A IV Eurocopa foi uma das melhores competições da temporada e, talvez, sua edição mais emocionante. É díficil descrever esta passagem da história, pois ela já foi contada e brilhantemente narrada em matéria da FIFME, em cobertura após o termino da competição. Por isso, para descrever este épico campeonato, talvez o maior depois da Copa do Mundo, reproduziremos esta tão elogiável matéria.

A IV Eurocopa viu renascer a Fúria. A Espanha peitou a Itália - campeã mundial - em duas partidas: um empate na 1ª fase e no tira-teima na semifinal com uma bela vitória por 4x2. Viu-se mais, viu-se a Rússia reescrever seu nome no mundo dos feitos brilhantes, das glórias inesquecíveis. Há quem não tenha querido ver a França - até então a única campeã européia, ou melhor, tricampeã - perder seus três jogos e dar adeus ao tetra de forma vexatória, mas se viu sim. E, para inglês ver, teve a seleção da Rainha que mais uma vez perdeu em casa, de novo, onde já se viu? Mas, voltando ao que era bom, a Rússia fez uma campanha sensacional, começou atropelando o estreante time pró resinado argolado da Holanda, 3x0; passou pela Polônia, 5x2; e Portugal, 7x4 - só goleada. Nas semifinais, bateu a sempre dura e obstinada Alemanha por 4x2 e, na grande final, mesmo após se ver atrás do placar em duas oportunidades, não teve jeito, os russos deram um olé na fúria espanhola, viraram o score pra 5x3 e ficaram com o inédito título da Eurocopa. Bradaram os bolcheviques: a glória maior pela conquista do título continental mais importante do mundo é russa! - festa absoluta em Moscow - como desde a revolução já não se via. Na glória moscovita, bela vista foram as apresentações e os gols de Sichev, centro-avante autor de 14 gols, record absoluto de artilharia dentro do Campo Monumental, que ajudou em muito a dar o melhor ataque, 23 gols, para a, haja visto, Rússia.

A IV Copa Europa e a conquista russa é, sem dúvida, uma daquelas competições que reservam um lugar cativo e nostálgico na memória do torcedor, especialmente os russos.

A Volta da Liga de Futsal

Além das constantes aquisições de novos clubes e seleções, em 2005, a FIFME também investiu em times de botão não-profissionais com o intuito de re-erguer a antiga Liga de Futsal, liga que corresponde às primeiras competições dos idos da federação, quando ela ainda se intitulava FIFA. De todos os botões que compunham a antiga Liga de Futsal, apenas o Corinthians ainda se encontrava inscrito na federação, os demais clubes foram mandados para a sede campestre da FIFME havia alguns anos e desapareceram por lá. A FIFME, através de seus registros históricos nos quais constavam as velhas equipes de futsal, passou a adquirir novas lentes para substituir aqueles times que estavam desaparecidos. Assim, a primeira equipe a voltar foi o Flamengo, um time com lentes Champion recuperado pela federação. Em seguida, vieram Santos, Vasco, Palmeiras e Botafogo - que estreou jogando na Arena de Beach Soccer (veja abaixo), em Tremembé (SP), jogando contra o Brasil pró. Alguns botões foram remodelados e re-inscritos, entre eles os times do Brasil de Pelotas e o Comercial de Ribeirão Preto. Também foi "refiliado" o Brasil Jr. que, ao lado do Brasil de Pelotas, correspondiam às lentes do "Brasil Amarelo" e "Brasil Verde" - que eram exatamente iguais, diferenciados apenas pela cor, pequenos como botões, um tipo único de lente - times que nunca mais foram re-encontrados. Foi nesse momento que a FIFME contabilizou o I Ranking de Futsal, ainda com os registros numéricos da era FIFA, no qual o Corinthians - o maior campeão do futsal da época - apareceu na 1ª posição.

Apesar de tantas novidades nessa volta da Liga de Futsal, a bola só começou a rolar mesmo quando a federação alugou um campo para as disputas, o Ginásio FIFME. O Ginásio FIFME assumiu a sede de São Paulo da federação, enquanto o restante da infra-estrutura da FIFME ficou em sua sede praiana, incluindo o Campo Monumental, assim, a emoção da bolinha passou a rolar embaixo e encima da Serra do Mar, sendo que, no alto da serra, eram as novas emoções do futsal que iniciavam uma nova era na história da federação. O Ginásio FIFME, da marca Brianezi, possuía medidas inferiores as do antigo Coluninha, porém, seu acabamento era profissional e a quadra perfeita, lisa, um verdadeiro salão. A qualidade do campo era tal que as disputas do futsal se iniciaram movimentando as seleções principais da FIFME, incluindo as da Liga Profissional FIFME (que seria fundada oficialmente apenas em 2007), nessa ocasião já contando três esquadras: Brasil, Itália e Holanda (mais tarde, juntou-se a Alemanha) - a liga dos botões resinados. A primeira disputa foi a Copa Internacional de Futsal, que também contou com países recentemente filiados à federação, tais como Cuba - finalista da competição - Iraque (convidado), Austrália (que trocara as lentes), Nova Zelândia e Irlanda do Norte. A Holanda'74 estreou seu time pró no futsal conquistando o título da competição e seu camisa nº 3, Rep Van Hanegem, ao lado de Rivaldo, o camisa dez brasileiro, foram os artilheiros em quadra com oito gols cada.

Em seguida, enfim, foi realizada a primeira competição de futsal entre clubes - com os times de brinquedo - reunindo as oito equipes filiadas a nova "velha" liga, a Copa São Paulo, vencida pelo Palmeiras, que ainda ficou com o melhor ataque da competição ao lado Flamengo (treze gols). Na sequência, novas equipes se refiliaram, todas com uniforme confeccionados pela FIFME: Grêmio (antigamente, um velho botão Bolagol azul), Seleção Paulista , Cruzeiro, Ponte Preta, Guarani, Fluminense e Atlético-MG, ainda, Internacional e São Paulo, estes dois, botões Gulliver cristal antigo, ambos comprados pela Internet, e, finalmente, o tradicionalíssimo América-RJ - primeiro campeão da história e do futsal. Para colocar esses times em ação, uma nova competição foi organizada, a Copa Independência. No dia da Independência do Brasil, o Grêmio, que trocou de uniforme na final (adotou a marca Danny), mostrou força e papou seu primeiro título, batendo o galo mineiro por 3x1 sob protestos dos atleticanos que se sentiram prejudicados com a troca de botões dos tricolores - pura choradeira. O São Paulo, 3º colocado, teve o ataque mais positivo da competição com treze gols.

Em pararelo, a Alemanha'90, novo botão profissional adquirido junto à Edú Botões, entrava na FIFME para levar, também, o selecionado germânico à era dos resinados. Para dar boas-vindas a nova esquadra foi criada a Copa Intertoto, torneio que reúne apenas times profissionais resinados, na ocasião, editado para uma disputa de futsal. Em Amsterdã, a Itália - o "menor" (em dimensões) dentre os quatro times resinados - levou o título sobre a estreante Alemanha, que teve o consolo da artilharia de Voëller, autor de nove gols no torneio.

Continuando na mesma balada, novos times voltaram à Liga de Futsal e novos surgiram: a França foi "repatriada", vieram os times do Tremembé (SP), e, os primeiros clubes internacionais, Ajax da Holanda e Compostela da Espanha. Uma nova série de times com lentes "cristal" (marca Gulliver) foi adquirida: Sport, Bahia, Vitória, Serrano (RJ), além da antiga seleção da U.R.S.S., reinscrita. Filiou-se também o time do União São João, botão que foi desqualificado da liga profissional devido a má condição de suas lentes (havia disputado o Campeonato Internacional de Clubes). A Áustria, um antigo botão Bolagol, veterano da FIFA, que mudou algumas vezes de uniforme - jogou pela China e depois pela Tunísia, em amistosos oficiais e torneios no Campo Monumental, em 2004 - também retornou para a Liga de Futsal.

A FIFME organizou, então, duas competições: o Campeonato Aberto de Futsal - aberto a clubes e seleções, ou seja, todas as equipes recém-filiadas - e a II Copa Intertoto, que reunia as mesmas seleções profissionais da edição anterior, desta feita, sediada pela Itália - última campeã. O Vitória, estreante na FIFME e no futsal, batendo o Compostela por 6x4 em Recife, sagrou-se campeão do Aberto com o melhor ataque (16 gols). A Alemanha ficou com o título da Intertoto - Cruijff (Holanda, nº 14), com sete gols, foi o artilheiro deste que foi, até que a história volte a ser reescrita, o último torneio de futsal disputado por equipes da liga de clubes ou seleções profissionais da FIFME. Emoções, porém, não iriam faltar, essas eram as primeiras de muitas disputas do futsal que estavam tomando corpo na federação através da nova liga que não parava mais de crescer.

Surge a Liga de Beach Soccer

Durante a expansão da Liga de Futsal - aqui é preciso abrir um parênteses: o reconhecimento de jogos de futebol de mesa em campos pequenos, com regras adequadas e assim denominado de futsal de mesa trata-se de uma inovação criada pela FIFME - a primeira federação a reconhecer tal modalidade -, a FIFME trouxe outra inovação. A novidade foi a criação do Beach Soccer de Mesa (ou futebol de praia de mesa) quando a FIFME adquiriu a, assim batizada, Arena de Beach Socccer. Devido a tal campo possuir dimensões inferiores às medidas oficiais e, ao mesmo tempo, maiores que uma quadra de futsal (equivalente a uma mesa média ou semi-oficial), mas, principalmente, por ser composto de um tecido liso (feltro sintético), dobrável, portátil e, ao mesmo tempo, possuindo uma superfície um pouco ondulada, com algumas irregularidades como o famoso futebol de praia, foi então criado o Beach Soccer de Mesa.

Seguindo a tradição mundial do Beach Soccer, as disputas na Arena se iniciaram com Desafios entre seleções de renome na areia, tais como Brasil, Argentina, Uruguai, e as européias Holanda, Itália e Portugal. Foi criada a primeira disputa oficial de praia, a Copa Latina, envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai e Portugal, e vencida pela Argentina nas areias do Tombo, Guarujá, litoral de São Paulo (com ampla cobertura televisiva), este que foi um dos primeiros torneios móveis da FIFME, devido a facilidade de locomoção do campo, alguns jogos aconteceram em Tremembé (SP), a famosa sede campestre da federação. O Brasil, vice em casa, consolou-se com a artilharia de Ronaldinho Gaúcho, que balançou as redes sete vezes.

Novas disputas foram criadas e, à medida que se jogava neste campo novo, de tecido, percebeu-se que ele era ideal para os botões resinados, que passaram a dominar as ações embora as competições envolvessem, também, os times tampa. Foram disputados mais três campeonatos, dois envolvendo clubes, e a II Copa Latina, desta vez sediada na praia de Nazaré, Portugal, e vencida pela Itália, que ainda glorificou-se com o artilheiro do torneio, Vieri (nº 11), com dez gols anotados.

Entre clubes, a Copa Sul-Brasileira envolveu todos os botões sulinos da FIFME, independente de ser oficial ou amador, e foi vencida pelo Matsubara, botão resinado semi-profissional da Oficina do Botão, melhor ataque da competição, que bateu o Figueirense (que voltava à federação após o achado histórico do futsal, veja abaixo) na final sob as lentes da TV FIFME por 4x3. Os artilheiros da competição foram Fernando Henrique (Matsubara, nº 7) e Marcelo Fumaça (Brasil de Pelotas, nº 9), ambos com sete gols. A outra disputa, que foi a última do Beach Soccer depois deste momento de nascimento e consolidação na federação, se intitulou Torneio de Verão, este, por sua vez, foi o primeiro torneio entre equipes resinadas apenas, o que se tornaria o padrão para as competições seguintes da, posteriormente fundada (em 2009 somente), Liga de Praia FIFME. O torneio veranista, disputado nas areias de Santos (SP), foi vencido pelo Corinthians'2000, que teve o registro de artilharia máxima de sete gols com Marcelinho Carioca (nº 7).

A partir desta disputa, o Beach Soccer se firmou na FIFME, e as disputas foram ganhando o mesmo padrão profissional da federação, mesmo que fossem apenas em caráter de esporte de praia, de férias - uma brincadeira -, devido a sua natureza. Mas as emoções na areia, tanto no âmbito internacional de seleções quanto no de clubes brasileiros e estrangeiros, ainda iriam muito além de uma mera brincadeira conforme o futuro avançava.

O Circuito de Marcas e o Grande Achado do Futsal

A sequência das disputas da Liga de Futsal foi patrocinada pelas trademarks de botões dos principais times da liga, Champion, Danny e Gulliver, cada marca realizou um campeonato. Mas, as disputas, deste que ficou conhecido como "circuito de marcas", se iniciaram com o Campeonato de Marcas, que era a competição que reunia times das marcas mais raras e sem córum para bancar um campeonato sozinha. A disputa foi vencida pela Áustria - sua 2ª na FIFME - tradicionalíssimo botão Bolagol, que bateu o resinado Frandian do Brasil de Pelotas na final por 2x1 (com a ajuda de um gol contra brasileiro que, com mais este gol, somou o melhor ataque do evento com 15 gols). Este foi o terceiro vice-campeonato do Brasil, em quatro disputas, desde a Era FIFA, que o Brasil sobrevive somente até a praia, sucumbindo na areia. Simultaneâmente e com cobertura da mídia, o União São João de Araras (SP) vencia a Copa Champion, que reunia os botões de tal marca que haviam sido recuperados pela FIFME e inscritos na Liga de Futsal. O escrete paulista bateu o favorito Vasco nas finais (disputada em dois jogos). O time cruz-maltino tinha a melhor campanha, o melhor ataque (25 gols), estava invicto e podia perder por até dois gols a partida derradeira, mas acabou tomando uma lavada de 6x3 e ficando com o vice. Um título histórico para o União e uma decepção total para o Vasco...

Em uma viagem para a sede bucólica da FIFME em Tremembé, em uma última busca (pois outras já haviam sido realizadas infrutiferamente), o presidente da FIFME reencontrou os seus antigos botões que compunham a Liga de Futsal original dos primórdios da federação, naquele que ficou conhecido como o achado histórico. Diversos times, tanto amadores como profissionais foram recolocados nos quadros da FIFME. Entre eles, raridades como o time original da Alemanha da Crack's, as seleções Brianezi do Japão (que, posteriormente, foi trocado pela, igualmente, Brianezi Portuguesa da liga de clubes), Peru e Itália, além de diversas outras pérolas que compunham a antiga Liga de Futsal. Botões especiais, comos os cristalinos do Santos e Internacional, o "diferente" botão do Flamengo, e o Grêmio Bolagol, voltaram à federação. Alguns times que nem se lembrava mais, que não constavam nos registros da época, foram refiliados a Liga de Futsal: a Portuguesa, o Figueirense e o clube colombiano Cobreloa. Ainda, uma série de outros times repetidos, Gulliver antigo e de marcas desconhecidas foram reencontrados: Santos, Internacional, Corinthians, São Paulo (dois times), Palmeiras, Ponte Preta, Guarani, Cruzeiro e Vasco da Gama. Também foi reencontrado o velho campo Colunão, estádio onde foram disputadas as primeiras disputas profissionais da velha FIFA. Embora estivesse em estado lastimável de conservação, a FIFME comemorou a volta do seu antigo "terrão" (então, mais terrão do que nunca).

A FIFME, que já vinha remontando a sua antiga Liga de Futsal, de repente, se via com inúmeros "novos" velhos times de futsal, muitos, a partir de então, possuidores de uniforme reserva. Para celebrar esse achado histórico e tirar a poeira desses times que estavam parados há anos, a FIFME criou o II Desafio ao Galo, reedição do 1º campeonato da história que, justamente, havia sido disputado por algumas dessas equipes, sendo sediado no campo Colunão, mesmo que sua quadra estivesse um tanto quanto irregular. Somente os botões antigos estavam habilitados para participar deste verdadeiro evento do futsal, com exceção do América (RJ), campeão da edição anterior, e do Tupi, de Minas Gerais, a última adição da liga naquele momento. O Corinthians - melhor ataque (17 gols) - batendo o guerreiro Cobreloa na final (4x0) no Parque do Povo, sagrou-se campeão da disputa e ratificou a sua supremacia no campo Colunão, sua quarta conquista em quatro campeonatos disputados neste campo pela Liga de Futsal, sendo as três primeiras, ainda nos idos da antiga liga. O Timão provou que o seu desempenho naquele campo não era mero acaso, ou "ajuda da federação", como se cornetava tempos atrás.

Terminada esta nostálgica disputa, a Liga de Futsal voltou sua atenção para a sequência das disputas de marcas, na qual a Copa Danny era a bola da vez. A Copa Danny foi, talvez, uma das mais peculiares competições de futsal da FIFME de todos os tempos, começando pelo campo de disputa, o Estádio Monumental. Na ocasião da disputa dessa copa, a FIFME já havia se desfeito da mesinha Brianezi, o Ginásio FIFME (que fora alugado temporariamente), e o recém-encontrado campo Colunão não tinha condições para uma disputa digna devido ao péssimo estado da quadra. A solução adotada pela federação foi realizar a disputa no seu estádio principal utilizando apenas um pedaço do campo, onde desenhou-se uma pequena quadra para os jogos. Tal iniciativa foi batizada de Futsal Monumental. Outro fator único que veio à tona na Copa Danny foi o intenso broadcasting, que contou com transmissões históricas tanto da TV, quanto da rádio e do jornal. A cobertura da última rodada das classificatórias pela TV, e a narração da final na rádio, figuram entre as mais inesquecíveis desses tempos modernos, mesmo se tratando de partidas de futsal apenas. Com esse forte suporte midiático, um fato inusitado foi registrado. Pela primeira vez a imagem da TV interferiu no resultado de uma partida. O Ajax, após empatar sem gols com o Guarani, classificou-se para as semifinais quando o VT do jogo mostrou que uma bola chutada pelo time holandês, que batera no travessão e depois no chão próxima à linha de gol, de fato entrara no gol, o que não fora possível se ver durante a partida. Aquém dessas confusões, o Grêmio ganhou o título da competição - o seu segundo do ano - batendo a Seleção FPF (melhor ataque com treze gols) na final por 2x1, e postou-se como a mais jovem força do futsal da nova era, conquistando seu 2º título na pós-modernidade.

Na última disputa patrocinada pelas marcas, veio a maior e mais esperada competição, a Copa Gulliver - marca patrocinadora do maior número de botões da liga -, que iniciou no final de 2005 e terminou em janeiro de 2006, fechando de forma esplendorosa essa primeira grande temporada da volta do futsal. Para essa disputa, a FIFME adquiriu um novo campo, o novo ginásio de futsal da federação, o Xalingão. Conquanto o novo ginásio não tivesse a mesma qualidade do antigo Brianezi, era perfeito para as disputas da Liga de Futsal. Ressucitada da poeira e das teias de aranha de Tremembé ainda há pouco, a Portuguesa renasceu com a conquista da Copa Gulliver - a de maior importância neste circuito de marcas. Passando por forças como Ponte Preta, Internacional, U.R.S.S. e batendo o surpreendente Sport na final, a Lusa - melhor ataque com 27 gols - chegou ao seu primeiro título na FIFME. Terminada em 2006, a conquista lusitana marcava mais um início de ano de glória portuguesa que, no início de 2005, também vira sua seleção principal vencer seu 1º título da história (Copa Velho Mundo). Pelo segundo ano consecutivo, os portugueses eram os primeiros a gritar "é campeão!".

Com o fim das disputas patrocinadas pelas marcas, a Liga de Futsal passou a organizar um completo circuito estadual e nacional para a temorada seguinte, além de novas disputas internacionais e campeonatos abertos (para seleções e clubes), levando as disputas do futsal para um novo horizonte dentro de sua história na FIFME. Nessa ocasião, a federação publicou o novo Ranking do Futsal, no qual o Corinthians manteve a liderança vinda desde 1986 - 20 anos de hegemonia alvi-negra no futsal. A federação também publicou, pela primeira vez, o Ranking de Títulos do Futsal, igualmente liderado pelo Timão.

O "Mini-Slam" de Clubes

A FIFME continuou a sua aquisição de novos clubes durante toda a temporada de 2005 e, à medida que novas inscrições iam sendo contabilizadas, novas disputas iam sendo organizadas para movimentar os clubes debutantes. Foi realizada uma série de pequenos torneios, entre regionais brasileiros, intercontinentais e internacionais. Esses pequenos torneios internacionais valeram vaga para a disputa do último campeonato internacional realizado no fim dessa primeira temporada de clubes, e este pequeno circuito de disputas, dessa forma, ficou conhecido como o "Mini-Slam de Clubes", numa alusão ao Grand Slam disputado no âmbito de seleções da FIFME.

Seguindo a trilha das competições de futsal daquele momento, foi realizado um campeonato de clubes de marca, a Copa Dallas, envolvendo o Boca Juniors, Bayern de Munique, Roma e o novo botão do Real Madrid (cujo botão resinado que vestira a camisa madrilena se tornara o time do Brasil de Pelotas). O quadrangular foi vencido pelo Boca Juniors, que bateu o Real Madrid na decisão por 3x0, em Dallas, EUA. Palermo foi o artilheiro do torneio com quatro gols.

Realmente, os Estados Unidos foram o país que mais fomentou as disputas entre clubes nesses primórdios da FIFME. Depois da New York City Cup - o primeiro torneio oficial de clubes da história - e da Copa Dallas, o Tio Sam organizou mais um evento, o Torneio Internacional de Virgínia - o primeiro com clubes de quatro continentes. O Cosmos foi o representante local, os demais times eram novidades e estreavam na FIFME: Peñarol (que jogara amistosamente pela FIFA nos idos da federação), Verona e o primeiro time não euro-americano da história, Kashima Antlers do Japão. No Minnesota, o Peñarol fez a final com os japoneses e goleou: 5x1, ficando com o título da disputa e os artilheiros da mesma, Gonzalo Pizzichillo (nº 7) e Martín García (nº 10), com cinco gols cada.

No Brasil, Vale do Paraíba, na cidade de Taubaté, realizou-se um torneio local em nome do patrono da cidade, o escritor Monteiro Lobato, com o intuito de recepcionar as novas equipes do interior paulista que chegavam à feredeção, Mogi-Mirim e Internacional de Limeira, além do Comercial e do time local, o Taubaté. O torneio, intitulado Troféu Monteiro Lobato, foi montado para ser vencido pelo time da casa, e foi. Ainda assim, o Taubaté somente levou o troféu após um empate dramático contra o Comercial na decisão, 4x4, com o gol do título sendo marcado no apito final do árbitro. Ricardo, do time caseiro, foi o artilheiro do certame com cinco gols.

Com o título do Peñarol em Virgínia, a nação uruguaia se inflamou e organizou outro torneio, desta vez continental, que, além do clube anfitrião, contou com a participação do Boca Juniors - campeão da Copa Dallas - e dos estreantes brasileiros, Internacional e Brasil de Farroupilha, ambos times gaúchos. O torneio tinha raízes na história da região onde tais clubes estão inseridos, mexendo com antigas e sangrentas disputas em guerras que assolaram a região no passado e, numa alusão a uma dessas guerras, se intitulou Taça dos Farrapos. Jogando em casa, o Peñarol não desperdiçou a chance e conquistou o seu segundo torneio seguido, se apresentando como uma nova força sul-americana que despontava. Bateu o rival argentino Boca Juniors na decisão por 3x1 sem maiores problemas, apesar de por pouco não classificar-se para a final. Rafael Sóbis (nº 7), do Internacional, ficou com a artilharia da taça com cinco gols.

Já na ex-colônia brasileira, Portugal, o time do Vitória de Guimarães, que excursionava pela FIFME, organizou um torneio intercontinental Europa Vs. América para movimentar, além do time anfritião, as novas aquisições da liga de clubes da FIFME, o Cruzeiro e o PSV Eindhoven da Holanda. Em lembrança ao passado glorioso, o torneio homenageou um grande navegador português, e se chamou Taça Pedro Álvares Cabral. Por razões históricas óbvias, convidou-se o time brasileiro do Vasco da Gama para participar do evento. Convidado, o Vasco levou o título batendo o PSV na final, 4x1, e registrou Romário como artilheiro com cinco tentos em dois jogos. Fácil, fácil, o Vasco faturou mais um título no ano - dois em dois disputados - e, logo cedo, já iniciava sua coleção na FIFME.

A temporadade 2005 chegava ao fim, assim, para fechar esse primeiro ano de disputas, realizava-se a segunda grande disputa internacional entre clubes (que valiam pontos no ranking a ser criado). Neste momento, a federação adquiriu dois novos times profissionais resinados, o Real Madrid e o Barcelona (da Frandian) - os tradicionais grandes rivais espanhóis. Assim, decidiu-se que o país sede para esta última disputa seria a Espanha e o campeonato realizado foi o Torneio Ramon Carranza. Foram pré-selecionados para participar a Roma - vencedora do Campeonato Internacional de Clubes - e o Vasco - vencedor da Copa Rio-São Paulo e da Taça Pedro Álvares Cabral. Os times locais, Barcelona e Real Madrid; e o Peñarol - campeão em Virgínia e dos Farrapos - ao lado do Boca Juniors - campeão da Copa Dallas -, disputaram vagas em uma fase pré-classificatória para o mundial, na qual avançaram Barcelona e Peñarol.

O Carranza foi disputado em dois turnos, os campeões de cada turno se classificavam para a decisão final. Embalado, o Peñarol largou na frente vencendo três jogos, mas perdeu a decisão do 1º turno para o Barcelona. No 2º turno, o time espanhol esmoreceu, abrindo caminho para que Roma e Vasco fizessem a decisão. O Peñarol, que começara avassalador, sumiu da competição (terminou em 3ª). A Roma passeou sobre o Vasco na decisão e faturou o 2º turno, classificando-se para a finalíssima para enfrentar o Barcelona. Com uma tranquila virada na 2ª etapa, a Roma bateu o Barça por 3x1 em pleno Camp Nou e faturou o seu segundo título internacional da temporada, este com verdadeiro caráter de mundial, sagrando-se o campeão deste primeiro "mini-slam" de clubes até então realizado. O time romano ainda registrou o artilheiro da competição, Marcos Assunção, com onze gols marcados. Com mais esta importante conquista, a Roma despontava como a primeira grande força entre os clubes da FIFME, e galgou a 1ª posição do Ranking de Clubes e do Ranking de Títulos que a federação publicou logo após o término desta primeira temporada. Já o Vasco, a grande potência brasileira, que terminou o mundial em 4º lugar, regojizou-se com a liderança do Ranking de Gols - que a FIFME acabara de contabilizar - foi a equipe que mais balançou as redes no início da história dos clubes na federação (com 80 gols anotados).

Aha, Uhu, a Copa Rocca é Nossa!

A grande disputa da temporada 2005 foi a VI Copa Rocca - campeonato que movimenta todas as seleções da FIFME -, a segunda maior competição dentre a totalidade da federação, que chegava à sua sexta edição e trazia uma série de novidades. A primeira novidade foi a criação da 3ª divisão com o intuito de abrigar as novas seleções que vinham constantemente se filiando à FIFME. Um complicado regulamento foi criado não só para esta disputa mas para a formação da próxima edição, quando se previa a criação de uma 4ª divisão, tal era o número de novas esquadras. A segunda novidade foi a abolição do país sede (exceto para a terceirona). Por fim, estabeleceu-se que as partidas das duas primeiras divisões seriam disputadas em partidas de ida e volta, e adotou-se o sistema de goleirinho vs. goleirão, de modo que a equipe que joga a partida fora de casa conta com um goleiro de dimensões um pouco menor que o oficial.

Com todas essas novas divisões e uma série de novos participantes, a VI Copa Rocca, na somatória geral, foi o segundo maior campeonato de todos os tempos com 120 jogos e 52 participantes (o maior até então), somente perdendo para a própria Copa Rocca 2ª Edição, que teve 175 jogos. Mas a grandiosidade da Rocca não foi só em números, foi em emoções, que multiplicaram-se por suas divisões.

Começando por baixo, o primeiro tournament foi o da 3ª Divisão, sediada pela Venezuela. Devido ao pouco apelo público, a competição foi disputada em eliminatórias simples, embora, devido ao número de participantes (23), possuísse complicadas chaves. A Bulgária foi a única seleção a dar as caras pela 1ª vez na FIFME neste campeonato, sendo eliminada por Cuba na 1ª partida (4x0) e ficando na lanterna do evento (52ª posição). Os dois finalistas se classificavam para a segunda divisão, e estes foram a própria Venezuela e a Suíça, que ganhou a decisão por 4x0 em Caracas (com broadcast), sagrando-se campeã da terceirona e, ainda, marcando o artilheiro Ebbe Sand (nº 11) como o máximo da competição com oito gols.

A 2ª Divisão teve emoção dupla nesta edição, pois, além da busca pelo título, que valia a vaga na elite do futebol mundial, teve a introdução da "Fase da Morte", que rebaixava três equipes para a 3ª divisão. Disputada sem país sede, com jogos de ida e volta, chaves eliminatórias, e a nova fórmula de goleirão vs. goleirinho, os jogos foram emocionantes do começo ao fim. Contando com forças como Polônia, Espanha, Dinamarca e República Tcheca, a final do evento foi uma zebra: Irlanda vs. Japão. Vencendo em Tókio e em Dublin, a Irlanda, sob as lentes da TV, ficou com o título e ascendeu a primeirona de forma surpreendente. Quatro jogadores terminaram a competição empatados na artilharia - fato inédito na história - Gary Lineker (Inglaterra, nº 9), Hugo Sanchez (nº 9) e Palencia (nº 11) do México, e Sato (Japão, nº 10), todos com sete gols cada. Na briga da "morte", sucumbiram à 3ª Divisão, as seleções da Noruega, Portugal e Peru. A nação lusitana que começara o ano com o título da Copa Velho Mundo, terminava o mesmo amargando o rebaixamento à 3ª divisão da Rocca. E pensar que Portugal já fora da elite do futebol...

Enfim, o grande momento, a VI Copa Rocca - 1ª Divisão, a grande disputa mundial da "elite do futebol". Como a segundona, a divisão de elite era disputada com o sistema goleirinho vs. goleirão, no entanto, a fórmula era de pontos corridos. Doze seleções, divididas em três grupos, disputavam em jogos de ida e volta quatro vagas para o quadrangular final e as seleções últimas colocadas de cada grupo disputariam o triangular da morte, no qual o lanterna cairia para a 2ª divisão.

A disputa principal da Rocca marcou a supremacia dos botões resinados à exceção de duas seleções. A primeira, a tradicional Argentina (botão tampa), que vinha da segunda divisão e liderou o grupo "B" com facilidade, despachando Bélgica (que voltou a mostrar um belíssimo futebol), Uruguai e colocou a Rússia - campeã européia - na fase da morte. A outra exceção foi a Itália - botão resinado, campeão mundial - que, no grupo "A", ao lado do Brasil'02, Escócia e Estados Unidos, derrota após derrota, terminou na fase da morte. Sem dificuldades, o outro resinado do grupo, o Brasil, galgou facilmente a 1ª posição da chave e classificou-se para a fase final com a melhor campanha da 1ª fase. Por fim, no grupo "C", duas seleções pró brigavam palmo a palmo pela primeira colocação: Alemanha'90 e Holanda'74, as demais, França e Yugoslávia, brigavam para não cair - ambas eram apontadas como favoritas ao rebaixameto em função do mal desempenho dos botões Brianezi no Campo Monumental. Alemanha e Holanda - que duelaram duas vezes, com melhor handcap alemão, (3x3 e 6x4), classificaram-se para as finais. Um jogo histórico deste grupo registrou o placar de 9x1 na vitória da Holanda sobre a França em Rotterdã - record no Monumental. Apesar da derrota, a França safou-se da fase da morte, a Yugoslávia foi a última seleção a ser posta na berlinda...

Itália, Rússia e Yugoslávia fizeram uma pesarosa disputa no Triangular da Morte, e quem morreu, de forma vexatóriamente merecida, foi a Itália. Em Roma, a azurra sucumbiu diante da Yugoslávia, 2x3. Perpléxos, os filhos de Remo e Rômulo assistiram a sua squadra campeã mundial voltando à 2ª Divisão, a qual tinha ascendido há duas temporadas (fora rebaixada na 2ª edição e ganhou a 4ª edição da 2ª Divisão). A Itália foi obrigada a buscar um feito inédito na federação: o bi-campeonato da Copa Rocca 2ª Divisão. Rússia, Yugoslávia e a própria França, quotada para cair, acabaram safando-se da segundona, e viram o "I" da Irlanda tomar o "I" da Itália na elite do futebol mundial.

Chegava a hora derradeira e, com a presença da TV FIFME, o mundo assistiu as dozes partidas que decidiram o título no Quadrangular Final da Rocca. A disputa foi uma das mais equilibradas de todos os tempos. A Argentina, único botão tampa em meio aos demais três profissionais, não se intimidou e brigou até o último jogo pelo título. Na última rodada, as quatro seleções ainda tinham chances de ficar com o título. Algumas partidas foram memoráveis, como a abertura do quadrangular com o Brasil goleando a Argentina no Maracanã (5x2), e o "jogo dos gols perdidos", quando o Brasil ganhou de 1x0 da Holanda em Amsterdã - resultado vital para o desfecho da disputa final. No 1º turno das finais (após as seis primeiras partidas), o Brasil, na verdade, era quem se apresentava como favorito à conquista, pois tinha a melhor campanha da 1ª fase e liderava o pleito decisivo. Mas, no 2º turno, começou tomando o troco da Argentina em Buenos Aires (4x2) e, apesar de golear a Alemanha em Berlim (7x3), perdeu para Holanda na última partida em pleno Maracanã, quando estava à um passo da glória, bastando uma vitória para a conquista, até mesmo um empate poderia ser suficiente. Assim, na última partida do quadrangular, entre Alemanha e Argentina em Berlim, o selecionado porteño só precisava vencer os desmotivados jogadores germânicos para sagrarem-se campeões. Entretanto, foi a vez de los hermanos decepcionarem, foram goleados por 4x1 e viram a torcida canarinho invadir o campo e comemorar o título da tão suada Copa Rocca. Uma glória que o Brasil sonhava tanto em conquistar quanto, ou até mais, que a própria Copa do Mundo. "Aha, uhu, a Copa Rocca é nossa!", gritou a torcida tupiniquim que assistiu pela TV a Alemanha dar o título da Rocca ao Brasil que, apesar da forma inusitada - ser campeão com derrota, longe de casa e tendo que secar o adversário - foi o merecedor da conquista com a melhor campanha de todo certame. A disputa final foi tão apertada que a Argentina, que estava à uma vitória do título, acabou na última colocação com a derrota para a Alemanha. A Holanda, que ficou com o vice-campeonato, terminou empatada em pontos com o Brasil (ambas com nove), ficando à dois gols do tri-campeonato. O selecionado holandês, que teve o artilheiro da competição, Resenbrink, 16 gols, lamentou não ter marcado pelo menos mais dois contra o Brasil, o que acabou separando a laranja de reescrever o seu nome no topo do Hall da Glória das super conquistas da FIFME.

Depois desta disputa, conforme o regulamento da federação, a FIFME publicou o o novo ranking oficial. O Brasil, com a conquista, após 25 anos, chegava ao topo da escalada do principal e mais antigo ranking de seleções, ultrapassando a Alemanha, que caiu para o 2º lugar. Um novo record de 52 seleções listadas, número próximo ao máximo de 64 estipulado e almejado pela federação, foi registrado. O Brasil, que chegava à sua sétima conquista de peso - recordista absoluto - também chegou a 1ª colocação do Ranking de Títulos publicado na mesma ocasião.

A Era dos Resinados

O final da última temporada, com a vitória do Brasil na Copa Rocca, em uma disputa que ainda contou com Alemanha e Holanda, marcou de vez a hegemonia dos botões resinados na FIFME, isto sem comentar o título da Itália na Copa do Mundo apenas duas temporadas antes. Em 2006, a balada dos times profissionais continuou na FIFME, com várias glórias em diversas competições de clubes e seleções.

Se 2005 foi o ano das disputas continentais com Copa América, Wesman e Eurocopa, além da Copa Rocca, para 2006 a FIFME preparou a tradicional disputa intercontinental da federação, a Copa Intercontinental, que chegava a sua 3ª edição. Porém, tal campeonato havia sido criado em uma época que só existiam seleções da América e da Europa, além de poucas de outros continentes, filiadas à federação, e, nesta ocasião, existiam países dos quatro cantos do mundo filiados. Ao invés de apenas dois torneios como nas edições anteriores (Recopa Européia e Libertadores de América), foram organizados diversos torneios regionais mundo afora, alguns com status de Grand Slam, como a Copa Ouro, reunindo as seleções das Américas Central e do Norte, e a Copa Ásia, incluíndo todos os países daquele continente. Além desses dois, valeram vaga para a Intercontinental, a II Copa América, vencida pela Argentina; a IV Copa Europa, vencida pela Rússia; e a III Taça Wesman, vencida pelo Uruguai, além de outros onze torneios: Copa Euro-Latina, Copa Sul-Européia, Copa Austro-Húngara, Copa Scandinava, Copa Slava, Saint James' Court Cup, Taça Salvador Bolívar, II Taça Oswaldo Cruz, Copa Meridiano, Copa das Nações Africanas e Jogos do Pacífico Sul. Com esta miscelânea de disputas, a III Copa Intercontinental se tornou a maior disputa continental de todos os tempos.

O primeiro torneio válido pela Intercontinental foi a Copa Sul-Européia, disputado ainda no final de 2005, sendo sediado pela Romênia. Além do time da casa, o torneio reuniu Turquia, Grécia e a campeã, a jovem Bulgária, que ainda registrou o artilheiro da disputa, Hristo Stoichkov (nº 10), com seis gols.

Outros dois torneios iniciaram em 2005 e terminaram no começo de 2006, a Taça Salvador Bolívar e a Saint James' Court Cup. A Taça Salvador Bolívar, montada em homenagem ao libertador Simon Bolívar, reuniu as nações sul-americanas emancipadas pelo patrôno do torneio: Peru (sede), Colômbia, Venezuela, Bolívia e Ecuador, e foi disputada em pontos-corridos. Com 100% de aproveitamento, quatro vitórias em quatro jogos, o Ecuador sagrou-se campeão com o melhor ataque da competição (16 gols). A Venezuela, que era apontada como favorita ao título, terminou com o vice-campeonato e o artilheiro do evento, Gabriel Urdaneta (nº 9), com seis gols marcados. A Saint James' Court Cup seguiu a mesma fórmula de disputa da Salvador Bolívar, e reuniu os cinco países da Grã-Betranha: Inglaterra, País de Gales (sede), Escócia, Irlanda e Irlanda do Norte. Embalada com a conquista da VI Copa Rocca - 2ª Divisão, a Irlanda, de forma invicta, conquistou o seu segundo título na FIFME e ainda garatiu sua vaga na Intercontinental. O time também ganhou o primeiro embate "entre Irlandas", contra a Irlanda do Norte (6x4), que ficou com o vice-campeonato (e melhor ataque com 15 gols). O time campeão ainda registrou o artilheiro máximo do evento, Mccarthy (nº 11), com cinco gols. A Inglaterra decepcionou e ficou na lanterna da competição, assim, ao menos no botão, as pequenas nações da Grã-Bretanha conseguiram emascular seus conquistadores.

Em seguida veio um campeonato que, antes da vaga para a Intercontinental, valia para a Corrida dos Campeões FIFME, o Grand Slam. Foi a Copa Ouro, que reuniu seis países da CONCACAF, a liga de seleções das Américas do Norte e Central. Duas seleções - ambas com escalações da Copa'82 - estrearam neste campeonato, Honduras e El Salvador, os demais participantes foram Cuba, México, Costa Rica e Estados Unidos, que sediava o evento. O campeonato marcou a batalha campal entre Cuba e Estados Unidos - nações rivais - que fizeram sua primeira partida oficial, um empate em 2x2, ao menos, evitou maiores problemas extra-campo. Disputada em pontos-corridos, a competição foi facilmente vencida pelos Estados Unidos, que assim chegava a sua 3ª conquista na FIFME e a 2ª de Grand Slam, ratificando a sua força no centro-norte do continente. O hondurenho Cabellero (nº 18), com sete gols, foi o artilheiro do campeonato.

Disputadas simultâneamente, a Copa Euro-Latina e a Copa Meridiano viram desfilar novas e velhas forças do futebol pelos gramados da FIFME. A Copa Euro-Latina reuniu as seleções de países latinos da Europa: Itália, Portugal, Espanha (sede) e França. Embalada pela conquista do vice-campeonato europeu, a Espanha, jogando em casa, manteve a pegada e bateu, mais uma vez, a Itália na final (5x4) em Barcelona - que vinha com 100% de aproveitamento - e chegou ao seu primeiro título na FIFME, garantindo sua participação na Intercontinental. A Espanha ainda registrou o melhor ataque da competição (20 gols) e o artilheiro máximo, Morientes (nº 7), com sete gols anotados. Já a Copa Meridiano reuniu três seleções européias, Holanda, Suiça e Bélgica, além da anfitriã e estreante seleção africana do Congo. A Holanda - botão pró - ficou facilmente com a taça ao bater o time da casa na decisão por 4x3, mesmo jogando contra a torcida que lotava o estádio em Kinsasha. A laranja registrou, ainda, o artilheiro do certame, Neeskens (nº 13), que balançou as redes cinco vezes. Esta foi o 6º título da Holanda na FIFME, sendo este o seu primeiro torneio conquistado (a Holanda só havia ganho competições válidas pelo Grand Slam).

A Copa Austro-Húngara viveu um momento histórico na FIFME, a expectativa pela marcação do milésimo gol da Alemanha. A competição em si, que ainda teve a presença da Polônia, contudo, foi o que seu título diz: uma disputa entre Áustria e Hungria, que decidiram o título em uma final dramática em Viena. Um empate de 4x4 deu à Áustria - e aos botões Brianezi meia-safra (um suspiro dentro da crise dos botões Brianezi na pós-modernidade) - o seu primeiro título da história. A Alemanha perdeu seus três jogos, ficou de fora da Continental e não conseguiu chegar à marca dos mil gols. Schopp e Libertsberger, ambos da Áustria (nºs 7 e 11), foram os artilheiros da copa com quatro gols cada. Para ratificar a conquista, a Áustria ainda ficou com o melhor ataque, que marcou 15 gols.

A Copa das Nações Africanas foi genuínamente o primeiro torneio entre nações da África de todos os tempos. Sediado pelo Marrocos, contou com as participações de Tunísia, Camarões e da caloura seleção da Nigéria. Sem derrotas, a Nigéria papou seu primeiro torneio em sua primeira aparição nos gramados fifmianos, batendo Camarões na decisão (4x3) em Riad, e com o melhor ataque da competição (14 gols). O artilheiro africano foi Suffo, do Marrocos (nº 11), com cinco gols.

Os Vikings também tiveram o seu torneio, a Copa Scandinava, que reuniu em um triangular ida-e-volta (sem país sede) disputado em pontos-corridos, as seleções da Dinamarca, Noruega e Suécia. O torneio registrou goleadas históricas, como os 8x1 da Noruega sobre a Dinamarca na partida de abertura. Na sequência, os noruegueses levaram de 5x1 da Suécia. Essa goleada de 8x1 foi significante para a Noruega, pois lhe valeu o título Viking no saldo gols, quando terminou a disputa empatada em pontos com a Suécia (nove pontos). O time norueguês ainda terminou a competição com o melhor ataque (19 gols) e o artilheiro, Tessen (nº 9), com oito gols.

O Brasil entrou em campo em busca do bi-campeonato na II Taça Oswaldo Cruz, para enfrentar o Paraguai e o Chile, convidado para participar desta autêntica disputa tupi-guarani. Disputado nos mesmos moldes da Copa Scandinava, o Brasil ratificou o favoritismo e chegou de fato ao bi, mas não foi fácil como na edição anterior. O Brasil, que liderava com folgas a disputa, se complicou ao tomar uma goleada histórica em Assunción, 8x4 para o Paraguai, e rumou para a partida decisiva contra o Chile em Santiago, precisando de pelo menos um empate para não ver o título e a vaga da Continental tomar o caminho dos chacos paraguaios. O time canarinho chegou a estar perdendo por 5x1 do Chile no segundo tempo da derradeira partida, mas em uma reação inacreditável, empatou o jogo e ficou com a suada taça. Roque Santa Cruz, do Paraguai (nº 9), ficou com a artilharia da competiçao com seis gols, e seu time com o melhor ataque (19 gols).

A Copa Ásia foi outra disputa válida pela Corrida dos Campeões FIFME, e o primeiro campeonato oficial do continente. Reuniu seis seleções: Korea (sede), China, Japão, Arábia Saudita, e os estreantes Iraque e Líbano (que já havia participado da Copa Aston Villa, mas não era ainda filiado à FIFME). O campeonato foi disputado em pontos-corridos, no mesmo formato da Copa Ouro. Jogando em casa e contra seleções sem tradição, a Korea fez a festa com a conquista de seu primeiro grande título na FIFME - que também foi o 1º título da marca Kuringa na FIFME. A Korea ainda ficou com o melhor ataque da competição (20 gols), e o artilheiro da mesma: Kim-Do Hoon (nº 9), com sete gols.

No crepúsculo das classificatórias para a III Copa Intercontinental, a Copa Slava e os Jogos do Pacífico Sul foram os dois últimos torneios classificatórios para a grande disputa. A Copa Slava, sediada pela Croácia, contou com a presença de Ucrânia, República Tcheca e Yugoslávia, esta última, agora jogando com o botão que leva a bandeira da Sérvia-Montenegro, a sua nação herdeira. A República Tcheca, mais tradicional força entre as quatro da disputa, ficou com o título ao bater a Ucrânia na final em Zagreb pela contagem mínima. O torneio foi o que registrou menor média de gols (3,8) entre todos classificatórios para a Intercontinental, os campeões ficaram com o melhor ataque (nove gols), e seu meia-armador, Koller (nº 10), com a artilharia ao marcar cinco gols em quatro jogos. Bem longe dalí, em Sidney na Austrália, além do país sede, Nova Zelândia e duas seleções estreantes, Tailândia e Indonésia, brigavam pela última vaga na Intercontinental através dos Jogos do Pacífico Sul. A Indonésia, botão tampa leve e de maiores dimensões (lentes Farah), foi a grande sensação da disputa, vencendo de goleada seus três jogos na 1ª fase e classificando-se com pompas para a final, quando jogava por um empate para ficar com título. Porém, a Nova Zelândia, que se classificara com dificuldades para a decisão, fez o papel de zebra e ganhou de virada da grande sensação dos jogos (2x1), ficando com a taça e a última vaga para a Copa Intercontinental. O consolo para os vice-campeões foi o registro de artilharia da competição com Arema (nº 10), que marcou cinco gols, além do melhor ataque, com 15 gols registrados em quatro jogos.

Estavam encerradas as disputas por vagas naquela que se apresentava como a maior competição continental a ser realizada. A disputa principal, porém, só iria acontecer após outras competições da FIFME, as quais serão contadas mais adiante. Agora, vamos lembrar como foram as competições entre clubes que movimentaram essa grande temporada do botão.

O Grand Slam de Clubes

Entusiasmada com o sucesso do Mini-Slam de Clubes de 2005, e com o crescente número de clubes que, incessantemente, vinham se filiando à FIFME, a federação resolveu criar um novo e grande circuito de competições que envolvesse clubes do mundo inteiro. Seguindo os moldes do Mini-Slam e o brilho do Grand Slam, foi criado o Grand Slam de Clubes que, no seu término, iria apontar o grande clube campeão mundial da FIFME. Com critérios acuradamente estabelecidos, a disputa do Grand Slam partiria dos campeonatos nacionais, passando pelos continentais e, finalmente, chegando ao nível mundial. A federação, seguindo o modelo de sucesso adotado pelo futsal, também criou junto do Grand Slam, os circuitos de disputas entre clubes, que seriam (além do já finalizado Mini-Slam, vencido pela Roma) os Brasileiro, Internacional e Mundial.

O circuito Brasileiro reuniria todas as competições entre clubes brasileiros, incluindo os campeonatos regionais e a já realizada Copa Rio-São Paulo (vencida pelo Vasco), além das disputas nacionais, dado que o Brasil é o país com maior número de clubes inscritos na FIFME. O circuito Internacional reuniria todas as disputas nacionais dos países de todo globo, incluindo os campeonatos: Brasileiro, Italiano, Inglês e as diversas Copas nacionais, além de quaisquer outros que fossem, por ventura, realizados. O circuito Mundial corresponde ao Grand Slam de Clubes própriamente dito, e incluiria as seguintes disputas: Copa CONCACAF, Copa Sul-Americana, Copa Toyota Libertadores, Copa UEFA, Copa dos Campeões da Europa, Copa Toyota (Mundial Interclubes) e a Copa do Mundo de Clubes, a ser realizada no final do circuito - o grande êxtase do Grand Slam.

Definido os circuitos, deu-se início as disputas válidas pelos regionais brasileiros e os nacionais pelo mundo afora. Foram diversas competições que movimentaram inúmeros países e vários novos clubes que se filiavam à FIFME. As primeiras disputas foram regionais nacionais, se iniciando pelo Campeonato Paulista e o Campeonato Carioca.

O Campeonato Paulista reuniu, inicialmente, oito times paulistas, dentre os quais, a Portuguesa Brianezi que fazia a sua estréia nos gramados da FIFME. Com o campeonato em andamento, o São Paulo, última adição paulista do momento, foi incluído na disputa, que somou, assim, nove clubes - o maior campeonato regional do Brasil. A disputa, em pontos-corridos, foi dominada pelas equipes do interior, que lideraram boa parte do certame. Inter de Limeira e Mogi-Mirim foram as sensações do campeonato, mas, no fim, foram ultrapassadas pelo Corinthians que, apesar de iniciar mal a competição, recuperou-se, chegando na última rodada para pegar o Palmeiras e, com uma vitória, ficar com o título. Com uma brilhante cobertura da TV FIFME, o Timão goleou o Palmeiras por 4x1 e conquistou o seu primeiro grande título na FIFME. O time resinado do Corinthians ia corroborando a superioridade dos botões pró, e ainda ficou com o melhor ataque da competição com 30 gols ao lado da Inter de Limeira. A artilharia ficou com Marcinho do Comercial (nº 11), que marcou dez gols no evento. A Portuguesa acabou rebaixada para a segundona do Paulistão (aumentando a crise da Brianezi), que seria criada na edição seguinte, uma vez que novas equipes paulistas se filiaram à FIFME após o término do campeonato, e o regulamento do Paulistão prevê um campeonato com apenas oito clubes (embora o São Paulo tenha burlado essa regra).

Em paralelo ao Paulistão, o Campeonato Carioca teve andamento na FIFME, iniciando-se pela tradicional Taça Guanabara - o 1º turno do Cariocão. O Carioca teve, ao todo, seis times inscritos, sendo dois deles debutantes na FIFME, o Botafogo - que apresentava um botão resinado semi-profissional da Frandian (semelhante ao da Itália) - e o São Cristóvão. Mas foi o América a grande surpresa do certame, terminando de forma invicta no 3º lugar, por pouco não classificando-se para a final. A final foi entre Flamengo e Vasco, sendo vencida pelo time cruz-maltino de goleada: 5x2. O Vasco da Gama, para variar, dominava as ações no campeonato e já garantia a sua participação na final do Carioca, além de colocar mais uma taça na sua sala de troféus - e de forma invicta. O artilheiro da competição foi Cícero, do América (nº 3), que marcou nove gols.

A Taça Rio iniciou-se com a perspectiva de mais uma fácil conquista do Vasco, mas, desta feita, o time cruz-maltino decepcionou e fez uma péssima campanha. Quem também decepcionou foi o América, que não conseguiu brilhar como no 1º turno, e o Botafogo que, apesar de contar com botões semi-profissionais, acabou na lanterna geral do campeonato - sorte que no Rio não tinha rebaixamento. Com essas decepções, o caminho ficou aberto para Flamengo e Fluminense que chegaram à final, ambos, com 100% de aproveitamento. Frustrantemente, o Mengo perdeu a sua segunda final no estadual (3x2) e o Fluminense ficou o título da Taça Rio, sua primeira conquista na FIFME, além de garantir sua presença na decisão do estadual contra o Vasco. Nunes do Flamengo (nº 9) e Felipe do Fluminense (nº 7), dividiram a artilharia da disputa com seis gols cada.

A decisão final do Campeonato Carioca entre Vasco e Fluminense foi realizada em duas partidas, ambas disputadas no Maracanã. Com uma vitória na primeira partida (3x2), e um empate na finalíssima (3x3), o Vasco da Gama, como já se esperava, sagrou-se campeão carioca. Mais uma vez, como fora na Copa Rio-São Paulo, o Flu fracassava na final contra o algóz cruz-maltino. A decepção do tricolor só não foi maior que a do Flamengo, que teve o melhor indíce técnico geral do campeonato, a artilharia com Athirson (nº 7) e Nunes (nº 9), ambos com onze gols marcados, e o melhor ataque (37 gols), mas teve que amargar o 3º lugar no evento. Já o Vasco ria à toa com mais uma conquista e, cada vez mais, se mostrava como a grande força do botão dentro do cenário brasileiro.

Em sequência pelas disputas regionais brasileiras, veio a última delas, a Copa Sul-Minas, que reuniu quatro clubes do Rio Grande do Sul e Minas Gerais: Internacional, Brasil de Farroupilha, e as duas forças mineiras que iniciavam sua carreira na liga principal de clubes da FIFME, Atlético Mineiro e Cruzeiro. Disputado em dois turnos, dos quais, cada campeão decidia o título, a Sul-Minas seguiu os mesmos moldes da Copa Rio-São Paulo, de forma que times do mesmo estado só se cruzariam nas finais, o que não aconteceu. Atlético e Cruzeiro se revezaram contra o Internacional nas finais dos 1º e 2º turno respectivamente, o primeiro ganho pelo Inter (5x3), e o segundo pelo Cruzeiro (2x1), o que levou essas equipes para a grande decisão. Com melhor campanha no certame, o Internacional foi com vantagem para a final, jogando em casa pelo empate após 30 minutos (jogo + prorrogação), mas decepcionou - pela segunda vez, já que tinha perdido, pouco antes, a decisão do 2º turno para o time da raposa -, desperdiçou a chance de ficar com o título perdendo por 3x2, e o Cruzeiro levou o seu primeiro caneco no primeiro campeonato disputado. A Inter, vice-campeã, à título de consolação, ficou com o melhor ataque (17 gols) e o artilheiro do certame: Rafael Sóbis (nº 7), que marcou nove gols.

Finalmente se iniciou as disputas regionais européias na FIFME, que classificavam os times para as disputas continentais do Grand Slam. A primeira delas foi a Copa da Holanda, até então, o menor torneio já realizado pela federação, com apenas dois clubes e três jogos, dessa forma, disputado sem o status de campeonato. A Copa da Holanda, na verdade, teve o intuito de definir o representante do país para a Copa UEFA - torneio europeu de clubes que, conforme as regras estabelecidas pelo Grand Slam, valia uma vaga na Copa dos Campeões da Europa, esta copa, por sua vez, representa o passaporte europeu para as disputas mundiais interclubes. PSV e Ajax (que fez sua estréia no torneio), decidiram quem era o melhor da Holanda, e não foi preciso muito. Na primeira partida da melhor de três, o PSV Eindhoven goleou o Ajax por 7x2 em casa e, na prática, decidiu o título alí. Nas duas partidas restantes, o handcap baixou, um empate (4x4) e uma derrota (4x1), mas o título e a vaga para a Copa UEFA foram garantidos. Fehér, do PSV, marcou quatro gols na disputa e ficou com a artilharia.

O torneio mais antigo da história do futebol mundial, mesmo que tardiamente, por fim tomou corpo na FIFME, a F. A. Cup, que envolveu quatro clubes da Grã-Bretanha, todos estreando na FIFME: Manchester United, Liverpool, Arsenal (que iniciou o torneio com um botão resinado e depois mudou de uniforme no meio da disputa) e Chelsea. A copa foi disputada no formato de chaves eliminatórias que permitem até uma derrota (o mesmo inventado pela FIFME para o Torneio Início da I Copa do Mundo) e valeu vaga para Copa UEFA. De forma invicta, o Chelsea sagrou-se campeão ao bater o Liverpool na final no estádio Wembley por 4x3, e ainda anotou o artilheiro da competição com cinco gols, Essien (nº 11).

Enfim chegava a vez de uma grande disputa regional de clubes internacional: o Campeonato Espanhol, o primeiro campeonato nacional europeu (e estrangeiro) da FIFME. Além de Real Madrid e Barcelona, o campeonato reuniu três novos times da Espanha, o Atlético de Madrid, Valência e o Real Clube Deportivo Mallorca. Real e Barça, com seus times profissionais, dominaram as ações durante o certame, disputado em pontos-corridos turno e returno, e chegaram à última partida, no Camp Nou, ambos com chances de ficar com o título. Em uma partida memorável, o Real Madrid goleou o Barcelona por 8x4 e intitulou-se campeão espanhol merecidamente, pois havia liderado toda a disputa, inclusive, finalizando-a seis pontos afrente do 2º colocado com a vitória na partida final. A título valeu ao Real, também, a vaga para a Copa dos Campeões da Europa, e a vaga para a Copa UEFA ficou para o Barcelona, vice-campeão. Ainda, para deixar a conquista mais brilhante, o time madrileno terminou a campanha com o melhor ataque (32 gols) e o artilheiro máximo, Michael Owen (nº 11), com onze gols.

O Campionato Italiano di Calcio iniciou-se em 2006 e terminou somente em 2007, depois da paralização do em função do inverno europeu. A disputa apresentou novos clubes à federação, foram eles: Internazionale, Juventus e Milan, além dos times já inscritos da Roma e do Verona. A fórmula do campeonato foi a mesma do espanhol, na qual Milan, Inter e Verona fizeram uma disputa palmo à palmo pelo título, todos chegando às rodadas finais com chances de ficar com a taça. A Roma - campeã do Mini-Slam - foi a grande decepção, ficando apenas em 3º lugar ao final da disputa. O Milan, que fazia boa campanha, inclusive ficando com o título simbólico do 1º turno, viu suas chances de triunfo irem por água abaixo quando foi derrotado no derby de Milano no 2º turno (4x0), recebendo o troco da vitória por 5x1 conquistada no turno anterior, assim, na última partida, Inter e Verona entraram em campo no San Sciro para definir o campeão do certame. De virada (2x1), a Internazionale conquistou o título do calcio e a vaga para a Copa dos Campeões da Europa, terminando a competição, ainda, com o melhor ataque (23 gols) - um belo início na FIFME. O Verona, vice-campeão, ficou com a vaga para a Copa UEFA e registrou, com Mario Salgado (nº 9), a artilharia do certame com nove gols.

A disputa que encerrou a temporada de clubes de 2006 foi a Copa dos Campeões do Brasil, que reuniu, como seu nome diz, os grandes campeões dos regionais nacionais brasileiros. Participaram: Vasco da Gama (campeão carioca e da Rio-São Paulo), Fluminense (campeão da Taça Rio - vaga herdada em função do Vasco ter ganho a Rio-SP e o carioca), Corinthians (campeão Paulista) e Cruzeiro (campeão da Copa Sul-Minas). A disputa valeu não só a supremacia dentro das disputas regionais do Brasil, mas também uma vaga para a Copa Sul-Americana. Assim como fora na Copa Rio-São Paulo e no Campeonato Carioca, Vasco e Fluminense fizeram a decisão do campeonato e, da mesma forma como fora na Copa Rio-São Paulo e no Campeonato Carioca, o Vasco da Gama conquistou mais um título nacional - o quarto - ratificando a sua hegemonia no terreno nacional e, mais que merecidamente, classificando-se para representar o país na Sul-Americana, além de terminar com o melhor ataque da competição (18 gols). O Flu, com mais essa derrota para o rival, entrou em uma profunda depressão, guardada as proporções, igual aquela que a Alemanha viveu quando perdeu a terceira final Copa do Mundo em seguida - fato extremamente lamentado até os dias atuais. O Corinthians e seu time pró - que decepção - foi atropelado pelo Vasco (6x2) e pelo Cruzeiro (6x1), terminando em último lugar. O Cruzeiro, por fim, foi consolado por Gil (nº 9), sagrado artilheiro da copa com oito gols.

Em 2007, continuaram as disputas regionais do Brasil e as internacionais entre clubes. Com a inclusão do River Plate nos quadros da FIFME (o último botão oficial adquirido desde 2004), realizou-se a Copa da Argentina, que teve o mesmo formato da Copa da Holanda, ou seja, foi uma disputa melhor de três entre Boca e River cujo vencedor se classificaria para a Copa Sul-Americana, passaporte para a Copa Toyota Libertadores e, dessa forma, se caracterizando como o início de uma jornada que poderia levar uma das esquadras às disputas mundiais interclubes. A disputa foi, praticamente, um treino do River Plate, que venceu as duas primeiras partidas (4x2 e 2x1), e, na terceira partida, só comemorou o título com um empate (1x1), em jogo de entrega de faixas. Marco Ruben, do River (nº 9) e Palermo do Boca (nº 9), foram os artilheiros da copa com meros dois gols cada.

A Copa Paulo Machado de Carvalho, disputada no estádio do Pacaembú (São Paulo), apresentou os últimos clubes brasileiros filiados à FIFME, times que chegaram após a disputa dos campeonatos estaduais. Apesar de ter status de torneio apenas, a copa valeu uma vaga para o Torneio Roberto Gomes Pedrosa - o Campeonato Brasileiro -, de forma que a disputa se apresentou como a 2ª Divisão do Brasileirão. Participaram: Olaria (RJ), Bangú, Grêmio, Juventus (SP), Ponte Preta, Guarani, Ituano e Santo André (os dois últimos com lentes Farah). Sem delongas, o Guarani sagrou-se campeão do torneio passando por Ituano (5x3), Santo André (3x1) e Olaria na final (3x2), classificando-se para a disputa maior do Brasil. Três jogadores terminaram empatados na disputa pela artilharia do torneio: João Paulo do Guarani (nº 11), Bariri do Olaria (nº 11) e Tulica do Santo André (nº 9), todos com quatro gols cada.

Um último torneio de clubes foi disputado em 2007, a Copa Bandeirantes, uma disputa amistosa que envolveu as cinco equipes da cidade de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa e Juventus - todos com uniforme tampa, pois o regulamento desta competição não permitia botões resinados, assim, o Corinthians jogou com seu novo uniforme "dream team", confeccionado pela FIFME com os maiores nomes da história do Timão. A disputa, em pontos-corridos turno único, foi dominada por Corinthians e Juventus, mas decidida pelo São Paulo. Depois de vencer o tricolor no último jogo por 5x1, o Timão precisava de uma vitória do São Paulo sobre o Juventus no último jogo, o que, em função da ótima campanha do Juventus em contraponto à péssima do São Paulo, parecia um fato impossível de se tornar realidade, mas se tornou. De virada (2x1), o tricolor venceu e deu o título ao Corinthians no saldo de gols. Washington do Palmeiras (nº 9) e Ditão do Juventus (nº 7), foram os artilheiros da Bandeirantes com seis gols cada.

As competições de clubes, assim como as demais de toda a FIFME, só voltaram em 2009, e voltaram com as disputas que estavam pendentes para a conclusão de todos os campeonatos regionais de todo o mundo, que fechavam os circuitos de disputas Brasileiro e Regional Internacional. Os campeonatos pendentes eram, justamente, os maiores dentre todos os regionais até então realizados, foram os campeonatos brasileiro e inglês.

O campeonato inglês - intitulado Premier League - começou com o status de ser o maior regional europeu e um dos maiores do mundo, porém, logo, ele passou a ser mais. Inicialmente contando com sete clubes ingleses e já com as primeiras rodadas em andamento, o certame teve a adição do time do Machester City - de Robinho, Jô, Elano e cia - o mais novo time pró que se filiava a FIFME. Com este inchaço na Premier League, ela se tornava o segundo maior campeonato regional já disputado em pontos-corridos ao lado do Campeonato Paulista. Apesar de onipotente botão, o City foi uma decepção na disputa e terminou em último lugar, desde o início, o campeonato foi dominado por Chelsea - que era o campeão da F. A. Cup - Corinthian Casuals e Aston Villa, ou seja, por três times "pequenos" da Inglaterra. Mostrando que não tinha sido à toa que tinha ganho a F. A. Cup, o Chelsea liderou praticamente toda a campanha, após massacrar o Manchester City (7x0) naquela que foi considerada a partida final para os Blues na penúltima rodada, o Chelsea apenas assegurou a merecida taça em um empate com o Arsenal (2x2) e sagrou-se campeão inglês da temporada, seu segundo título em seu segundo campeonato disputado. O time ainda terminou com o melhor ataque do certame, 29 gols, já a artilharia ficou com Robinho (nº 10), do lanterna Manchester City, que registrava no inglês um record de artilharia de 12 gols marcados, incluindo todas disputas no âmbito de clubes até então realizadas.

A inclusão do Manchester City somou oito clubes britânicos filiados à liga inglesa que, com essa matemática, criou uma terceira competição nacional, a Copa da Liga Inglesa. Como o Chelsea havia ganho as duas competições anteriores, tinha a perspectiva de conseguir essa última que, além do título, valeria a conquista da Royal Triple Crown - a Tríplice Coroa inglesa. Além disso, a competição era válida pelo Circuito Regional Internacional de disputas de clubes e premiava o campeão com uma vaga para disputar a Wembley Cup - torneio comemorativo que seria realizado ao término do Grand Slam de clubes com os principais campeões do circuito internacional. Porém, antes que a Copa da Liga encerrasse as disputas do Circuito Regional Internacional, era preciso terminar o Circuito Brasileiro de disputas com o campeonato brasileiro.

A grande disputa que encerrou com chave de ouro os regionais, a maior entre clubes em números de todos tempos até então, foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa - o Campeonato Brasileiro - que teve emoções além título. Na primeira fase do certame, oito dentre as vinte equipes participantes seriam rebaixadas, pois, devido ao alto número de times tupiniquims inscritos na FIFME, o certame nacional seria dividido em duas séries, a principal e a segundona. Com tantas vagas para o descenço, vários times de massa acabaram rebaixados, inclusive alguns que eram considerados favoritos ao título antes do campeonato iniciar, tais como Corinthians, Fluminense e Palmeiras. O Vasco da Gama, maior força brasileira, por pouco não foi rebaixado, conseguiu passar à segunda fase na repescagem e daí avançou às semifinais, terminando a competição em 4º lugar. Embora o Vasco não tenha conseguido ganhar mais essa competição nacional - havia ganho todos campeonatos nacionais que participara até então - e o Flu tenha sido rebaixado, nem por isso o futebol carioca deixou de brilhar no Brasileirão. Com uma lente nova histórica, de "carinha", o Botafogo - com Garrincha, Nilton Santos, Zagalo, Gérson e cia - foi a grande sensação do campeonato, inclusive, eliminando o Flamengo da disputa na segunda fase. Chegando às semifinais, o time de General Severiano simplesmente atropelou seus adversários, Cruzeiro (5x3) e Internacional (5x2) na grande final - ganhando sempre de virada -, chegando ao seu primeiro e grande título na FIFME de forma invicta, com o ataque mais positivo e o artilheiro máximo do certame, Arlindo (nº 9) que, ao lado de Ramires do Cruzeiro (nº 7), marcou 10 gols durante a inapelável campanha do Fogo.

O Botafogo, com a brilhante conquista, saiu do ostracismo da lanterna obtida no Carioca, para galgar a glória máxima do futebol brasileiro e, dessa forma, figurar na Sala de Troféus da FIFME e, também, ficar com a tão sonhada vaga para disputar a maior competição continental do Grand Slam de clubes da América, a Copa FIFME Libertadores. O ano, que já começara com a conquista do Fogo no carioca de futsal, chegava agora ao "Robertão" e, pela frente, tinha a perspectiva de brilhar nas grandes disputas internacionais interclubes, sem dúvida, 2009 tornava-se um ano à ser eternamente recordado como aquele em que o futebol viu nascer a erradiante Estrela Solitária, era mais uma grande força brasileira do botão que se apresentava.

A conclusão do Campeonato Brasileiro, enfim, concluiu a disputa do Circuito Brasileiro de campeonatos, no qual o Vasco da Gama foi o grande campeão com a conquista de três títulos, Copa Rio-São Paulo, Campeonato Carioca e Copa dos Campeões do Brasil. Mesmo perdendo a maior disputa nacional - mas vencendo todas as demais -, o time de São Genuário mantinha a sua hegemonia na terra do pau-brasil, ao contrário do território internacional, no qual figurava em último lugar (15º) no Ranking Internacional de Clubes que a FIFME publicava na ocasião - prestes a iniciar o Grand Slam de Clubes*, de forma que esse novo ranking servisse de parâmetro para se medir o desempenho internacional dos clubes ao fim do circuito que se iniciava. Esse novo ranking de clubes era equivalente ao ranking das Copas do Mundo de seleções, e quem apareceu em primeiro lugar foi a Roma, a grande campeã do circuito anterior, o Mini-Slam de 2005.

Por fim, antes que as competições do Grand Slam de Clubes tivessem seu início, encerrou-se a disputa da Copa da Liga Inglesa, competição que envolvia as memas equipes da Premier League. Com um regulamento peculiar, a copa foi disputada em chaves eliminatórias se sorteando o clube mandante da primeira partida que, dessa forma, jogava em seu estádio (com goleiro maior), o detalhe está no fato de a partida da volta somente ser realizada em caso de empate - um tremenda vantagem para quem mandava o primeiro jogo. Com uma sorte que parecia estar escrita nas estrelas, o Chelsea mandou os jogos no Stamford Bridge nas quartas e nas semifinais e, com essa sorte toda, chegou à decisão sem sustos - onde a peleja era realizada em campo neutro, ou seja, o Estádio Wembley -, para tentar conquistar a Tríplice Coroa inglesa, algo que já se tornava uma obsessão ao clube vencedor das duas demais competições inglesas da temporada. O adversário foi o Corinthian Casuals, que vinha de brilhante campanha na Premier League (3º lugar) e tinha sido a única equipe que conseguira reverter, tanto nas quartas quanto na semifinal, a vantagem do mando de campo, quando passou por seus adversários fazendo a primeira partida fora de casa. No momento em que se esperava que no campo neutro o Corinthian's tivesse mais facilidade para enfrentar o Chelsea - até porque o Wembley é o palco "adotado" pelo Casuals, uma vez que o time não possui estádio próprio -, o que se viu foi um passeio dos Blues em campo. O Chelsea entrou na final determinado a ficar com a glória máxima dentro do território inglês, não deu nenhum espaço para o Timão inglês, goleou por 4x1, conquistou a Copa da Liga e ficou com a impossível de se predizer Royal Triple Crown, monopolizando os atos dentro de seu território e mostrando ao mundo que uma nova estrela ia brilhar, agora no teatro internacional. Mais essa vitória aumentava e muito a moral do Chelsea que agora voltava-se paras disputas do Grand Slam - estava classificado, como representante inglês, tanto na Copa UEFA como na Copa dos Campeões da Europa. Para enfeitar ainda mais mais essa conquista, os Blues ainda registraram o artilheiro máximo da competição com seis gols, Essien (nº 11), além do ataque mais positivo junto ao Corinthian's com 12 tentos, entretanto com uma média de gols por jogo maior.

O fim da Copa da Liga Inglesa encerrou a disputa do Circuito Regional Internacional de clubes, no qual Chelsea e Botafogo terminaram empatados em pontos. Por ter duas conquistas válidas pelo circuito - Premier League e Copa da Liga Inglesa - enquanto o Botafogo possuia somente uma - Torneio Roberto Gomes Pedrosa - o Chelsea foi sagrado campeão, intitulando-se como maior força regional no âmbito de todos os campeonatos regionais disputados em todo mundo. Mas o reconhecimento aos Blues não parava por aí, com tantas conquistas, o time galgou a 3ª posição do Ranking de Títulos e, como naquele momento se encerravam tanto o circuito Brasileiro quanto o Regional Internacional, a FIFME atualizou seu Ranking de Clubes no qual o Chelsea apareceu em 3º lugar com a mesma pontuação dos dois primeiros colocados, perdendo nos critérios de desempate - uma ótima posição para um time que fazia sua primeira aparição no principal ranking de clubes da federação. Ultrapassando a até então líder Roma, que caia para o 2º lugar, o Vasco da Gama apareceu no topo do ranking, e se posicionou como o clube número 1 da FIFME - um posto mais do que merecido ao time possuidor da mais larga conta de troféus dentre todos clubes existentes, embora fosse vice-lider no Ranking de Títulos. O novo ranking também mostrou a evolução da Liga de Clubes, que dobrou de 24 para 48 o número de clubes rankeados. No embalo, novos rankings de clubes foram publicados, o Ranking de Gols e o inédito Ranking de Vitórias, ambos liderados, também, pelo glosioso alvi-negro cruz-maltino que, assim, fechava um período de quatro anos de glórias, desde a primeira disputa interclubes de 2005, até essa liderança do Ranking em 2009 e, ainda, com chances de brilhar no circuito mundial que viria a seguir, o qual participaria através da Copa Sul-Americana, competição que, ao lado da Copa UEFA e da Copa CONCACAF, todas válidas pelo Grand Slam - e pela Corrida dos Campeões de clubes que se iniciava - iriam contar o capítulo a seguir dentro da história dos degladeios entre clubes.

Os Circuitos de Disputas do Futsal

Com o sucesso das disputas do Circuito de Marcas, vencido pela Portuguesa com a conquista da Copa Gulliver na temporada anterior, a FIFME criou novos e mais completos circuitos de disputas para a temporada seguinte. Foram os circuitos, Metropolitado, Nacional e Aberto - este último, conhecido como o Grand Slam da categoria. Alguns desses circuitos incluem as memas disputas, mas são simples de se entender. O Metropolitano inclui todas as disputas entre clubes de São Paulo, a cidade e o Estado com maior número de filiados na Liga de Futsal e de maior tradição na modalidade. O Aberto engloba todas as disputas abertas e internacionais (que mistura clubes e seleções), incluindo as da antiga liga, à ser fechado com a Copa dos Campeões do Futsal. Por fim, o Nacional, incluindo todas disputas entre clubes brasileiros da Liga, regional ou nacional. O detalhe é que, nesta mesma ocasião, foram incluídas novas disputas no Circuito de Marcas, de forma que a Lusa deixou de ser considerada a campeã, apesar de ainda ter ficado na liderança do mesmo.

Outro circuito, o Internacional Profissional, que inclui as disputas entre seleções da liga principal, recebeu uma nova agenda da federação no intuito de ter as suas disputas retomadas, pois elas ainda iriam somar cerca de cinco anos de abandono após àquelas três disputas iniciais de 2005. Naquele momento, a FIFME aproveitou para declarar o Corinthians, depois da conquista do II Desafio ao Galo, como campeão do circuito da Antiga Liga, além de ratificar as novas disputas no já mencionado circuito de Marcas, apesar de toda choradeira lusitana.

A primeira disputa foi válida pelo circuito Aberto, o Aberto Internacional de Futsal, disputado no Ginásio FIFME, que fora comprado pela federação em definitivo no início de 2006, e foi sediado pela Áustria. Neste aberto, duas esquadras fizeram sua estréia nas quadras da FIFME: para rivalizar com a Seleção Paulista, veio a Seleção Carioca e, da Itália, filiou-se o time da Juventus. Mesmo jogando com o apoio da torcida, a Áustria não conseguiu chegar à decisão, sendo batida pelo Compostela, terminando na 3ª posição ao bater a França na disputa do 3º lugar nas penalidades máximas. A tradicional e antiga selação da U.R.S.S. ficou com o título ao golear o time espanhol na decisão, 6x3, e ainda marcando o ataque mais positivo da competição com 23 gols.

Na sequência, a Liga de Futsal deu procedimento nas disputas válidas pelo circuito Nacional, que incluiam as já disputadas Copa São Paulo (vencida pelo Palmeiras) e Copa Independência (vencida pelo Grêmio), e mais: Campeonato Paulista, Campeonato Carioca, Copa Sul-Minas, Copa Nordeste, III Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, cujas tabelas foram sendo publicadas. Destes, o Paulistão incluía três disputas também validas pelo circuito Metropolitano, o comemorativo Torneio Início, o Campeonato de Aspirantes, além de, é claro, o próprio Paulistão em seu main event.

Deu-se pontapé inicial nas disputas do Paulistão, iniciando-se pelo, como não poderia deixar de ser, Torneio Início, que, como nos tradicionais disputados na abertura das Copas do Mundo, possui regras especiais no futsal também. O torneio teve a adição de dois times que se filiaram à Liga na udécima hora, o São Caetano - botão semi-resinado da marca Craques - e o Marítimo, time de várzea paulistano. Passando por Guarani, Marítimo, Tremembé e, de goleada, pelo Corinthians na final (6x2), e terminando também com o melhor ataque (18 gols), o Santos chegou a sua 1ª conquista no futsal, abrindo boas perspectivas para as disputas subsequentes do Paulistão.

O Campeonato Paulista de Aspirantes foi marcado por alguns problemas da federação. Apesar de ter sido paga a aquisição do Ginásio FIFME, o comprador, a federação FbMISG (onde Pedroom realizava desafios), após o rompimento entre as federações, imperpetrou a obrigatoriedade da devolução do campo. A única alternativa da FIFME para não perder o seu ginásio foi doá-lo para caridade, o que foi feito beneficiando projetos de inclusão social esportiva no litoral de São Paulo. Em função desse embróglio, as disputas dos Aspirantes se iniciaram no Ginásio FIFME em 2006, mas só finalizaram no Xalingão em 2007. O detalhe dessa competição foi a obrigatoriedade das equipes à utilizarem seus uniformes antigos, da antiga liga, por isso, alguns times ficaram de fora da competição, à exceção do Comercial, convidado para participar pelo fato de possuir um botão muito lixoso (eleito, ao lado do América-RJ, como os piores de toda a FIFME). Mesmo iniciando a disputa perdendo para o rival Palmeiras por 4x3, o Corinthians passou pelo Guarani (7x3), pela Portuguesa nos penalts nas semi-finais, quando esta vinha com 100% de aproveitamento e, em nova partida, pelo Palmeiras na final após golear por 5x2, muitos dizem que beneficiado pela troca de campos, e chegou a sua 5ª conquista na FIFME. O Timão ainda registrou o melhor ataque da competição com 23 gols.

Na sequência, - após uma pausa de mais de uma ano - em 2009 vieram as disputas do Campeonato Paulista, em seu main event, e, simultâneamente, do Campeonato Carioca, Copa Sul-Minas e Copa Nordeste.

O Campeonato Carioca de futsal, assim como sempre é na disputa principal entre clubes do Estado do Rio de Janeiro, foi disputado em dois turnos, a Taça Guanabara e a Taça Rio, dos quais, cada campeão, os vencedores de cada uma dessas duas taças, fariam a decisão do estadual. Além do carioca de futsal, diversos outros campeonatos da FIFME já seguiram esse formato de turnos mas, até então, nunca uma equipe conseguira vencer os dois turnos da competição e sagrar-se campeã sem precisar fazer a finalíssima, ou seja, sem jogar a final entre os campeões de cada turno. Fazendo uma nova escrita, o Botafogo foi o campeão da Taça Guanabara e, na sequência, da Taça Rio, batendo o Vasco da Gama nas duas decisões (5x3 e 6x4) e ficando com a inédita taça do Cariocão. O time da estrela solitária fez uma campanha impecável, com apenas uma derrota em 14 jogos (para o próprio Vasco, 6x1), terminando com o melhor ataque da competição ao lado do Vasco, com 48 gols marcados. Sem finalíssima para realizar, o Cariocão terminou em um jogo amistoso comemorativo de entrega de faixas entre botões do próprio Fogão, em uma festa à altura para essa primeira conquista do clube na FIFME.

O segundo campeonato estadual a terminar, e o menor entre os que estavam em disputa, foi a Copa Nordeste. A disputa reuniu as quatro equipes nordestinas da FIFME - Bahia, Vitória, Sport e íbis - em fórmula de pontos-corridos turno e returno. Na última partida do 2º turno, Bahia e Vitória entraram em quadra para decidir quem seria o campeão, e para fazer o tira-teima do empate no 1º turno (2x2). Precisando apenas de um empate, o Bahia mostrou-se superior ao seu rival e venceu o jogo (3x1) sagrando-se campeão invicto do certame nordestino. O melhor ataque da competição foi do Sport (3º colocado), com 19 gols em seis jogos.

O Campeonato Paulista foi o maior entre os estaduais em disputa, com 12 times inscritos. A disputa apresentou algumas surpresas, tais como as pequenas equipes varzeanas do Tremembé e do Marítimo que chegaram às semifinais, e o Guarani, finalista do evento. O campeão, entretanto, não surpreendeu ninguém. O Corinthians confirmou sua supremacia nas quadras e chegou a mais uma conquista e, ainda, registrou o melhor ataque do certame com 39 gols marcados. A conquista valeu ao Timão aquela que ficou conhecida como "Tríplice Coroa Intercategorias", com os títulos de Campeão Paulista de Clubes (na grama), de futsal e dos Aspirantes (na taco). Em outras palavras, o Corithians fez barba, cabelo e bigode nas disputas estaduais da temporada, só ficou faltando vencer o Torneio Início (perdeu a final para o Santos) para a conquista ser completa.

Por fim, o último campeonato estadual a conhecer o seu campeão foi a Copa Sul-Minas, que contou com oito equipes - cinco do sul e três de Minas Gerais - também disputada em dois turnos que, desta vez, foram cada um vencido por uma equipe distinta. Figueirense e Cruzeiro, que fizeram a grande decisão em jogos de ida e volta. Assim, em pleno Ginásio Mineirinho, o time de Santa Catarina perdeu por 3x2 após ter vencido por 4x1 em casa e ficou com a taça da Sul-Minas, primeiro título do Figueira na federação, para tristeza dos torcedores do Avaí - time rival de Florianópolis que pleiteia sua inscrição na FIFME. O Cruzeiro foi o time mais positivo em termos ofensivos com 29 gols marcados.

Após as disputas dos certames estaduais, chegava a vez da realização da III Copa do Brasil, competição disputada em formato mata-mata que incluía todos os times brasileiros de futsal, que valia uma vaga para a Copa UEFA-Libertadores, a maior competição internacional interclubes de futsal. A disputa tinha, ainda, o detalhe de que os campeões e os melhores colocados nos campeonatos estaduais entravam na competição apenas nas oitavas-de-final. Já as equipes piores colocadas entravam na fase pré-classificatória (equivalente à 32ªs-de-final), e as demais nas 16ªs-de-final. Entretanto, antes que a disputa começasse, a Liga de Futsal entrou em uma fase de homenagens históricas, o que acarretou na criação de novas competições.

Tudo começou pelo fato de o América, um dos times mais antigos e o primeiro campeão de toda a história do botão, ter perdido a sua lente original, lente que havia sido a primeir campeã em 1982. Esta fora repintada sob o escudo da Ucrânia, passando à integrar a Liga de Seleções FIFME. Para reparar o fato de o time do América ter ficado sem seu botão original, tendo que jogar com um botão muito ruim, tido como um dos piores dentre todos existentes e, em forma de homenagear o seu primeiro botão campeão, a FIFME tomou duas medidas. Permitiu a inscrição da Ucrânia na Liga de Futsal e permitiu ao América utilizar sua lente da Brianezi - uma bem antiga e quase igual àquela que se tornara da Ucrânia - nas competições de quadra. Assim, com a adição da Ucrânia nos quadros das quadroas, fechou mais uma disputa envolvendo os times que compõem a Antiga Liga de Futsal, times que datam da época da antiga FIFA, por isso a nova competição foi intitulada de Copa FIFA de futsal, adicionada, inclusive, ao circuito de disputas da Antiga Liga.

Neste momento, a FIFME outorgou um novo regulamento, não só para a modalidade de futsal, mas para a de praia também, no sentido de garantir de forma estatutária a inclusão do América e regulamentar futuras inscrições em ambas as ligas. Para a Liga de Praia, por exemplo, ficou instituído que somente times profissionais e semi-profissionais resinados poderiam participar de suas competições. No futsal, além de o regulamento permitir que o América increvesse seu botão oficial na liga de quadra, permitiu que seleções combinadas apresentassem seus times à federação. As seleções combinadas são formadas de lentes de várias outras equipes, formando-se uma seleção de uma região ou estado qualquer. Com esses novos combinados, foi criada uma nova competição, a Copa Interestadual.

A Copa Interestadual contou com os novos times combinados da Seleção Gaúcha, Seleção Mineira, Seleção Nordestina, dois combinados de São Paulo, a Seleção Caipira e a Seleção Metropolitana, e um combinado entre as cidades do Rio de Janeiro e Santos, a Seleção Praiana, além das já conhecidas equipes da Seleção FPF (Paulista) e Seleção Carioca (FERJ). A copa foi disputada em caráter de torneio mas valeu para o Circuito Aberto de disputas e, apesar de contar com várias novidades, foi vencida pela equipe mais antiga dentre todas, a Seleção FPF, o que revelou o amplo domínio das equipes de São Paulo, que ficaram com as três posições no pódium da disputa, com os combinados Caipira e Metropolitano. O time da capital, além do bronze, ainda ficou com o melhor ataque da competição com 12 gols.

A III Copa do Brasil teve boas surpresas, grandes duelos e uma final de arrepiar. A competição, além de ser a mais tradicional do futsal, era a maior nacional até então realizada, envolvendo todos os times brasileiros que haviam participado das disputas regionais que acabavam de se encerrar. Aos melhores colocados nos campeonatos regionais, foi dada a facilidade de entrar na competição - que era disputada em chaves simples eliminatórias - já nas oitavas-de-final, aos últimos colocados, a dificuldade de começar a disputa pela fase pré-classificatória, equivalente às 32ªs-de-final. Mas foi da fase pré-classificatória que vieram dois semifinalistas da copa, São Caetano - o lanterna do Paulistão - e o América - que, igualmente vinha da lanterna do Carioca mas usava sua nova lente Brianezi. Com a nova lente, o América mostrou um excelente futebol e, goleando seus adversários com facilidade, inclusive o time do ABC paulista na semi (6x3), chegou a grande decisão como favorito à conquista. Do outro lado, tinha que enfrentar, nada mais nada menos, que o Corinthians, então bi-campeão da Copa do Brasil que buscava a chance de figurar no Livro dos Records da FIFME como o único tri-campeão do futsal. Embalado com a perspectiva da conquista histórica, o Timão entrou no jogo derradeiro contra o temeroso América embalado com vitória no Derby pelas semifinais: 5x3 sobre o Palmeiras, e, em um jogo de fazer tremer o Maracanãzinho, no qual comandou o placar desde o início, acabou com a alegria do América e chegou à imponente conquista vencendo pelo placar de 7x4 - Corinthians, Tri-Campeão. Ao time americano, restou o consolo do bom desempenho obtido com as novas lentes, dando esperanças de que a vez do tradicional time carioca não tardaria em não escapar-lhe novamente, além disso, o time terminou com o melhor ataque da competição com 25 gols marcados.

Era a 7ª conquista do alvi-negro paulistano nas quadras e a 8ª final em um total de apenas 10 campeonatos disputados - um handcap incomparável com qualquer outra equipe, fosse clube ou seleção. Sem dúvida, o Corinthians se tornava o "dono das quadras", só faltava a conquista do Campeonato Brasileiro, que viria na sequência, e das disputas válidas pelo Circuito Aberto - o Grand Slam do futsal - o qual estava qualificado para jogar a Copa UEFA-Libertadores - vaga obtida pela conquista da Copa do Brasil - e a Copa dos Campeões do Futsal. O mosqueteiro de Parque São Jorge estava pronto para largar na Corrida dos Campeões do Futsal - a conquista do Circuito Aberto (de clubes e seleções) -, uma novidade que a liga lançava na ocasião como mais uma maneira de valorizar as disputas internacionais de futsal.

A competição a seguir representava o clímax e o fim do Circuito Brasileiro de Disputas de futsal, o Campeonato Brasileiro, que começou com status de ser, em números, o maior campeonato de futsal de todos os tempos até então. Da mesma forma que a liga de clubes, a Liga de Futsal também apresentava uma predominância, ainda maior, de clubes brasileiros participantes. Foram 32 times incritos e dividos em sete grupos na primeira fase e, assim como na disputa co-irmã de campo, o brasileirão de quadra também rebaixou um número elevado de times para que se criasse a segunda divisão, a divisão de acesso, para a edição seguinte do certame. Este número elevado correspondia à metade dos times inscritos, ou seja, 16 clubes, o que causou muita choradeira nas quadras de todo Brasil ao término da 1ª fase. Não houveram muitas surpresas, as equipes que vinham dominando as competições do futsal durante a temporada, foram as que movimentaram a 2ª fase da competição, mas foi a partir daí que as zebras começaram a aparecer. Os principais favoritos, como Corinthians e Botafogo - os campeões paulista e carioca -, cairam fora. Avançaram às semifinais, Palmeiras, Sport, Figueirense e Cruzeiro. Com total superioridade, o Figueira e a Raposa avançaram à decisão fazendo da final do Brasileirão um repeteco da final da Copa Sul-Minas - vencida pelo time catarinense. Entretanto, a final do certame nacional teve uma história diferente a ser contada. Após vencer em Floripa, o Cruzeiro recebeu o troco na finalíssima em BH, de modo que a decisão do título se fez no desempate das cobranças de penalidades máximas. Após um festival de erros, já na série de cobranças alternadas, o Cruzeiro fez o gol do título e a vitória veio na defesa da cobrança seguinte defendida pelo goleiro Jonathan, então enfim, o time pôde fazer a festa com sua torcida no Ginásio Mineirinho, chegando à sua primeira conquista pela Liga de Futsal - e foi logo no maior campeonato realizado até a ocasião - finalmente a Raposa abandonava sua toca e espunha sua astúcia como uma das mais novas forças das quadras. A conquista valeu ao time mineiro, além da glória de ser o primeiro clube campeão brasileiro de futsal, a vaga para disputar a Copa UEFA- Libertadores, maior competição internacional da modalidade, assim, o horizonte de onde se vislumbra a belíssima formação estelar do Cruzeiro do Sul, se abria para novos, e possivelmente mais intensos, brilhos celestes.

O fim do Brasileirão também representou o fim do Circuito Brasileiro de disputas do futsal e, apesar de ter ficado sem o maior título nacional das quadras, o Corinthians ficou com título do circuito, mesmo empatado em pontos com o Cruzeiro, o Campeão Brasileiro. O Corinthians foi campeão pois o desempate se deu pelo fato do Timão ter duas conquistas no circuito (Campeonato Paulista e Copa do Brasil) contra apenas uma do Cruzeiro.

Alemanha Chega a Marca de 1000 Gols

Após o fracasso na Copa Austro-Húngara, quando a Alemanha esperava chegar ao milésimo gol em tal competição, a FIFME fez duas inclusões no Grand Slam, duas disputas de caráter comemorativo, mas que pela importância, foram agraciadas com o status de válidas pelo Grand Slam, já que atendiam ao critério principal do circuito, ou seja, incluíriam todas as seleções da FIFME, inclusive as últimas filiadas que não haviam ainda participado de nenhuma grande disputa. Isto dava a Alemanha mais uma chance de chegar ao milésimo gol, uma vez que ela tinha ficado de fora da Intercontinental, de forma que, novamente, uma grande expectativa para o fato se fez crescer em solo germânico.

A primeira inclusão no circuito internacional foi a III Copa Weffa, reedição do primeiro campeonato de seleções de todos os tempos, que acontecera 22 anos antes pela antiga FIFA. A idéia de recriar a disputa se deu em função de algumas seleções da FIFME terem investido em novos uniformes nesta ocasião, dentre elas a Itália, que apresentou seu uniforme oficial da conquista da III Copa do Mundo (FIFME) e o Brasil, que igualmente apresentou seu uniforme campeão da IV Copa. Duas outras seleções apresentaram uniforme "novo" com lentes Crack's antigas, os Estados Unidos e a Rússia. Dessa forma, a III Copa Weffa reuniu seleções que possuiam uniformes clássicos e antigos. Além das citadas acima, participaram todos botões da Brianezi: França, Yugoslávia, Peru e Áustria. Por fim, completaram a tabela as seleções da Alemanha, que recuperara o seu uniforme original da Crack's; a Ucrânia, que possui um uniforme com seis lentes Brianezi antigas e quatro do tipo "tampa de relógio"; e as tradicionalíssimas seleções da Escócia (que sediou a disputa) e do Uruguai - participantes das duas edições originais da Weffa. A disputa também havia sido recriada com o intuito de servir de despedida para os uniformes Brianezi da França e da Yugoslávia, estes haviam sido trocados por outros botões novos e já haviam apresentados seus uniformes substitutos, a França'82 e a Sérvia Montenegro, herdeira da Yugoslávia. No entanto, no decorrer da competição o rolo foi desfeito e ambas seleções mativeram os seus uniformes Brianezi em posse da FIFME. Mais duas peculiaridades fizeram parte deste campeonato, os times utilizaram os seus goleiros originais na disputa, ou seja, os goleiros pequenos (goleirinho), inclusive os Estados Unidos jogaram com o goleiro do New York Cosmos (que era o uniforme dos EUA na Copa Weffa original). A outra peculiaridade foi o uso das traves antigas da FIFA, o velho gol Brianezi, as mesmas que fizeram parte das duas primeiras edições da Weffa.

Além de valer para o Grand Slam, para Alemanha e Uruguai, a III Copa Weffa tinha um sabor a mais. Como as duas seleções eram as campeãs das edições anteriores (Alemanha da 1ª e Uruguai da 2ª), caso uma delas vencesse essa que seria a última edição, ficaria com a posse definitiva da copa. Mas, a Alemanha tinha um estímulo a mais que qualquer outra seleção: a busca pela marca do milésimo gol. Ao entrar no campeonato, faltavam três gols para a marca histórica, e o selecionado germânico tinha, no mínimo, três partidas para realizar...

A fórmula da disputa era composta de três grupos de quatro seleções, nos quais os primeiros colocados de cada um e o melhor segundo colocado entre os três grupos pelo indíce técnico, se classificariam para as semifinais que, assim como a final, seriam disputadas em eliminatória simples com desempate pelo silver goal.

Além de peculiar, a III Copa Weffa foi uma disputa extremamente emocionante. O grupo "A" viu um tríplice empate em seis pontos entre Itália, Escócia e Ucrânia. No desenhar desta situação, viu-se a Ucrânia golear a Itália por 6x0 e a Itália se recuperar do vexame goleando a Escócia pelo sonóro placar de 8x2. No fim, a Ucrânia, que não foi goleada por ninguém, acabou com a vaga para as semifinais como a grande sensação do evento. A Yugoslávia também fez parte desse grupo, mas foi como se não fizesse, foi o termômetro de seus adversários ao perder todos seus três jogos.

O grupo "C" viu boas partidas realizadas pelos botões Brianezi. A Áustria goleou o Uruguai por 5x2 no primeiro jogo do grupo e parecia que ia continuar na mesma pegada que lhe valera a conquista da Copa Austro-Húngara pouco tempo antes, mas ficou só na aparência. Após perder para a Rússia (3x1), a Áustria fez um clássico Brianezi com a já desclassificada França em sua última partida da 1ª fase. Quando se esperava uma fácil vitória do time vienense, a França, como que por encanto, fez uma partida memorável, jogando em um nível como nos bons tempos do tri-campeonato europeu, até Papin, em noite inspirada, voltou a brilhar e marcou dois gols como nos velhos tempos, no fim, o placar registrou 5x3 para o time gaulês. Com isso, a Rússia foi quem se classificou para as semifinais, acabando com o sonho austríaco de uma nova conquista na Copa Weffa.

Mas foi o grupo "B" que marcou a emoção mais forte dessa primeira fase da Copa Weffa. Na primeira partida, a Alemanha enfrentou os Estados Unidos, aos sete minutos do segundo tempo da partida, Rummenigge (nº 3) fez o terceiro gol germânico na partida e o milésimo da história alemã - a primeira equipe a chegar a tal expressiva marca. A partida parou, os jogadores reservas e dos demais uniformes alemães, incluindo a Alemanha Oriental (que

Alemanha - 1000 Gols

apresentara novo uniforme comemorativo pouco tempo antes do início da disputa) e contaminando todos no estádio, inclusive o selecionado estadunidense, que caiu na festa, e do goleiro Messing (do Cosmos), que teve a "honra" de sofrer o gol nº 1000 da Alemanha. O narrador da TV que fazia a cobertura da partida enlouqueceu e não parava mais de gritar "Alemanha: 1000 gols! 1000 gols!", inclusive, na emoção, narrou errôneamente o feito como sendo do jogador Brehme. Após longos minutos de insana vibração, a partida recomeçou e terminou com a vitória germânica por 4x2.

Afora essas emoções, na sequência de disputas do grupo, a Alemanha venceu seus dois jogos restantes e classificou-se em 1º lugar. O Brasil ficou em 2º lugar, mas classificou-se para as semifinais com o melhor indíce técnico entre as equipes vice-campeãs dos três grupos da 1ª fase. O Peru foi a outra equipe deste grupo que, como os Estados Unidos, ficou de fora do campeonato.

As semifinais marcaram, de um lado, o duelo "soviético" entre Rússia e Ucrânia, do outro lado, Brasil e Alemanha se enfretaram pela segunda vez. Com seus atacantes baixinhos marcando inacreditáveis gols de cobertura - verdadeiros balões -, a Ucrânia bateu a sua antiga capital por 2x1 e avançou à finalíssima. Na outra perna da semifinal, sem problemas, a Alemanha, em nova vitória, fez 4x2 sobre o Brasil - havia ganho na 1ª fase por 4x3 - e também avançou. Antes da grande decisão, vale registrar que a Rússia acabou vencendo a disputa de 3º lugar contra o Brasil com um inédito silver goal. Já na final, a Ucrânia continuou fazendo o seu sensacionalismo na copa ao abrir três gols no marcador logo na 1ª etapa. Porém, no 2º tempo, a Alemanha imperpetrou uma reação avassaladora e virou o score para 5x3 e, de forma meritocrática, conquistou seu segundo título da Copa Weffa, assim, ficando com a posse definitiva da taça com essa magnífica glória. O time germânico ainda registrou o melhor ataque do certame com 21 gols, a artilharia foi para Burley, lente nº 7 escocesa, com sete gols marcados.

Sem dúvida, a Copa Weffa, não por mero acaso, foi um grande marco dentro da história da FIFME, tanto nessa última estonteante edição, quanto nas duas primeiras que foram as que abriram as portas da FIFME para todas as incontáveis emoções que as sucederam.

O outro campeonato incluído no Grand Slam, a Copa FIFA, foi montado nos mesmos moldes da Copa Aston Villa e da Taça Estrela Vermelha (ambos disputados ainda pela FIFA), ou seja, 32 países jogando em 16 chaves eliminatórias (simples), até se chegar ao selecionado campeão. A organização de tal evento foi uma maneira da FIFME homenagear o seu nome federativo original, ou seja, FIFA. A copa foi, também, complementar à III Copa Weffa, dado que as seleções que participaram de tal competição, ficaram de fora deste campeonato, assim, todas as seleções da FIFME tiveram mais uma disputa do Grand Slam, nesta que era a 6ª edição, para brigar por - Copa Weffa ou Copa FIFA. Dezoito seleções, as mais antigas da FIFME, estavam pré-classificadas, as demais, que somavam 32 esquadras, brigaram por 14 vagas em uma cansativa fase eliminatória. As eliminatórias da Copa FIFA apresentaram as últimas seleções que se filiaram à liga de seleções até o final de 2006, que foram: Kwait, Argélia, esta última com uniforme da Espanha'82 (completando a coleção com todas as seleções da Copa da Espanha) e, por fim, a seleção do principado de Luxemburgo, time possuidor de duas lentes feitas genuinamente com tampas de relógio de pulso modernas. Além das seleções que conseguiram vaga na fase final da Copa FIFA, essas eliminatórias apresentaram o Ecuador - que vinha de conquista da Taça Salvador Bolívar - como a seleção de melhor desempenho técnico dentre todas participantes, terminado com o ataque mais positivo da disputa com 17 gols marcados. Jamal Al Qabendi, lente número sete do estreante Kwait, foi o artilheiro das eliminatórias com seis gols.

Antes que as grandes disputas finais do Grand Slam tivessem seu pontapé inicial, o que contou com o intervalo de dois anos, já que, no âmbito de seleções, não houveram disputas nos anos de 2007 e 2008, a bola rolou para outra disputa eliminatória. Foram as Eliminatórias da VII Copa Rocca 3ª Divisão, uma espécie de disputa intermediária do VI e VII Grand Slams. Tal disputa foi criada em função da 3ª divisão da Copa Rocca ter sido dividida em duas séries, e serviu para definir quais três equipes, dentre as onze últimas colocadas na última edição da 3ª divisão da Copa Rocca, permaneceriam na terceirona. Foi eliminatórias com caráter de "torneio da morte", pois oito seleções seriam rebaixadas para a 4ª divisão. A disputa marcou o bom desempenho da Croácia, que teve o melhor aproveitamento técnico dentre as equipes classificadas; a Turquia, que anotou Sus (nº 11) como goleador da eliminatória; e a Nova Zelândia. Foram rebaixadas para 4ª divisão as seleções da Nigéria, China, Colômbia, País de Gales, Bulgária, Suécia, Tunísia e Costa Rica.

A Reta Final do VI Grand Slam

Por fim se iniciou a Copa FIFA que, apesar de não apresentar uma fórmula inédita de disputa, teve o status de ser o maior campeonato até então realizado em número de seleções participantes (32), uma vez que os dois campeonatos disputados na era FIFA (Copa Aston Villa e Taça Estrela Vermelha) tiveram o mesmo formato da Copa FIFA, mas contaram com equipes amadoras para completar as 32 esquadras participantes. Esse detalhe, então, fez da Copa FIFA a primeira competição que reuniu em um só campeonato, 32 seleções da federação. Como a maioria das grandes forças da FIFME ficaram de fora deste campeonato pois haviam participado da III Copa Weffa (veja acima), apenas duas grandes forças tradicionais se destoavam das demais como favoritas ao título: Holanda e Argentina. Outras seleções de quem se esperava um bom desempenho eram a Inglaterra, que sediava a Copa, e algumas forças médias tradicionais como Polônia e República Tcheca. Mas a expectativa do campeonato mesmo girava em torno das diversas novas equipes que, naquele momento, passavam a ser conhecidas como "contemporâneas", as que surgiram à partir da re-fundação da FIFA para FIFME ocorrida quatro anos antes (2004). Dessa forma, a Copa FIFA foi o campeonato que marcou o embate das seleções que datam da era FIFA contra as da nova era FIFME, o embate das contemporâneas contra as tradicionais. Das contemporâneas que mais se esperava um bom desempenho, como Croácia e Venezuela, nenhuma chegou, somente uma esquadra da nova safra conseguiu chegar entre os quatro semifinalistas, a Bolívia. No restante das disputas, o campeonato foi dominado pelas equipes tradicionais. Por um lado das chaves da tabela, Holanda e Argentina se encontraram nas quartas-de-final e a laranja levou a melhor, passou pelo rival sul-americano, passeou sobre a jovem Bolívia na semifinal e chegou à grande decisão. No outro lado da chave, do qual saiu a adversária da Holanda, a Inglaterra chegou à semifinal, algo que não acontecia faziam 19 anos (desde a II Copa Europa em 1990), mas perdeu para a República Tcheca que, dessa forma, foi à final para encarar a Holanda, era a primeira grande decisão do tradicional botão da Tchecoslováquia. Entretanto, na final, a Holanda - possuidora de um time pró -, acabou impondo sua melhor categoria e ganhando o título sem maiores problemas e voltando a fincar sua bandeira em uma conquista importante desde o surgimento da FIFME, a primeira de importância com seu novo botão que, assim, mostrava que de fato era, à epoca, a mesma força que fora no passado. Da era Krol à Contemporaneidade, a Holanda ainda ratificou o nome de Cruijff como artilheiro máximo da Copa FIFA com nove gols marcados - a narração dos tentos laranjas passava a ser "Cruijff........GOL!!!".

Com o encerramento da Copa FIFA, finalmente chegou a vez da bola rolar para a III Copa Intercontinental em seu evento final, embora este, da mesma forma como haviam sido as diversas disputas classificatórias para tal, ainda fosse dividido em quatro disputas continentais, quatro diferentes troféus. Os campeões dessas quatro taças prosseguiriam para a fase semifinal do campeonato disputada no Japão, como já era tradição das edições intercontinentais anteriores. Duas das quatro disputas eram as tradicionais Recopa Européia e a Copa Libertadores de América, ambas na 3ª edição, as duas demais abriam a competição para seleções dos demais continentes do planeta, a Copa Afro-Asiática e a Copa Hemisfério Sul. Dessa forma, a Copa Intercontinental deixava de ser uma disputa apenas entre europeus e sul-americanos para se tornar uma disputa entre os campeões de todos os continentes, ainda que montagem de suas chaves só permitisse o encontro entre seleções do novo e velho mundos na grande final. Apesar de dois novos continentes antes não contemplados terem sido agregagas ao campeonato, não houve nenhuma novidade nos vencedores de tais competições. O Uruguai venceu a Copa Hemisfério Sul em uma disputa de partida única contra a Nova Zelândia, e a Holanda, com vitórias sobre Nigéria e Korea, foi a campeã da Copa Afro-Asiática, mesmo não pertencendo à tais continentes - entrou como convidada em uma das disputas africanas classificatórias para a Intercontinental. Nas outras duas disputas tradicionais, o Brasil ficou com o bi-campeonato da Copa Libertadores de América goleando a Argentina na decisão (6x2), e a Irlanda - que vinha embalada da conquista da 2ª Divisão da Copa Rocca - foi a campeã e a grande sensação do evento com contundentes vitórias, inclusive goleando a campeã européia Rússia por 8x1 em sua empreitada ao título. Entretanto, quando chegou a vez da fase final em Tókio, acabaram-se as surpresas, a Holanda impôs a sua autoridade sobre a Irlanda e, na outra semifinal, o Brasil acabou sendo eliminado pelo Uruguai sofrendo uma vexatória goleada (6x2). Finalmente chegava a vez da história narrar um duelo entre a laranja e a celeste olímpica, algo ainda inédito apesar da tradição de embas seleções. Mas, chegada a partida derradeira, não houve muito o que contar, pelo menos não no lado uruguaio que, após o jogo, só fez querer esquecer o sapeca iá-iá de 6x0 sofrido dos holandeses - foi, sem dúvida, a final mais fácil disputada pela Holanda até então. Vinda da vitória na Copa FIFA, a laranja chegava à sua segunda conquista em seguida, reconquistava a Intercontinental (havia ganho a 1ª edição do evento), e novamente se colocava no patamar de grande força do botão, da velha Holanda bi-mundial para a nova, profissional, e também vencedora. Krol, como nos velhos tempos, fez três gols na decisão e ficou com o título de melhor jogador da final de Tókio. O desfecho da competição aumentava ainda mais a supremacia européia na Copa Intercontinental, passava para três as conquistas do velho mundo sobre os americanos que ainda não haviam ganho nenhuma. Pior foi para o Uruguai, além de humilhado pela Holanda, ficou o burbúrio de que entre as três forças sul-americanas que haviam sido derrotadas na final das três edições da Intercontinental - Argentina, Brasil e Uruguai - a celeste foi aquela que menos fez juz à bandeira da CONMEBOL na disputa, sendo facilmente subjugada pelo adversário europeu - fococas do futebol. Na disputa de 3º lugar, a Irlanda acabou perdendo o bronze para o Brasil, mas terminou com o artilheiro da Intercontinental: Kirk (nº 9), com onze gols marcados.

Antes que se inicasse a competição seguinte do Grand Slam, a III Copa dos Campeões, a FIFME deu andamento à um torneio que há algum tempo procurava um espaço no calendário para ser disputado, a Copa Uruguai'30. Este torneio, como seu nome revela, revive a disputa da primeira Copa do Mundo de futebol ocorrida em 1930 no Uruguai. Na FIFME, se tornou um torneio comemorativo ligado às disputas da Copa do Mundo, que englobam também o Torneio Início e as antigas Copa Pelé, que simularam as tabelas de Copas do Mundo mais recentes. Como a Uruguai'30 refaz a tabela de uma Copa do Mundo que faz parte de uma série que, na contemporaneidade humana, tem sua repercussão pela televisão, tal evento e os subsequêntes (Copa Itália'34, França'38 etc), ficaram conhecidos como "Copa do Mundo da TV". O diferencial da disputa está no formato, montado para relembrar os tempos remotos, com a participação de botões, bolas e traves antigas, além de um regulamento próprio, na qual o país mandante joga com um goleiro maior que os adversários. Da TV para os gramados do Estádio Monumental, não houve novidade, o Uruguai soube aproveitar o mando de campo e, como fora em 1930, venceu a Copa Uruguai'30, e aumentou a sua coleção de taças para um total de oito. A novidade esteve nos demais três primeiros colocados: a Bélgica, vice-campeã - que voltava à uma decisão depois de ter ganho a Copa Bicentenário da Alemanha 23 anos antes - México e Bolívia, que ficaram respectivamente nas 3ª e 4ª posições. Hugo Sanchéz, camisa 9 mexicano, foi o artilheiro da Copa da TV'30 com 10 gols marcados.

Antes que a última competição do VI Grand Slam se iniciasse, a FIFME - embalada pela da recém realizada Copa da TV -, estudando a história das Olimpíadas, terminou por fazer um acordo com o COI (Comitê Olímpico Internacional) para trazer o futebol olímpico para o âmbito de disputas da federação. Como a federação já tinha um apertado calendário de competições internacionais, os jogos olímpicos foram integrados à FIFME em forma de torneio, e com um regulamento peculiar - semelhante ao da Copa do Mundo da TV e publicado em forma de blog - remontando as tabelas das competições de futebol nos jogos olímpicos desde a primeira vez em que o futebol apareceu entre as demais modalidades olímpicas. Dessa forma, os I Jogos Olímpicos da FIFME foram em Paris, na França, remotando aos Jogos Olímpicos "da imprensa" (pois naquela época não existia radiotransmissões ainda) de 1900. O regulamento próprio dos Jogos Olímpicos FIFME permitia que clubes representassem seus respectivos países na competição, assim, dois clubes e uma seleção disputaram a primeira edição dos jogos. Foram apenas duas partidas na Olimpíada parisiense, mas memoráveis. Em uma partida com 18 gols, o Chelsea - representando a Inglaterra - bateu o Paris Saint-German - que representava o país sede - por 10x8. Assim, os Blues - os campeões de clubes da Europa na ocasião - foram à final para enfrentar a Bélgica, naquele que era o primeiro jogo oficial entre clube e seleção da federação [embora o Cosmos já tivesse, por muito tempo, representado os Estados Unidos em competições de seleções, entretanto, o time nova-iorquino jogava pela Liga de Seleções, ao contrário de PSG e Chelsea, que jogavam as Olimpíadas pela Liga de Clubes, ou seja, os pontos inerentes das partidas sendo computados para a respectiva Liga na qual o time está filiado, assim como a seleção nacional da Bélgica tinha seus pontos computados para a Liga de Seleções]. E, nesse embate entre Chelsea e Bélgica, entre clube e seleção, que valia o ouro olímpico, deu seleção, a Bélgica venceu por 5x3 e papou a golden-medal, assim, voltava ao topo de um pódium após 23 anos, desde a Copa Bicentnário da Alemanha em 1986, que tinha sido a competição de estréia dos belgas na ocasião. A vitória belga deixou os ingleses do Chelsea com a prata, e a França do PSG - anfitriã olímpica - com o bronze e, apesar do último lugar, o consolo de ter tido o artilheiro olímpico, Jérôme Rothen com cinco gols marcados.

Em paralelo as Olimpíadas, se iniciava após muita expectativa, a III Copa dos Campeões, a competição que encerrava o VI Grand Slam. Duas seleções ainda brigavam com chances de terminar a Corrida dos Campeões na frente e, consequentemente, vencendo o slam: Itália - campeã mundial -, e Brasil - campeão da Copa Rocca. Antes da competição começar, o Brasil estava na frente da Itália na pontuação dos campeões, de modo que só precisaria de um fracasso italiano para vencer o Grand Slam, para a Itália, só o título lhe garantiria a conquista de seu terceiro Slam. Mas o campeonato contava com outras campeãs - todas querendo ficar com o título e atrapalhar os planos tanto de Brasil como da Itália -, um total de nove, todas as campeãs das disputas desde 2004 e a grande novidade no hall dos grandes vencedores era a jovem Korea, a campeã asiática. Outra sensação do evento era a Holanda, a última à classicar-se para a Copa dos Campeões, que tentava a sua terceira conquista em sequência. A primeira fase da disputa foi apenas uma pequena filtragem, na qual três das noves seleções foram "peneiradas" e eliminadas, dentre as quais a jovem Korea e a Alemanha, a grande decepção do campeonato. Na 2ª fase, Brasil, Itália, Holanda, Argentina (que sediava a copa), Uruguai e Estados Unidos brigaram entre si por duas vagas na decisão final em disputa de pontos-corridos.

Brasil, Itália e Holanda, os três times resinados que disputavam a 2ª fase da Copa dos Campeões, dominaram amplamente as ações e brigaram pelas duas vagas na final do campeonato. Especialista em pontos-corridos, o Brasil se classificou à decisão batendo a Itália por 6x3. A Holanda sucumbiu diante do Uruguai, sofrendo a vingança do time do Prata pela derrota humilhante na final da III Copa Intercontinental disputada pouco antes, em uma partida que valeu a 3ª posição na colocação final do evento. O resultado da Holanda favoreceu a Itália que, mesmo derrotada pelo Brasil, avançou às finais para tentar sua revanche contra o time canarinho. O título foi disputado em duas partidas, ambas em Buenos Aires, capital do país detentor do "porto mais chamoso do mundo" - os Porteños -, a Argentina.

Nas duas partidas finais, tudo estava em jogo entre os dois selecionados: o título de campeão dos campeões - e a Itália buscava o bi, enquanto o Brasil tentava conquista inédita -, o fim da Corrida dos Campeões - que valeria o título do VI Grand Slam para o vencedor; também em jogo, o título do Circuito Mundial - que englobava Copa do Mundo, Rocca, Intercontinental e a Copa dos Campeões - e, para o time canarinho, valia também o título antecipado do Circuito Master. Foram duas partidas para se saber qual seria a seleção super-campeã no encerramento do Grand Slam, mas nem precisava. O Brasil praticamente matou a disputa vencendo a primeira partida por 6x3, ainda, o time canarinho registrou seu milésimo gol no jogo, se juntando à Alemanha entre as únicas seleções à ultrapassarem a marca dos mil gols. No segundo jogo, o time canarinho só explorou o nervosismo do time italiano, que precisava devolver o resultado, e goleou ainda mais: 7x2, fechando o placar agregado das finais em humilhantes 13x5.

Fechava-se, dessa forma, de glória total para a nação brasileira, o VI Grand Slam da FIFME, um disputa que levou quase cinco anos para ser completada (de 2004 à 2009), e Coroava o Brasil como grande campeão, e vindo com um título nunca antes tão bem intitulado para a ocasião - Campeão dos Campeões -, campeão da nova era da contemporaneidade da FIFME. Ronaldo Nazari, camisa 9 do time brasileiro, ficou com a artilharia da Copa dos Campeões com 14 gols marcados e foi a cereja do bolo da festa na grande vitória do time brasileiro. Foi uma glória que, disseram os criticos, só ficou atrás da holandesa, quando a laranja sagrou-se bi-campeão do mundo e bi-campeã da Copa Rocca no II Grand Slam, desde então ninguém vencia o slam de forma tão explendorosa como o fazia o Brasil.

Para celebrar o fim do VI Grand Slam e brindar o início da sétima edição que se iniciaria na sequência, a FIFME deu procedimento à um novo torneio, a Master Cup. A competição reunia somente as seleções que já haviam vencido uma das seis edições da corrida dos campeões, as quatro grandes forças da história até aquele momento - Alemanha, Holanda, Itália e Brasil - e tanto valia quanto encerrava o Circuito Master de disputas da federação. Foi nessa ocasião que foi publicado o Ranking da Corrida dos Campeões, que englobava a pontuação dos campeões em todos os campeonatos de todos os slams. A Holanda aparecia afrente da corrida naquele momento (uma liderança que vinha desde a conquista do II Grand Slam) e, como ainda era considerada a campeã mais explendorosa, o país teve a honra de sediar a copa que reunia o G4 da FIFME - as seleções super-campeãs de todos os tempos. Em casa, a Laranja fez às honras e se classificou para final após ficar em primeiro lugar na fase classificatória do evento, entretanto, do outro lado do campo estava o Brasil, que vinha no embalo da conquista da Copa dos Campeões e acabara de vencer o último slam. Com uma vitória de 4x3 sob os olhos da torcida no Amsterdã Arena, o time canarinho faturava o título da copa e o circuito Master com um perfect!, ou seja, vencendo os quatro campeonatos que compunham o circuito (Mundialito, Top 16 World Cup, Copa dos Campeões e Master Cup), mais um feito para o currículo da nação tropicália. A Holanda teve que se contentar em ficar com vice e o artilheiro da competição, Cruijff (nº 14), que o foi master scorer dos masters com 11 gols marcados.

A Expansão da Liga de Beach Soccer

Seguindo os moldes do Grand Slam, tanto de seleções quanto de clubes, e os dos circuitos de disputas do futsal, a Liga de Beach Soccer também apresentou três circuitos de disputas: Brasileiro, Interclubes e Internacional. O circuito Brasileiro reúniria as disputas entre clubes brasileiros, incluindo as já disputadas Copa Sul-Brasileira (vencida pelo Matsubara) e o Torneio de Verão (vencido pelo Corinthians). O circuito Interclubes incluiria disputas de clubes mundo afora e entre clubes internacionalmente. Por fim, o circuito Internacional incluiria todas as disputas entre seleções, incluindo as duas Copas Latinas já realizadas e as edições para futebol de praia da Copa Intertoto, culminando na disputa da Copa do Mundo de Beach Soccer.

As primeiras disputas realizadas foram duas que há muito já estavam pendentes para serem jogadas, a Copa Frandian - reunindo os botões da marca Frandian - e a Copa Intertoto - com as seleções profissionais resinadas da FIFME. Jogando em casa, na cidade de Maranello, a Itália mostrou sua força entre os botões Frandian, batendo, inclusive, o time pró do Barcelona - que tinha melhor campanha até então - na final pela contagem mínima. Ainda, Roberto Baggio (nº 10), com 7 gols, foi o artilheiro da disputa. Na Copa Intertoto, o Brasil fez ótima campanha na 1ª fase, mas sucumbiu à Holanda na final (5x2) frente a torcida em Amsterdã e, apesar de ter tido o melhor ataque (13 gols) e o artilheiro da competição, Kléberson (nº 15) com 4 gols, acabou com o vice-campeonato. A Holanda chegou a sua primeira conquista em sua primeira disputa na areia. Já a Itália, chegava a sua segunda conquista praiana, assim, ambas seleções passaram a liderar o Ranking de Títulos de Beach Soccer que a federação lançou na ocasião.

Mas o troco canarinho não demorou à vir. A disputa da II Copa Intertoto veio logo em seguida e, com a inclusão da novo botão profissional de Portugal na Liga de Praia, a fórmula da disputa foi em pontos-corridos - aquela que melhor agrada aos brasileiros. Jogando em casa, na praia de Copacabana, o Brasil começou vingando-se da Holanda na partida de abertura (6x3) e venceu seus três jogos subsequêntes chegando à sua primeira conquista na areia. Mais uma vez, o time verde-amarelo terminou com o melhor handcap da disputa, com o ataque mais positivo, 18 gols, e o artilheiro, Ronaldo Nazari (nº 9), com oito gols em quatro jogos.

No âmbito de clubes, duas competições tomaram corpo, ambas válidas como classificatórias para as disputas internacionais interclubes de areia. Na Espanha, foi realizada a Taça La Pirraya - desafio melhor de três partidas entre Barcelona e Real Madrid. No Brasil, nas frias areias de Torres (RS), teve palco a Taça Brasil, competição na qual novos times brasileiros apareceram e outros se despediram. Com o fato de a Liga de Praia estar crescendo, vários times brasileiros manisfetaram interesse em participar das competições de areia. O primeiro deles foi o Flamengo, que reivindicou o inativo botão da Seleção Mu, vestiu seu uniforme e se inscreveu na liga. Já com a Taça Brasil em andamento, Vasco da Gama e Palmeiras reivindicaram os botões semi-resinados (Oficina) que estavam com os times do Íbis e Matsubara respectivamente. Assim, o Íbis, que havia jogado e perdido para o Botafogo (4x3), fez sua despedida das praias, enquanto o Matsubara sequer chegou a estreiar. Mas, tanto Íbis quanto Matsubara, foram agraciados com novas lentes para continuarem a escrever a sua tragetória nas quadras, já que ambas equipes também integravam a Liga de Futsal.

Com a bola pingando na areia, o Corinthians ficou com a Taça Brasil ao vencer o duelo na final no derby contra o Palmeiras (6x1), chegando à sua segunda conquista na areia em duas competições disputadas - ainda que prematuramente, o Timão começava a escrever uma nova hegemonia em âmbito nacional através das competições de praia - e, ainda, registrando Marcelinho Carioca (nº 7), como goleador da competição com nove tentos marcados. Na Taça La Pirraya, o Real Madrid humilhou o Barcelona, vencendo as três partidas do desafio com um placar agregado de 18x10. Para completar a festa, Michael Owen (nº 11), do time madrileno, foi o artilheiro máximo da disputa com oito gols.

Outra competição que voltou à tona para realizar a sua terceira e última edição foi aquela que fora a primeira da história do Beach Soccer, a III Copa Latina, sediada pela Argentina em arena montada no estádio Monumental de Nuñes. Na competição, Argentina e Itália brigavam pelo bi, a anfitriã conseguiu avançar à final, a Azurra terminou em último lugar. Mas a sensação do evento foi a seleção de Portugal, que era a nova força profissional do momento, tinha o melhor ataque e o artilheiro da competição, Maniche (nº 7) - que acabou a disputa com nove gols marcados -, e chegou à final depois de golear todo mundo na 1ª fase, inclusive a própria Argentina, sendo considerada grande favorito à conquista da taça. Disputada em dois jogos, o time luso ainda largou na frente vencendo a primeira partida das finais. Na finalíssima, entretanto, ao invés de o técnico português pôr para jogar o time que vinha dando show na "praia" argentina, Felipoom Burrolaris escalou um time com seis zagueiros e um atacante isolado afrente. A tática seria garantir a vantagem obtida na primeira partida, e até que deu certo até o início do terceiro tempo do jogo quando, em um momento de sonolênscia lusa, a Argentina virou a partida em um piscar de olhos. Inflamado pela torcida, o time da casa passou a jogar muito, marcou mais um, dois e, quando o tempo já expirava, marcou um gol de rebote da trave que deixou o goleiro de Portugal sentado comendo areia. A Argentina vencia por incríveis 7x3 em uma virada sensacional e garantia o título no saldo de gols, com direito à vingança - na bola - ao adversário e tudo. Festa total na Arena dentro do Monumental. O selecionado porteño conquistava a última e a sua segunda Copa Latina, ficando em definitivo com a taça desta pioneira disputa de areia. Era a vitória que a AFA precisava para requisitar a inscrição de um time profissional na Liga de Praia, mas isto ainda é outra história.

Antes que as disputas internacionais interclubes tivessem o seu início, teve lugar o primeiro grande campeonato europeu de praia até então realizado, a Eurocopa Interclubes de Areia, competição que qualificava o campeão para o Mundial Interclubes - a mais importante competição de clubes de praia - que fora criada na ocasião. Nesta competição, duas equipes européias fizeram sua primeira aparição na areia, o Manchester City, e o Porto - time português que acabara de se inscrever na liga de praia na ocasião. O time português jogava em casa, nas areias da famosa praia de Nazaré, mas não classificou-se para a final da disputa. Chegaram à decisão, Barça - que despachou o Real Madrid em revanche pela derrota na Taça La Pirraya - e, justamente, o estreante City. E o time inglês provou que para ter técnica na areia não é preciso ter boas praias no país, e acabou vencendo de forma meritocrática o campeonato no qual, em todo seu decorrer, demonstrou superioridade, tanto que terminou com o melhor ataque (22 gols) e dois dos três artilheiros da competição, Robinho (nº 10) e (nº 14) que, ao lado de Larsson do Barcelona (nº 7), anotaram sete gols cada na artilharia máxima do evento europeu. Era o primeiro título do City, tanto na praia quanto na FIFME, e a garantia da participação do time inglês de Robinho, Elano, Jô e cia no mundial interclubes.

Neste momento, quando surgiam novas equipes na Liga de Praia, o Porto e o novo combinado profissional da Eurásia - que surgiu em meio à criação de diversas outras seleções combinadas feitas com 40 botões de reservas criados para as mais antigas seleções da federação -, a FIFME resolveu estender a criação do circuito de marcas do futsal para as disputas de areia, inclusive pelo fato de que já tinho sido criada e disputada a Copa Frandian, vencida pela Itália (veja acima). Assim, foi criado o Circuito de Marcas de Areia, a composição desse circuito, entretanto, deu-se de forma peculiar. Ao invés de se realizarem vários novos campeonatos para abranger todas as marcas de botões que compunham a liga de praia na ocasião, a federação reconheceu e agrupou vários desafios entre marcas que já vinham sendo disputados de forma aleatória e, dessa forma, montou o circuito com cinco novas competições: Desafio Oficina do Botão, Desafio Versus Klopf, Craques Challange, Desafio Brasileiro Edú Botões e Copa Edú Botões, ainda, no final do circuito ficava prevista uma disputa, com status de campeonato, de âmbito inter-marcas. Dois desses desafios reconhecidos, eram disputas de marcas com apenas dois botões (ou com botões que mudaram de estampa), e foram rapidamente finalizados, assim, o Vasco da Gama foi o vencedor do Desafio Oficina do Botão e o São Caetano ficou com o Craques Challange.

A III Copa Intertoto de Beach Soccer, última competição de praia que elvovia as seleções da Liga Profissional, foi disputada em paralelo ao Desafio Versus Klopf, no qual o Real Madrid - time pró sem marca - desbancou Portugal e Manchester City, times que defendiam a marca que dava título ao desafio, e ficou com a taça. A novidade na terceira edição da Intertoto foi a participação da Eurásia, que, das quadras (veja abaixo), debutava na areia, mas logo foi eliminada pelo Brasil nas quartas-de-final, já que o formato da disputa foi de chaves eliminatórias em jogos de ida e volta, com as equipes mandando uma das partidas em casa. Além do Brasil, Portugal, Alemanha e Holanda avançaram às semifinais. Além de ser em chaves eliminatórias, outra característica desta disputa foi a ausência do saldo de gols como critério de desempate, tal detalhe favoreceu com que ambas semifinais fossem decididas nas penalidades máximas. Dessa forma, o Brasil acabou eliminado pela Holanda nas areias de Copacabana e Portugal deu adeus ao título mesmo após golear a Alemanha no tempo regulamentar no Estádio do Dragão. Na final - disputada em um play off de três partidas -, além do título, valia a supremacia na areia para ambas equipes, velhas rivais, a final foi encarada com toda a expectativa de um verdadeira batalha, o "encontro do ódio", como passava a se intitular o velho clássico entre Holanda e Alemanha. Cada país venceu sua partida em casa, e a decisão foi para o terceiro e último jogo em Mungello na Itália, local onde, antes da finalíssima, o Brasil estabeleceu a maior goleada até então registrada no beach soccer: 12x3 sobre Portugal na decisão do 3º lugar. Com a bola na areia italiana, a Alemanha se impôs sobre a laranja e papou seu primeiro título de praia, se colocando afrente no ranking da categoria e impedindo a Holanda de se vânguloriar como a maior campeã entre as equipes profissionais da federação - da nova Liga profissional que se formava e se consolidava com a disputa da Intertoto em todas suas edições. Em seis edições da Intertoto, entre praia e quadra, a Alemanha ficava com duas (uma em cada categoria), assim como a Holanda, Brasil e Itália com uma cada, respectivamente na praia e quadra. Cruijff, o "novo Krol" holandês, foi o artilheiro da competição com 14 gols, único consolo para a laranja, derrotada por seu maior rival.

O Campeonato Brasileiro de Beach Soccer foi a competição que encerrou o Circuito Nacional de disputas de praias. Para o Brasileirão, a liga de areia contou com a participação do mais novo time profissional da FIFME, o Fluminense, da marca Edú Botões e com uma escalação exclusiva. O time chegava com a obrigação de se colocacar como nova força à fazer frente ao Corinthians, maior força da areia tupiniquim do momento. Assim, Flu e Timão entraram na disputa nacional como favoritos ao título. A adição do Fluminense também deu andamento à dois outros desafios do circuito de marcas, o Desafio Brasileiro Edú Botões, cujo título foi para o Palmeiras - botão da Edú que não mais fazia parte da federação - favorecido de uma vitória do Corinthians sobre o Fluminense, uma partida que valeu simultâneamente por outro campeonato, a Copa Edú Botões e que, além de dar o título ao verdão no Desafio Brasileiro, classificou o Porto para a decisão desta outra disputa. Na final, o Porto sucumbiu diante da Alemanha - vencedora do triangular contra Brasil e Holanda -, que vinha embalada da conquista da III Copa Intertoto e, com facilidade, chegou à mais uma conquista na areia. O consolo do Corinthians, fora da decisão em ambos desafios da Edú's, foi ter Marcelinho Carioca como artilheiro máximo nas duas competições. Mas, voltando ao Brasileirão, as únicas surpresas foram as classificações de São Caetano e Vasco da Gama para as semifinais, no mais, apenas se confirmaram o favoritsmo de Corinthians e Fluminense, que avançaram às finais. O Flu ainda sofreu um pouco para chegar à decisão, só passando pelo Vasco na semifinal após dramática decisão nos penaltis. Na final, disputada em Itacaré na Bahia, o Corinthians impôs sua maior tarimba na areia e venceu com tranquilidade a partida, goleando o Fluminense por 6x2. Era a terceira conquista corinthiana na areia e, sem contar os desafios da Edú, a terceira em sequência de forma invicta. Marcelinho Carioca foi, pela quinta vez, o artilheiro do campeonato estabelecendo record de gols - 15 - e recebendo a honra de ser o maior goleador das areias até então. Assim, o Timão estabelecia uma hegemonia, que vinha das quadras, no âmbito nacional de praia, e partia para tentar vôos internacionais, na Copa Interclubes, e no Mundial Interclubes, competição que acabara de se qualificar com a conquista do Campeonato Brasileiro.

Terminado o Circuito Brasileiro, as disputas de areia alargaram-se para o âmbito internacional, tanto de clubes, com a realização da Copa Interclubes de Beach Soccer, como dentre países, através da Copa da Europa de Beach Soccer, que tiveram curso em Dezembro de 2009.

A Copa Interclubes reuniu os quatro times brasileiros melhores colocados na Taça Brasil e os quatro times europeus inscritos na Liga de Praia, dentre os participantes, largaram como cabeças-de-chave, os times que vinham ganhando os principais campeonatos da areia até o momento: Corinthians, campeão da Taça Brasil; o campeão europeu Manchester City e o Real Madrid, campeão local do país sede, Espanha e sua belíssima praia de Mundaka. E, para dar mais valor à disputa, ela valia a última vaga para o Mundial Interclubes de Beach Soccer, a mais importante competição que encerraria a temporada de clubes ainda naquele mesmo ano. Os times locais decepcionaram, o Barça foi eliminado pelo Timão, que avançou às semis onde bateu o inglês City. O Madrid acabou perdendo para o Botafogo - a grande surpresa do evento - na outra semi, e a final en la playa de España, acabou sendo brasileira e alvi-negra. À excessão da partida na qual o Real Madrid (o melhor ataque da competição com 18 gols) goleou o fraco Brasil de Pelotas por 9x3 nas quartas-de-finais, todas as partidas do campeonato foram muito equilibradas, inclusive a grande final entre Corinthians e Botafogo, que acabou decidida somente no último lance do terceiro-tempo em favor do time paulista, 5x4, com um golaço de Vampeta aproveitando uma sobra da trave. O Corinthians, que já tinha três títulos de areia no âmbito nacional, chegava a sua primeira conquista internacional, e já começava um temor do clube estabelecer nas praias, a mesma soberania que possuia no salão, o que, em termos de títulos, já se tornava um fato. Marcelinho Carioca, o pé-de-anjo corinthiano, foi novamente o artilheiro da competição, aumentando ainda mais o seu record na areia, mas teve a compania de Cristiano Ronaldo, camisa 9 do Real Madrid, com o número máximo de gols marcados, 9 cada. O Corinthians já estava classificado para o mundial interclubes, e a última vaga do mundial acabou ficando com o Fogão que, assim, também tinha a chance de trazer o título do mundial para o Brasil.

A Copa da Europa de Beach Soccer foi uma competição que, apesar de curta (um play-off de 6 jogos), teve, como qualquer outra sob chancela da UEFA, um alto status, fazendo parte da Corrida dos Campeões, o Grand Slam da modalidade. Portugal, que vivia um bom momento com seu time pró comandado por Cristiano Ronaldo, não deu espaço para as tradicionais forças do continente ficarem com a taça. Bateu Alemanha - anfitriã do evento -, Itália e Holanda na final, conquistando finalmente o seu primeiro título de areia, aquele que havia escapado na final perdida em uma vexatória virada da Argentina na III Copa Latina - um trauma que Portugal ansiava superar. Hélder Postiga, camisa 11 luso, foi o artilheiro isolado da competição com 6 gols, ratificando a força de Portugal para as novas competições litorâneas que o time se qualificava com o carimbo obtido no passaporte através do título europeu. Competições as quais teriam curso apenas na temporada seguinte, a do ano de 2010 que se aproximava.

A competição que encerrou, enfim, a longa temporada de praia de 2009 - a maior da Liga até então - foi o Mundial Interclubes de Beach Soccer, campeonato que contou com Real Madrid, Manchester City, Corinthians e Botafogo, e teve palco as calorosas praias da Cidade Maravilhosa, litoral fluminense da costa brasileira. A fórmula estava preparada para uma final com festa brasileira entre Timão e Fogão, entretanto, o script acabou não sendo seguido. Em uma partida tida como a mais "equilibrada de todos os tempos" das praias, e que, dessa forma, acabou somente sendo decidida no desempante dos penaltis, o Real Madrid acabou com a sequência de vitórias do Corinthians, e avançou para a final do mundial. Na outra partida semi, o rótulo foi de uma das "piores partidas de todos os tempos", que não foi à altura do evento que se desenrolava, sem gols nas duas etapas iniciais e terminando com apenas 3 tentos e, pior para a torcida local, o City deixou os foguenses frustrados - e ficaram mais ainda depois de perder o 3º lugar para o Corinthians - e se qualificou para fazer uma final européia em Copacabana. A final foi emocionante. O City comandou o placar da partida durante os três tempos, caminhava para ratificar a vitória que impora ao Real na ocasião em que se sagrou campeão europeu interclubes, mas vacilou e deixou o Madrid empatar em dois descuidos defensivos nos segundos finais e o jogo foi para a prorrogação.

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Com a sobrevida inesperada, o time madrileno não bobeou e goleou os ingleses no tempo-extra, fechando o alto placar da final em 10x6. Foi o primeiro título do Real Madrid na praia, e logo o maior de todos vindo de forma sensacional, após duas vitórias épicas, colocando o time espanhol no hall de maior campeão interclubes da Liga Profissional até aquele momento. Marcelinho Carioca foi o consolo corinthiano no mundial, mais uma vez artilheiro máximo com 8 gols marcados.

Era o encerramento da temporada praiana de 2009, e a conclusão do Circuito Interclubes da modalidade, o Timão, apesar do fracasso no mundial, fechou o ano com o award de Campeão da Temporada - o segundo da equipe -, e o campeão mundial Real Madrid ficou com o award do Circuito Internacional Interclubes.

As Disputas finais do Grand Slam de Clubes

A primeira disputa de clubes válida pelo Grand Slam aconteceu ainda em paralelo à realização da Copa da Liga Inglesa, foi a Copa CONCACAF, campeonato sediado nos Estados Unidos que reuniu o Cosmos - clube mais tradicional da história - , duas equipes do México além do convidado Kashima Antlers do Japão. Apesar de ser a disputa de menor importância dentre as que compunham o Grand Slam de Clubes, a CONCACAF foi vital para definir os representantes norte-americanos nas demais competições internacionais interclubes. Torneio curto, o título foi decicido entre Cosmos e Pumas, as duas equipes que, cada uma, assim, se classificavam para diferentes competições, respectivamente: Mundial Interclubes e Copa do Mundo; Copa Sul-Americana e Copa do Mundo. A taça da Copa em si ficou com o time da casa, o Cosmos - aquele que não se esquece, o primeiro -, que veio com a vitória na final no Giants Stadium por 3x2. Com Wynalda (nº 11), o time nova-iorquino ainda dividiu a artilharia do certame com José Luis Lópes (nº 11) do Pumas, com ambos marcando cinco gols cada.

Na sequência, vieram as duas competições continentais cosideradas as de segundo escalão da América e da Europa, a Copa Sul-Americana e a Copa UEFA, mas que, apesar do rótulo, distribuiam boa pontuação ao campeão e ainda eram classificatórias para diversos outros campeonatos mais importantes do circuito internacional, de modo que todos os participantes, e o próprio público, estavam de olho nas boas perspectivas que se apresentavam em ambas competições que foram disputadas simultaneamente. Antes porém, para que se criasse um parâmetro de comparação ao término da disputa do Grand Slam que se iniciava, foi criado e publicado o Ranking Internacional de Clubes, equivalente ao Ranking das Copas de seleções, e que engloba somente os campeonatos internacionais inter-clubes. Na liderança apareceu a Roma, campeã dos dois únicos campeonatos internacionais anteriormente realizados, o Campeonato Internacional e o Torneio Ramon Carranza. Como também englobou a Copa CONCACAF que acabara de encerrar, o Cosmos apareceu em 2º lugar seguido pelo Barcelona.

A Copa Sul-Americana teve a estréia de novos clubes, o Olímpia do Paraguai e o Once Caldas do Peru. Dos dois, o time peruano foi melhor, mas ambos fracassaram na tentativa de chegar ao título e sequer se classificaram entre os quatro primeiros colocados. Dominaram a competição, os brasileiros Vasco e Internacional, o tradicional Peñarol do Uruguai e o campeão da Copa da Argentina, o River Plate. No fim, em um campeonato que ficou marcado por disputas amarradas, típicas do futebol sul-americano, com muita catimba e erros de arbitragem, além de dois golden goals em duas das três vitórias do Peñarol sobre o Vasco e nada mais que merecesse um registro histórico, Inter e River chegaram à decisão, tendo o time argentino a vantagem de jogar por um empate após os 30 minutos (jogo+prorrogoção). O Inter não tomou conhecimento da vantagem do rival porteño e ganhou facilmente a decisão, 4x1, conquistou seu primeiro título - e logo um internacional, como o seu nome prega - e se fez presente na Corrida dos Campeões de Clubes, garantindo participação em novas disputas válidas pela busca da conquista do Grand Slam, inclusive na tão sonhada Copa do Mundo de Clubes. Para abrilhantar um pouco mais a glória do Colorado, o centro-avante Nilmar (nº 9) ainda ficou com a artilharia da Sul-Americana com sete gols marcados.

A Copa UEFA contou com novas forças do futebol europeu, dois deles, acabaram se encontrando três vezes no decorrer do campeonato: Paris Saint German da França e Estrela Vermelha da Sérvia. Nesses embates, duas vitórias do PSG e uma do Estrela, aconteceu a maior goleada do certame - e maior da temporada do ano de 2009 até então - 8x2 para o PSG, e um duelo de artilheiros no qual o vencedor, Jérôme Rothen, camisa nº 9 do time francês, registrou não só a artilharia do certame europeu, mas colocou seu nome no hall dos Chuteiras de Ouro entre os dez maiores goleadores da FIFME de todos os campeonatos já disputados, seja de seleções ou clubes, com 13 gols marcados em seis jogos - fantástico. Apesar dessa primeira bela aparição no campos, Estrela Vermelha e PSG terminaram a competição com a medalha de bronze e platina respectivamente. Outro time estreante, que fez uma participação mais discreta, foi o Lokomotiv de Moscow. Já com relação ao filet mignon do campeonato, a decisão do título, esta foi entre o Bayern de Munique em surpreendente campanha de recuperação, e o Barcelona que, com uma participação perfeita, à altura do botão pró que leva o escudo catalão - quatro fáceis vitórias em quatro jogos -, venceu a final (5x3) e chegou à inédita conquista, galgando, também, as vagas para as disputas internacionais subsequêntes, a Copa dos campeões da Europa e a Copa do Mundo. A grande decepção da Copa UEFA foi o Chelsea - detentor da Tríplice Coroa Real britânica - tido como o grande favorito à conquista antes da competição se iniciar, mas que acabou sendo eliminado de forma decepecionantemente vexatória com duas derrotas seguidas. A campanha dos Blues só não foi tão péssima quanto à do Verona - o vice-campeão di calcio -; mais que perder dois jogos, o time italiano saiu da competição sem sequer balançar as redes uma única vez: vergonha!

Enfim, com a definição dos campeões das Copa Sul-Americana e da Copa UEFA, a FIFME entrou em um momento de várias disputas entre campeões. Na Liga de Seleções se disputava a III Copa dos Campeões (veja acima) e, pela Liga de Clubes, se iniciavam simultaneamente, a Copa dos Campeões da Europa e a Copa FIFME Libertadores - esta última não levava a palavra "campeão" no título, mas era, na prática, o campeonato que reunia os clubes campeões da América. As duas competições foram de altíssimo nível técnico, records e mais records - no âmbito das disputas interclubes - foram batidos, mas, apesar disso, o resultado final deixou a impressão que ambas competições se trataram, na verdade, de um jogo de cartas marcadas. Não houveram zebras, na Copa tida como o maior campeonato interclubes dentre todos - a famosa Champion's -, a Internazionale seguiu a trilha de crise que assolava o futebol italiano e segurou a lanterna do certame, Barcelona e Real Madrid fizeram clássico local para ver quem ia postular o direito de desafiar o Chelsea - os Blues que, apesar de terem naufragado na Copa UEFA, eram os francos favoritos ao título europeu. Sem sequer dar algum susto à sua torcida, o time inglês ficou com o título com sobras, dando show, nem precisou ir a finalíssima para ser campeão, faturou os dois turnos do campeonato alternando vitórias sobre Barça e Madrid e faturou a taça, isto e mais as incríveis lavadas que aplicou até chegar ao título - igualou o record de maior goleada no campo Monumental: 9x1 sobre a Inter (com a Holanda sobre a França na VI Copa Rocca) -, o marfinês Didie Drogba, camisa 20, fez 18 gols ao todo e lançou seu nome ao terceiro posto no hall dos chuteiras-de-ouro da FIFME, deixando para trás ninguém menos que Pelé. Foi um conquista quase perfeita, à excessão de uma derrota para o Real, não há nada mais que se possa dizer da glória do Chelsea, a não ser entender que ela foi assombrosa!

Enquanto isso, na Libertadores, o Botafogo fazia as vezes do favorito e também faturou o título com extrema facilidade, apesar disso, a conquista foi um pouco mais dura, vindo somente na partida finalíssima. O Fogão aproveitou a tabela do que lhe favorecia no 1º turno e, depois de humilhar o Internacional na disputa pela primeira vaga na decisão final - 8x2 - não conseguiu mantér o ritmo no returno e teve que esperar seu adversário na briga final pelo título. E o adversário foi o time argentino do River Plate, que bateu o Cosmos na decisão do 2º turno. Na final, o River - que entrara no campeonato como vice da Sul-Americana - não foi páreo para campeão brasileiro, com Arlindo, centro-avante camisa 9, sagrando-se artilheiro da competição com 14 gols, o Botafogo expandia o seu jugo para totalidade do novo mundo, sagrando-se o grande campeão da América. 2009, de fato, era o ano do Fogão - e ele não tinha acabado ainda...

Definidos os campeões europeu e americano, chegava o momento de confrontá-los na Copa FIFME Mundial Interclubes - a competição de clubes correspondente à Copa Intercontinental da Liga de Seleções - disputada no Japão. Porém, antes de se enfrentarem, Chelsea e Botafogo teriam que passar pela fase semifinal, que contava com a presença do Cosmos - campeão da CONCACAF - e o Kashima Antlers que representava o país sede - espaço aberto para que uma zebra pudesse se interpor ao grande clássico mundial. E ela quase estragou a festa, por muito pouco o Botafogo não acabou eliminado pelo Cosmos, tomando uma virada incrível do time norte-americano após estar vencendo por 4x0, por sorte Arlindo salvou a pátria botafoguense com um gol no último minuto e, na morte súbida, a estrela solitária se classificou para a grande final de Tókio com um dramático golden goal. Já o Chelsea não teve problemas para golear o time japonês e, como de costume, chegou à decisão com uma cotação favorável de 2/1 nas casas de apostas londrinas. A final foi nervosa e equilibrada, mantendo-se empatada até a quinta parte final da partida, momento em que o Botafogo marcou três gols e matou o jogo, fechando o placar em 5x2, ficando com o título de Campeão Mundial. Era a consagração total da nação de General Severiano, o mundo pegava fogo, e Coroava um ano mágico para a estrela solitária - de campeão carioca de futsal à campeão do mundo, passando pela brilhante conquista do campeonato nacional. O momento era de total domínio botafoguense no cenário mundial, com o time assumindo a liderança da corrida dos campeões e pleiteando o título do Grand Slam de Clubes. Mas ainda tinha um último desafio, a Copa do Mundo de Clubes, a disputa derradeira do circuito mundial, na qual a prova final para vitória total no cenário internacional iria ter o seu desfecho. Mais uma vez Arlindo, o goleador alvi-negro, foi o artilheiro máximo da competição com cinco gols anotados. Ao Chelsea, que remoía inveja do Fogo e o desejo de vingança, e também às demais agremiações que haviam fracassado em chegar ao Mundial Interclubes - Real Madrid, Barcelona, Internacional e, inclusive, o Cosmos - restava esperar o início da Copa do Mundo, a última chance para tentar sentir o sabor do triunfo o qual era, naquele momento, degustado pela nação fluminense do Botafogo.

Enfim, para encerrar com chave-de-ouro a primeira corrida dos campeões interclubes, o I Grand Slam, chegava a hora da realização daquela que havia sido programada para ser - e foi - a mais importante competição de clubes até então realizada, a Copa do Mundo, à começar pela distribuição de pontos record aos três primeiros colocados e ao nível técnico das equipes participantes. À excessão de Cosmos, o representante local (os Estados Unidos foram escolhidos o país sede por terem sido a nação que mais fomentara as disputas interclubes nos primórdios da liga, além de ter no time do Cosmos, o clube mais antigo da federação), e Pumas, que se classificara para o mundial como vice-campeão da Copa CONCACAF (o Cosmos foi o campeão), os demais seis times que completaram a tabela eram grandes forças vencedoras dos campeonatos mais importantes realizados pela FIFME até então. Chelsea - campeão europeu - e Botafogo - campeão mundial - eram os dois maiores favoritos à conquista, entretanto, escreveram histórias diferentes no campeonato, cada um em seu grupo de classificação na primeira fase.

Dividida em dois grupos nos quais quais o campeão de cada um faria a decisão do título mundial, a primeira fase foi dominada pelos times espanhois, que compartilhavam o Grupo "A" com Cosmos e Botafogo, e fizeram um clássico de vida ou morte na última rodada, momento em que o Botafogo já estava eliminado, após ter sofrido duas goleadas frente aos ibéricos, no fim, o time de General Severiano comemorou o 5º lugar no mundial -uma decepção para quem esperava mais do campeão mundial, e, no Grupo B, por Chelsea e Internacional, que não foram incomodados por Roma e Pumas e chegaram a última rodada brigando para chegar à final. Da forma como se configuraram as disputas nos dois grupos, a rodada final foi uma verdadeira semifinal, na qual Barça e Madrid, Blues e Colorado brigavam pela continuidade na busca pelo título. Jogando por um empate contra o Real, o Barcelona comandou o placar até o último minuto do jogo, entretanto, sofreu o empate e a virada veio no último lance, após o término do tempo regulamentar, sucumbindo diante de seu maior rival. Na batalha entre Chelsea e Internacional, os ingleses tinham a vantagem do empate para chegar à decisão, mas venceram de virada no segundo tempo após terem tomado 2x0 logo no início do jogo, assim, Real Madrid e Chelsea fizeram da final da Copa do Mundo um repeteco da final da Copa dos Campeões da Europa.

Depois da partida que definiu o 3º colocado na Copa do Mundo com a vitória do Barça sobre o Inter, Chelsea e Real Madrid entraram em campo no Rose Bow Stadium e, ao contrário de como fora na decisão da Champion's League - goleada e vitória do Chelsea -, a história em campo desta vez foi diferente. O Real Madrid abriu 3x1 no marcador na primeira etapa, caminhando para ficar com título. Entretanto, os Blues endureceram a partida na etapa complementar e chegaram ao empate. O jogo foi, então, para o extra-time, sob muito nervosismo e ansiedade.

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Após o dificil empate obtido pelo Chelsea, a expectativa era de que a virada dos endiabrados english boys iria, com certeza, tomar corpo. E foi no início do segundo tempo que Drogba - sempre ele - fez o gol solitário da prorrogação, único mas suficiente para dar a vitória e o título ao predestinado Chelsea. Os Blues chegavam a maior glória até então sonhada, ficavam com a Copa do Mundo e o título do Grand Slam - ultrapassando o Botafogo no finalzinho da Corrida dos Campeões -, a temporada se encerrava e premiava o clube que, unânimamente, vinha sendo considerado o melhor, mas não mais, pois agora eram os títulos e os números que provavam isso. O Chesea disparava em todos rankings de clubes, estabelecia novos records, se firmando como a maior força já vista na liga desde sua fundação cinco anos antes. Drogba - apontado como maior artilheiro de todos os tempos no âmbito dos clubes - foi o top-scorer da Copa do Mundo com 10 gols, mais uma pequena glória para o, cada vez mais, vasto hall de triunfos do time inglês, o maior entre todos os clubes da federação.

Na sequência da Copa do Mundo, a FIFME realizou um torneio comemorativo de inter-temporada, ou seja, que celebrava o fim do I Grand Slam de Clubes e servia de marco para o pontapé inicial a temporada seguinte, a do II Grand Slam. Realizou-se, então, a Wembley Cup, disputada em Londres, no estádio homônimo à disputa. Participaram do torneio - cuja fórmula era de pontos-corridos turno único: Chelsea - como representante inglês (e campeão da Champion's) -, Barcelona - campeão da Copa UEFA -, e dois clubes convidados, Botafogo - melhor clube não-europeu do Grand Slam - e o estreante time lusitano do Porto, nova força profissional da Edú Botões que já vinha se apresentando na areia, mas que ainda era "virgem" nos gramados fifmianos. E o Porto acabou perdendo sua virgindade em grande estilo, fez sua primeira partida contra o Chelsea, que vinha - invicto - de uma longa excursão comemorativa pela conquista da Copa do Mundo, aproveitando-se do cansado do adversário, fez 3x0 sobre campeão do mundo, na sequência, mesmo perdendo para o Botafogo, os lusos bateram o Barça na rodada final e ficaram o título do torneio, seu primeiro no primeiro disputado, não poderia haver começo com o pé mais direito. Houve um tríplice empate na baixa artilharia máxima registrada no torneio, dividida por Essien do Chelsea (nº 11), Larsson do Barça (nº 7) e Fernando Belluschi do campeão Porto (nº 7) com apenas três gols cada um. Assim, se fechava a primeira grande super-temporada de clubes da FIFME, iniciada em 2005 com a Copa Rio-São Paulo - e o título do Vasco da Gama - e finalizada no torneiro inglês - com o título de outro time "luso", desta vez o Porto -, mas a história já estava pronta para continuar a ser escrita pois, se se encerrava um grande e explendoroso capítulo, um novo já estava armado para ser escrito - em campo - e prometia muito mais emoções que o seu predecessor.

Ainda mesmo antes da Wembley Cup, com a folga que restava no calendário de clubes em 2009, a FIFME passou a realizar alguns torneios que já faziam parte da nova sequência de competições de clubes que se iniciariam a seguir. Simultâneamente, três pequenos torneios foram realizados: Copa do México, U.S.A. Cup e a Sudamerica Football Cup, todos classificatórios para as próximas competições continentais da América que compunham o já incipiente II Grand Slam, o Campeonato Panamericano e a CONCAChampion's League. A Copa do México foi um desafio entre América e Pumas em uma melhor-de-três partidas extremamente equilibrada e vencida por apenas um gol no placar agregado pelo América. O artilheiro chicano foi o paraguaio Cabañas (nº 9) do time campeão. Nos mesmos moldes do torneio mexicano, a U. S. A. Cup desafiou o tradicional N. Y. Cosmos contra o mais novo time norte-americano que se filiava na ocasião, o L. A. Galaxy (da marca Dallas) que tinha no elenco o craque inglês David Beckham. E foi o britânico quem comandou o Galaxy como artilheiro da competição ao título do desafio, que foi bastante equilibrado, decidido somente na terceira partida após dois empates entre as equipes do Tio Sam. Por fim, a Sudamerica Football Cup desafiou três times sul-americanos, Peñarol do Uruguai, Olímpia do Paraguai e Once Caldas da Colômbia. Com mais tarimba em competições domésticas, o Peñarol não teve problemas para conquistar o seu terceiro pequeno torneio, e ainda registrou um record com o artilheiro Sebastián Maz, que anotou 6 gols em um único jogo na goleada de 7x4 sobre o Olímpia, e totalizou 8 ao fim da competição.

A temporada de clubes 2009 já se afastava de seu zênite, entretanto, a bola não parou de rolar até o um festivo amistoso entre os dois Corinthians da federação, o tradicional paulistano e o inglês do Casuals. Ambos comemoraram as últimas conquistas do ano, dois pequenos torneios que já faziam parte da nova temporada seguinte. O Corinthians Paulista, depois de derrotar o rival São Paulo na final, comemorava a conquista do tradicional Torneio Início, festival que anunciava a disputa do II Campeonato Paulista então ainda por vir. Já o inglês Corinthian Casuals celebrava a conquista da Recopa da Inglaterra sobre o badalado Chelsea, no torneio que unificava os três títulos dos blues da temporada inglesa com seus respectivos vice-campeões, entretanto, daquela feita, a taça foi para o Casuals, que fora vice-campeão da Copa da Liga Inglesa e acabou quebrando a hegemonia de vitórias do detentor da Tríplice Coroa inglesa no âmbito do Reino Unido. O amistoso entre "Corinthians", que assim encerrou a temporada 2009, teve vitória do "verdadeiro" - o Paulista - por 6x3, em meio a muita festividade no Parque São Jorge. Teve, também, premiação para os artilheiros de ambos torneios, cada um por seu respectivo "Timão", Rincón (nº 8) com 4 gols pelo paulista e Willians (nº 7) com 6 gols pelo inglês.

O Circuito Metropolitano, de Marcas e o Futsal Internacional

Ainda durante a realização do Campeonato Brasileiro de futsal, naquele que já estava se tornando um dos anos mais movimentados do botão - 2009 - deu-se pontapé à primeira disputa que compunha o Circuito Metropolitano de disputas. Embora envolvesse times do interior paulista, a primeira competição foram os Jogos do Interior Paulista, cujo campeão qualificava-se para participar da Copa Cidade de São Paulo que começaria logo após. Disputado em pontos-corridos, o campeonato envolveu todas as equipes caipiras do estado de São Paulo, tendo como sede a cidade de Campinas. Jogando em casa, tanto Ponte Preta quanto Guarani não desperdiçaram a chance de brigar pelo título e chegaram à partida de encerramento - estratégicamente marcada para a última rodada - para fazer o Derby campineiro tendo em jogo a taça dos Jogos. Em um confronto nervoso, precedido de muita provocação - a partida foi, inclusive, um marco na história do ginásio Xalingão, que passou à abrigar, a partir de tal match, as torcidas uniformizadas da federação - a Ponte Preta foi campeã ao vencer o Derby de virada por 4x3 com um gol de tabelinha no rebote do goleiro no finalzinho da partida - sensacional. O Bugre - vice paulista - amargou mais um fracasso em finais, e teve que aguentar a forte gozação da torcida rival em sua cidade. De qualquer forma, o título premiou merecidamente a macaca, que teve o melhor ataque da competição com 18 gols em quatro partidas, além de mostrar o mais belo futebol em quadra durante o decorrer dos Jogos.

Junto às disputas do circuito metropolitano, a FIFME deu continuidade às competições do Futsal Internacional - que abrangia as disputas de futsal entre seleções da liga principal e da Liga Profissional - com a disputa da III Copa Intertoto que, assim como na praia, realizava sua derradeira disputa com a participação das duas últimas novidades da liga pró, Portugal e Eurásia. A realização desse campeonato se deu em um momento em que a Liga de Futsal investia em sua infra-estrutura, criou uma nova quadra, a Quadra 2 - anexa ao Ginásio Xalingão e específica para futsal. A Intertoto foi a disputa que serviu para testar - e aprovar - a estrutura do, a partir desta ocasião, novo Complexo Xalingão. Com a bola em quadra, a Eurásia foi a grande sensação da disputa, se classificando com folgas para a decisão, deixando várias seleções tradicionais para trás, dentre elas, Brasil, Alemanha - que sediava o evento - e Itália. Mas, apesar do bom futebol, a seleção da maior faixa continental do globo não teve maturidade para se impôr diante da Holanda no momento derradeiro, e acabou com o vice-campeonato ao perder a final por 5x4. A laranja chegou ao seu segundo título nas quadras e à sua segunda Intertoto - a outra fora na areia (1ª edição) - o que colocou o país na liderança do Ranking de Títulos do Futsal Internacional, criado na mesma ocasião. No mesmo embalo foi criado o novo hall de Artilheiros do Futsal Internacional, o que valeu à vice-campeã Eurásia a eternização do nome de seu head-scorer na lista dos maiores goleadores de todos os tempos. E foi o nome de ninguém menos que o lendário Mestre do Kung Fu, Shang Chi (nº 100) - da China -, que marcou nove gols na III Copa Intertoto.

A liderança do novo ranking rendeu também outro feito, de forma até então inédita, a Laranja acumulou a liderança do ranking de títulos nas três categorias do futebol: campo, quadra e areia. E passou-se a se especular que isto corroborava algo que vinha tomando corpo na opinião pública, o fato de a Holanda ser considerada - novamente - o maior time de todos os tempos, inclusive, o melhor da nova geração de botões profissionais resinados e de toda contemporaneidade de disputas da FIFME a partir do ano de 2004. Especulações à parte, as chances para ratificar - ou não - tal condição ainda seriam postas à desafio para o carrossel, mas o registro histórico do feito inédito já era algo que colocava a velha Holanda, mais uma vez, no Livro dos Records da FIFME.

Dando sequência às disputas que valiam pelo circuito metropolitano, chegava a hora dos campeonatos ligados à própria metrópole paulistana, a Copa Cidade de São Paulo e o Campeonato Metropolitano, que tomaram corpo uma em subsequência à outra. A Copa Cidade de São Paulo foi, conforme a opinião pública expressou após o seu término, "sem graça". A única partida emocionante foi, justamente, a abertura. Na qual a Ponte Preta - que participava do evento por ter sido campeã dos Jogos do Interior - quase eliminou o Corinthians, mas acabou eliminada da disputa (que era em eliminatória simples) nas cobranças de penalties. O placar expressou o que foi a partida: 10x8 para o Timão. Depois dessa dura classificação, o Corinhians passeou para mais uma conquista, a de número oito de seu cartel, passando por São Caetano e Portuguesa na final, vencendo as duas partidas pelo placar de 2x0. A vitória também assugurava ao time de Parque São Jorge a conquista antecipada do Circuito Metropolitano com três títulos: a dobradinha no Paulistão (principal e aspirantes) e, naquele momento, a copa da cidade. Era mais um pequeno feito a cimentar mais firmemente a força que o time representava para a futebol de salão da federação.

O Campeonato Metropolitano, esta sim com equipes apenas da metrópole, esta sim apresentando alternativas. Dividada em dois grupos, de um lado se viu Palmeiras e São Paulo brigando por uma vaga na decisão, e deu tricolor que, pela primeira vez, ia à decisão de um título. No outro grupo, a briga foi entre Corinthians e Marítimo, no fim, o Timão deixou escapar a vaga na final em uma derrota para a Lusa - vingança pela derrota na final da copa disputada pouco antes (parágrafo acima) - pior, ainda foi goleado pelo rival alvi-verde na despedida na partida de disputa do 3º lugar. A final, que foi disputada em dois jogos, consagrou o Marítimo - time do goleiro-presidente da FIFME - que já vinha de grandes campanhas em outras disputas, como o 3º lugar no Paulistão, e, finalmente, chegava ao seu primeiro título. Foram duas goleadas sobre o tricolor (7x4 e 6x2) que Coroaram o amador e composto de jogadores sub-17 clube varzeano do Marítimo - um time de colegiais - como o grande campeão da grande metrópole paulsitana.

Simultâneamente ao Campeonato Metropolitano, teve palco a disputa da Copa FIFA de Futsal, última competição que vinha em uma série de homenagens que a FIFME fazia à si mesma, memoriando o antigo nome da federação pelo qual as primeiras disputas da história do botão tinham se iniciado, dessa forma, essa era uma competição que prestigiava a Antiga Liga de Futsal e valia pelo circuito de disputas que datava dessa tradicionalíssima liga - os 16 botões mais antigos das quadras. Dentre as equipes que participaram do campeonato, que seguia o mesmo modelo da Copa FIFA de seleções disputada meses antes, ou seja, era em formato de mata-mata com eliminatória simples, apresentou algumas surpresas. Uma delas foram os antigos times "translúcidos" do Internacional e do Santos - que descobriu-se ser da marca CEI, ainda existente no novo milênio -, renascidos após uma boa lixada, ambos fizeram clássico no fim vencido pelo time praiano que, embalado com a vitória, avançou à final do campeonato. Da mesma forma que fora na disputa anterior - o Metropolitano - o Corinthians esbarrou na Portuguesa nas quartas-de-finais e foi eliminado da competição, a Lusa, por sua vez, foi eliminada pelo Figueirense que, dessa forma, chegava à sua terceira decisão do ano e a segunda em sequência. Acostumado com a atmosfera das decisões, o time da ilha da magia não teve problemas para se impôr sobre o inexperiente em finais time do Santos, mostrando que não à tôa era o vice brasileiro e o campeão da Sul-Minas, venceu a partida, papou sua segunda taça e galgou a vice-liderança no Ranking de Títulos, se postulando como uma das melhores equipes do ano de 2009 e ratificando-se como uma das forças que, vinda da tradicional antiga liga, passava a brilhar na nova liga indoor da era contemporânea fifmiana. E para quem não acreditava ainda na força do Figueira, vale a história registrar o fato de o time sulino ter ganho da toda-poderosa Alemanha pró na partida comemorativa na qual recebeu as faixas pela conquista da Copa FIFA dias após o término da disputa.

O Nascimento da Liga Sub-17

Logo após a Copa FIFA, mais duas competições que haviam sido integradas ao Circuito de Marcas se iniciaram: o Troféu Paraty-Canindé, que reunia os antigos botões da Antiga Liga da marca Canindé adquiridos pela FIFME (na época FIFA) na cidade de Paraty, cerca de 20 anos antes; e a Copa do Rei, disputada pelos cinco botões tidos como os piores de toda a FIFME na ocasião, os da marca Reizinho. No torneio disputado na histórica cidade carioca de Paraty, o Vasco da Gama fez às honras de anfitrião praiano e ficou com o titulo da disputa ao bater o Palmeiras na final - a conquista que escapara na Copa Champion três anos antes, em disputa igualmente válida pelo circuito de marcas, chegava ao time da Cruz Maltina com a marca Canindé. Já na disputa dos piores botões -também disputada no Rio de Janeiro, na cidade de Novo Hamburgo, na fábrica da Reizinho -, o melhor dos piores foi o Comercial de Ribeirão Preto, outro time que chegava à conquista inédita na federação, depois de golear o tradicional América fluminense na final por 7x2.

Antes que essas duas últimas disputas se inicassem - Troféu Paraty-Canindé e Copa do Rei - se especulava que esta seriam as últimas partidas dos botões das marcas Canindé e Reizinho que delas participavam, pois tal botões eram considerados os piores da FIFME. Eram muito pequenos, ruins na marcação e imprecisos no arremate, sempre que jogavam com times de outras marcas, quase sempre perdiam seus jogos, não passavam de grandes zebras quando venciam. Os times eram tão ruins que todas as agremiações que possuiam botões apenas dessas marcas, já vinham há algum tempo adiquirindo novas lentes para que pudessem ser competitivas na Liga de Futsal. Foi durante esses dois torneios que a FIFME percebeu a situação dessas equipes, reparando que todas tinham algo em comum: eram compostas de botões de diâmetro com medida inferior à 32mm, além disso, outros botões da Liga eram de marcas que possuiam tal característica e se compunham de times amadores ou varzeanos. Outro fato que veio à tona neste momento, foi que campeonatos antigos ligados à Antiga Liga de Futsal - o Campeonato de Juniors e o Campeonato Olímpico - haviam sido disputados, na verdade, em forma de futebol de campo, e não futsal, apenas com a diferença de terem sido realizados em um campo menor e com botões amadores (muitos ainda remanescentes daquela época, datada de 1982 à 1984). Juntando todos esses times e esses fatos históricos, a FIFME oficiou a criação de mais uma liga - subordinada à Liga de Futsal (como a Antiga Liga) - que reuniria todos os botões com até 32mm de diâmetro e seria disputada com as regras do futebol de campo em um campo de dimensões pequenas. Nascia assim, a Liga Sub-17 FIFME, inclusive, regida sob particular regulamento, e que integrava clubes brasileiros, além de algumas seleções e clubes internacionais. Além das regras de futebol de campo, outra particularidade da nova liga eram as traves menores e o goleiro das equipes, compostos de caixinhas-de-fósforo - outra tradição dos tempos em que a FIFME, ainda FIFA na época, era comandada por Pedroom que, então, não passava de um botonista sub-17. Dessa forma, as disputas que datavam da época da Antiga Liga de Futsal, prosperavam e tomavam nova forma na contemporaneidade fifmiana sob a nova Liga Sub-17 da federação.

Quando se começava a vislumbrar o fim dos circuitos de disputas de futsal em andamento, a Liga acabava inserindo novas competições nos mesmos e acava alongando-os. Foi assim, mais uma vez, com o Circuito de Marcas, que teve a inclusão de mais duas competições, além de mais um torneio criado na mesma ocasião. A competição de marca foi a Copa SemSang, patrocinada por fornecedor homônimo ao nome da disputa que, na ocasião, forneceu novos times à federação, incluindo uma lente Champion da Itália que foi transformada no primeiro time oficialmente híbrido da FIFME (clube e seleção na mesma lente) da federação, o Canadá-Galt City, único botão que, a partir de então, passou a disputar competições tanto pelo Liga de Clubes quanto pela de Seleções, entretanto, sua estréia foi pela Liga de Futsal como convidado. E foi o Canadá o país anfitrião do evento que, além do time do Galt City, teve a estréia do novo botão oficial do país filiado à Liga de Futsal. Também estreou na Copa SemSang, o novo botão Gulliver em formato pró de Portugal - uma rara antiguidade -, além de diversas equipes que apresentaram novos uniformes, todos do novo fornecedor: Comercial de Ribeirão Preto (cujo uniforme anterior foi relegado a Liga Sub-17), Portuguesa, Corinthians, Matsubara e a Juventus de Turin. Paralelamente à Copa SemSang, foi disputado mais um torneio comemorativo à novas equipes que surgiam na Liga de Futsal, algumas delas recente novidades que se integravam ao ccontingente dos sub-17 e às seleções do Futsal, o Match 10 Indoor Challange - Desafio de 10 Partidas. Destacavam-se, entre as seleções, o novo Uruguai Champion - anfitrião do evento -, a Argentina com seu time de botões de madeira e o Irã. Entre as novidades sub-17, estavam o Real Madrid e o Japão, além de outras já conhecidas como Gama, Goiás, Tupi, Seleção FERJ e Marítimo que também integravam a nova liga juvenil. E, em ambas competições, quem fez a festa pela conquista final foram as equipes da casa. Participando com duas equipes, o Canadá comemorou a conquista de seu time-seleção, o Galt City, na vitória na final sobre a Juventus por 5x4 em jogo decidido no último lance da prorrogação após empate em 2x2 no tempo normal. No Match 10, após bater a Argentina na estréia em clássico tradicional (3x1) que, pela primeira vez, acontecia sob o jugo da Liga de Futsal, o Uruguai não teve mais adversários, conquistando a taça no décimo jogo após bater o Real Madrid por 2x0.

A outra competição inserida às pressas no calendário das competições do Circuito de Marcas foi a Copa CEI. Com mais esse inchasso, o circuito iniciado em 2005 já se estendia ao ano de 2010 e parecia que nunca iria terminar. A nova disputa veio com a promessa de ser a penúltima do circuito e a última classificatória para o, enfim, campeonato que ecerraria o mesmo, a Copa das Marcas - que reuiria todos os campeões de marcas. A sua criação se deu em função da Liga de Futsal ter adquirido novos botões da marca CEI - tradicionais lentes antigamente conhecidas como "translúcidos", como as dos times da Antiga Liga, Santos e Internacional - que foram: Corinthians, vindo de um negócio com a marca SemSang do Orkut, um novo time do Real Madrid - que ficou insatisfeito com o desempenho de seu uniforme sub-17 após a derrota no Match 10 para o Uruguai - e o arqui-rival dos madrilenos, Barcelona. Ambos times espanhóis foram adquiridos em uma permuta com a Liga MBC que fez um intercâmbio com a FIFME na virada do ano de 2009 para 2010. Com seu novo uniforme, o Corinthians foi o melhor na disputa de marca, venceu o tradicional Santos na final do torneio: 3x1 - em um re-match, no qual o Timão saciava vingança contra o Santos pela então recente derrota na final do III Desafio ao Galo, disputado simultâneamente à de marca -, e galgou a última vaga para a a disputa final do circuito de marcas. A Copa das Marcas do Futsal - uma espécie de mini "Copa dos Campeões" - decidiu a melhor marca da FIFME nas disputas da nova Liga desde 2005, e foi a Danny com o Grêmio, que sairam como grandes campeões no evento final, após eliminar Corinthians, Juventus e União São João na decisão. O Grêmio chegava à sua 3ª conquista no futsal e o 2º award - a 2ª maior coleção de títulos da Liga - e ia com moral para a "verdadeira" Copa dos Campeões, competição que se iniciaria à seguir.

Já no crepúsculo de 2009, duas competições que só finalizaram nos primeiros dias de 2010 encerraram as disputas da temporada em grande estilo e em nível internacional. No âmbito dos clubes, tomou corpo a Copa UEFA-Libertadores, o mundial interclubes da modalidade e, no âmbito da Liga Profissional, a inédita Liga Mundial de Futsal.

A Copa UEFA-Libertadores reuniu dois clubes brasileiros, campeões respectivamente da III Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Cruzeiro, que começaram mal o play-off - um complicado chaveamento - e acabaram se enfrentando na repescagem, em partida dramática, o Timão conseguiu um inesperada virada vencendo o jogo na prorrogação e seguindo vivo na competição. Os restantes dos participantes, foram times europeus e do resto da América. O Real Madrid, que apresentou novo uniforme durante a competição foi lançado na disputa forçando o time colombiano do Cobreloa fazer um jogo a mais e eliminá-los para seguir até as semifinais e terminar a competição com um belo 3º lugar. Juventus e Compostela foram os destaques euro do mundial. Porém, ambos, esbarraram no Corinthians - renascido depois da batalha contra a raposa - em sua campanha, a Juve em dois duelos acabou sendo empurrada pelo Timão para enfrentar os espanhóis na semifinal, passando pelo Cobreloa pelo outro lado da chave, e ficando com o Compostela como adversário na grande decisão em Tókio em pleno raiar do ano de seu centenário.

Zoom

A final foi um total passeio alvi-negro - sem absoluto sofrimento -, uma goleada para não deixar dúvida qual era, merecidamente pelas tantas conquistas da temporada, o clube campeão mundial de futsal, 5x0! Era a nona e mais importante vitória do Corinthians pela Liga, o primeiro título internacional interclubes, a conquista da Temporada 2009 valendo o 5º award, e a consolidação da total soberania na modalidade que só se fazia crescer de forma abissal diante dos demais concorrentes, além de valer a entrada na Corrida dos Campeões do futsal, o Circuito Aberto.

A Liga Mundial de Futsal, competição patrocinada pela Liga Internacional, reuniu as seis seleções profissionais da FIFME da ocasião em um play-off de tiro curto, que colocou Brasil e Portugal na final em Amsterdã num jogo que valia título e uma vaga para a Copa do Mundo de Futsal, a última. Portugal vinha no embalo da conquista da Eurocopa de praia e o Brasil tinha o tabú de nunca ter ganho nenhum campeonato no salão, embora chegasse invicto para a decisão. No calor da derradeira partida, Portugal soube explorar a obrigação de vitória do time canarinho e, com leveza nos ombros, venceu por 3x1, papando o segundo título com seu botão pró e se colocando como força no âmbito das disputas da respectiva liga, além de garantir lugar na mais importante competição das quadras, a Copa do Mundo, disputa que também teria a chancela da Liga Internacional e da tradicional Liga de Seleções, uma história que ainda será contada. O filho pródigo lusitano Cristiano Ronaldo (camisa 9), foi o artilheiro da competição com 9 gols, e Portugal ainda registrou o melhor ataque da Liga com 26 gols. Eurásia e Alemanha terminaram em, respectivamente, 3º e 4º lugares, a anfitriã Holanda foi a lanterna da competição que, já no alvorecer de 2010, encerrou as competições de quadra de 2009.

A Fundação da Liga de Subbuteo FIFME

Foi no segundo semestre de 2009 que a FIFME, participando de comunidades virtuais de botão na Internet, veio a se familiarizar com o futebol de mesa praticado na Europa, o Subbuteo - no Brasil conhecido como "Pelébol" -, também referido como "futebol de dedo" ou "futebol miniatura". Diferentemente do futebol de mesa tradicionalmente praticado pela federação, o Subbuteo é disputado com jogadores miniaturizados, uma bola grande no estilo das de Pebolin e um campo igual aos do então já tradicional Beach Soccer praticado haviam quatro anos na época, no mais é quase tudo como no bom e velho botão. A FIFME logo percebeu o forte potencial que as miniaturas do velho mundo - que não se limitavam aos times, e sim se extendiam por uma vasta gama de itens e acessórios que chegam até estádios completos com torcida e tudo o que se possa imaginar - tinham para engrandecer ainda mais as disputas da federação. Em um primeiro momento, inspirada pelas novidades, a federação começou a produzir - com cartolina, cola, tesoura, muita imaginação e criatividade - uma ampla gama de acessórios e adereços tais como holofotes, bancos de reserva, placas de publicidade e, até, times de subbuteo. Em um segundo momento, a FIFME passou a adquirir kits e acessórios originais europeus importando-os através da Internet. Todo esse novo aparato e veio à acessorar e enaltecer toda a federação, sendo utilizados para todas as modalidades, do futsal ao futebol profissional, inclusive, contando com toda uma nova estrutura para arbitragem em todas as modalidades,o que resultou na integração de um novo departamento à federação, a International Board.

Assim que os primeiros times de Subbuteo - originais na marca homônima à modalidade - chegaram à FIFME, Itália e Inglaterra - selecionados dos principais países praticantes da modalidade -, uma série de amistosos foram realizados entre ambas seleções, testando-se os novos tipos de players miniaturizados nos diversos campos da federação e, em um buttonstorm que não findava, criando-se regras e sub-modalidades próprias que, inclusive, foram integradas às demais regras das modalidades de futmesa de forma geral. Assim foi fundada a Subbuteo League - Liga de Subbuteo FIFME. Depois de 12 partidas amistosas, com seis vitórias para cada lado, Itália e Inglaterra acertaram um torneio de três jogos para que se completassem 15 com um vencedor, que seria o primeiro campeão do alvorecer de uma nova paixão - que ainda não se sabia se duraria ou se seria fogo de palha. Dessa forma, foi disputado o I Subbuteo League Trophy que, no fim de três jogos, começando com um empate e um vitória da Inglaterra, terminou em Londres com a goleada e o título da Itália, 7x1 sob o manto e o espanto da Rainha - a maior goleada da curta história do Subbuteo FIFME até a ocasião. Tradicional força dos gramados fifmianos, a Itália impunha à Inglaterra, a força que, do botão, se estendia ao subbuteo calcio miniatura.

O Encerramento dos Circuitos de Futsal e Beach Soccer

O encerramento dos circuitos de Futsal e Beach Soccer se deram a partir da Temporada do ano de 2010, dois deles, um de cada modalidade, encerraram dois, na praia, a Branding Cup fechou o Circuito de Marcas e, no salão, o III Desafio ao Galo encerrou o Circuito da Antiga Liga, que datava do ano de 1982, do primeiro campeonato realizado pela FIFME, a primeira edição do mesmo Desafio ao Galo (vencido pelo América).

O Beach Soccer Branding Cup reuniu os campeões de todos torneios patrocinados por marcas de botão praianas, somando seis times no total, sendo duas seleções, Itália e Alemanha, e quatro clubes, Real Madrid, Palmeiras, Vasco da Gama e São Caetano. Os times brasileiros não deram nem para o cheiro, o Palmeiras foi o melhor e acabou na 4ª colocação, não estavam à altura dos concorrentes. As duas forças favoritas ao título eram Alemanha e Real Madrid, os dois botões pró do evento e, em um segundo plano, a Itália com seu botão semi-pró, juntos, eram os três botões que também compunham a Liga Profissional FIFME. E a Azurra não quis saber do favoritismo de seus rivais pró, passou por Real Madrid e Alemanha e foi à final, mais uma vez frente ao mesmo Real, golenado-o por 5x1, para não deixar dúvidas de sua merecida conquista, campeã da Branding Cup e do award no Circuito de Marcas de praia, carregando a bandeira da fábrica de botões carioca Frandian junto de sua glória. Dinatalli, camisa 7, foi o artilheiro isolado e a bota ainda registrou o ataque mais positivo da competição. Foi uma fechadura de circuito pródiga e redentora para a Itália, que dava a volta por cima depois de várias derrotas que a equipe vinha sofrendo nas competições de praia. E em momento de embalo pelas recentes conquistas do país na liga principal de seleções - uma história a ser contada no próximo capítulo -, a virada de 2009 para 2010 foi, de fato, mais um dos momentos de alta da esquadra italiana na história da FIFME.

Logo após o encerramento do circuito de marcas de praia, dois novos botões de uma nova marca, a Mimo de Porto Alegre-RS, se filiaram consecutivamente à Liga de Praia, o Uruguai e a Colômbia - esta última também integrando a Liga de Futsal e a Liga Sub-17 -, ambos times confeccionados em formato semi-profissional com alguns jogadores de até três camadas, os mais altos de toda federação até então. A federação, para não deixá-los de fora das disputas, criou um novo circuito praiano, o Aberto de Beach Soccer, que incluiria as competições de marca e as abertas à clubes e seleções. A competição inicial do novo circuito foi, dessa forma, um desafio entre as duas novidades da liga de areia, o Desafio Mimo de Beach Soccer, que foi facilmente vencido pelo Uruguai, time mais calejado frente ao pequeno botão sub-17 da Colômbia, com 3 vitórias em 3 jogos e um placar agregado de 17x10 favorável à nova versão praiana da celeste olímpica. Loco Abreu, camisa 15, foi o artilheiro do desafio com 8 gols marcados.

O III Desafio ao Galo, última edição do campeonato mais antigo da FIFME, teve a participação das 16 agremiações da Antiga Liga de Futsal e, embora representasse o encerramento das disputas sob jugo da tradidicional liga de quadra, o circuito já tinha o seu campeão, o Corinthians - com cinco conquistas em oito possíveis - que, mesmo assim, lutou até o fim para conquistar mais um título, tentando chegar ao bi-campeonato, já que defendia o título da última edição e encerrar sua participação no circuito com chave-de-ouro. E quase deu. O Timão se beneficiou de por cair em grupo fácil na primeira fase, avançou ao play-off e deixou para trás São Paulo e Ponte Preta para chegar à grande final. Do outro lado, o Santos fez grande campanha também, eliminando Cobreloa e Internacional para chegar à final e, com seu tradicional botão agora sabido que era da marca CEI, vencer o Corinthians com seu Gulliver B, chegando à importante conquista e registrando o melhor ataque da competição. Era a segunda taça do Peixe, e a segunda vinda em uma decisão contra o rival alvi-negro paulistano, vencera anteriormente o Torneio Início do Paulistão de futsal e, se sua coleção de títulos não se comparava à do rival, ao menos em finais o Santos tinha um melhor handcap e, logo, ambas equipes poderiam se por a prova novamente, pois, em paralelo ao Desafio ao Galo, iriam decidir mais um título, o da Copa CEI, uma história cujo final já é conhecido (veja tópico 10.7), que teve vingança em seu trama... E, para apimentar mais o momento dessa vitória santista, os dois times também brigavam palmo à palmo pela conquista do II Paulistão da liga principal, outro fator que acirrava ainda mais a rivalidade alvi-negra metro-praiana em sua história na FIFME e prometendo novos emocionantes capítulos.

Em meio à ultima edição do Desafio ao Galo, as emoções continuavam a rolar nas praias da FIFME. Duas novas seleções o se filiaram à liga, ambas da marca Frandian. A Argentina - que já disputava competições na areia com seu tradiconal botão tampa, sendo bi-campeã da Copa Latina - com um botão pró de 53mm de três camadas, o time mais alto e pesado de todos os tempos que surgia na FIFME. E os Estados Unidos, com um uniforme semi-profissional de 40mm. Junto aos recém filiados Uruguai e Colômbia, e ao lado do já tradicional Brasil, foi então realizada a Copa da América de Beach Soccer, competição incluída na Corrida dos Campeões - o Circuito Internacional - precedendo a Copa do Mundo da modalidade, o campeonato mais importante e que encerraria a corrida. Cheio de novidades, a disputa americana atraiu a atenção de todos, entretanto, tratou-se de um jogo de cartas marcadas. O novo botão da Argentina mostrou-se incapaz de marcar gols, sendo eliminada de cara pelo novo time norte-americano. A Colômbia tinha a menor média de diâmetro de toda liga praiana, mesmo assim conseguiu surpreender o anfitrião Uruguai e avançar à final. Por fim, os Estados Unidos, apesar de vencerem os argentinos, também estavam inferiorizados em termos de qualidade do botão para fazer frente ao Brasil pró. E deu Brasil na cabeça, com duas fáceis vitórias sobre Estados Unidos na semifinal e Colômbia na final, chegando à segunda conquista e estrela na camisa pela liga praiana, com isto, o time já garantia o título da Corrida dos Campeões de forma antecipada, nem que fosse dividido com o em breve campeão do mundial que se conheceria à seguir. A conquista não era grandiosa, dada a fragilidade dos adversários americanos na areia, mas ao menos dava moral para o time no mundial e a segurança de mais um award garantido aos tupiniquims. Ronaldo Nazari, Loco Abreu e o americano Wallace foram os artilheiros americanos da areia com apenas 4 gols cada

2010 foi o ano da FIFA South Africa World Cup e, na FIFME, igualmente, foi um ano de Copas em todas modalidades da federação. A primeira delas foi a principal da Liga de Seleções, a mais tradicional de todas (veja próximo capítulo), em seguida, veio a Copa do Mundo praiana em sua primeira edição e, como foi hosteada pelos Estados Unidos, se intitulou World Championship, o campeonato que encerrava o Circuito Internacional, a Corrida dos Campeões da modalidade, no qual o Brasil decidia se seria campeão isoladamente ou teria outro país dividindo o triunfo.

A novidade do Beach Soccer World Championship foi a paticipação de 12 seleções, o maior número de participantes em todas competições da liga até então realizadas, incluindo dois clubes em representação de seus países, o Manchester City pela Inglaterra e o Barcelona pela Espanha, além da já tradicional Seleção da Eurásia. Os demais participantes eram os que completavam a liga, além do país sede, Brasil, Uruguai, Colômbia, Argentina, Holanda, Alemanha, Portugal e Itália, divididos em 3 grupos de 4 seleções que classicava o campeão de cada um e o melhor segundo colocado dentre os três para a fase semifinal.

A primeira fase teve momentos memoráveis, tais como a sensacional vitória do botão gaúcho do Uruguai humilhando a Holanda pró (8x2), e a goleada de 10x1 da Espanha sobre a fraquíssima Argentina - a pior do mundial -, o que acabou valendo a classificação da Fúria para as semifinais na repescagem como a melhor vice-campeã dentre os três grupos das classificatórias. O complicado grupo "A" tinha o selecionado da casa - que acabou eliminado com 3 derrotas -, Brasil, Uruguai e Holanda. O Uruguai, apesar da magistral vitória sobre a Laranja, não resistiu ao Brasil, mas deixou ao time canarinho a obrigação de não perder para o Carrossel na partida que fechava a chave. A Holanda, que não tinha mais chances reais de se classificar, fez uma partida com o único excuso objetivo de eliminar o Brasil, e quase teve sucesso. O time canarinho correu o tempo todo atrás do placar e, somente no finalzinho, conseguiu o empate que o garantia nas semis.

O grupo "B", tido como o mais fraco do mundial, foi o mais equilibrado dos três. Itália e Inglaterra largaram bem diante dos adversários tidos como azarões, Eurásia e Colômbia. Entretanto, ambas favoritas acabaram surpreendidas diante das azarãs na segunda rodada, a Itália empatanto com a sub-17 Colômbia e a Eurásia virando um jogo que já estava vencido pela Inglaterra, assim, indo para a partida derradeira, na qual se enfrentavam, precisando desesparadamente da vitória e, no fim, acabaram morrendo abraças em um empate e a vaga caindo do colo da Eurásia que, por sua vez, fez sua parte vencendo a Colômbia e ficando com a vaga às semis para enfrentar o Brasil.

O "Grupo da Morte" era o "C" que, afora a Argentina com seu gigante botão "impraticável", tinha outras três forças pró: Alemanha, Portugal e Espanha. Entre si, a disputa da triade pró foi equilibrada, com a Alemanha batendo a Espanha em disputada partida na rodada inicial e empatando com Portugal na subsequente, chegando à derradeira partida da chave precisando apenas vencer a Argentina para ser campeã do grupo - e sabendo a quantidade de gols necessários à fazer, pois jogava depois do clássico ibérico -, enquanto isso, Portugal e Espanha duelaram por uma chance em um autêntico clássico luso-hispânico. E foi na areia que a Espanha - velha freguesa de Portugal - deu o troco nos lusitanos, virando uma partida que parecia perdida e classificando-se, junto aos germânicos, em seu grupo beneficiada pelo saldo-de-gols obtido na goleada sobre os porteños, para ambas, conforme se moldavam os cruzamentos, fazerem um re-match na segunda partida semifinal do mundial.

Antes das semifinais, foi realizada uma partida válida pelo 5º lugar, envolvendo os dois países vice-campeões de suas chaves que não haviam conseguido vaga para as semifinais, Uruguai e Itália. Com uma tranquila vitória, a Azurra se despediu do mundial invicta com o 5º lugar, com uma campanha que, se não foi vitóriosa, ao menos foi honrosa. Mesmo predicado que serve ao Uruguai, 6º colocado, diante das poucas expectativas que a jovem celeste praiana tinha antes do mundial.

As semifinais foram disputadas grão por grão nas arenas montadas nas praias norte-americanas. O Brasil precisou de um pequeno milagre para passar pela grande surpresa do mundial, a Eurásia, quando perdia a partida por dois gols à menos de um minuto do fim da partida e conseguiu buscar o empate no lance final, levando o jogo para 4º tempo. Na prorrogação, o time canarinho aproveitou a vantagem psicológica e matou o jogo com dois gols, selando o placar em 8x6. Vale registrar para a história um dos gols brasileiros, um golaço de Ronaldo no 2º tempo, escorando de cabeça - que não é forte do artilheiro - da entrada da área do goleiro um escanteio olímpico.

A semi 2 entre Alemanha e Espanha foi tão disputada quanto fora o duelo anterior na fase inicial entre ambas equipes, e o resultado final acabou sendo o mesmo, a vitória bávara com um gol no finalzinho da partida, depois de várias finalizações desperdiçadas pelas duas equipes já no lance final da partida, a última bola fora do 3º e deradeiro tempo de jogo, quando Vöeller - tinha que ser ele -, fez o gol da classificação, um verdadeiro golden goal na prática. A diferença foi o placar, bem mais alto, no jogo que foi considerado o mais equilibrado e disputado do campeonato: 8x7.

Antes da grande final, o super-clássico entre Brasil e Alemanha, foi a vez da disputa pelo terceiro lugar. Como usual, a partida entre Espanha e Eurásia foi xoxa, com ambas cabisbaixas pelo fracasso na semi. Os ibéricos impuseram sua força e conseguiram a vitória, fechando uma boa campanha para o país que estreiava o Barcelona em uma disputa contra as principais seleções da liga praiana.

A final do mundial de areia foi decepcionante frente aos jogos vistos no round 4. Quando se esperava um jogo tão ou mais disputado como foram as classificações de Brasil e Alemanha para a decisão, o que se viu foi um passeio tupiniquim na arena praiana montada na enssolarada Miami. Comandado pelo artilheiro Ronaldo Nazari, o time brasileiro começou a partida como um trator, botando logo três gols no marcador e administrando a vantagem sobre os germânicos até fechar o placar em 6x3 com um gol do zagueiro Lúcio já no lance final da partida, momento em que começou a festa verde-amarelo. Com quatro gols anotados na decisão, o Fenômeno se tornou não só o artilheiro do mundial, mas também o novo recordista de gols em um único campeonato com a marca de 17 tentos. O Brasil terminou como o melhor ataque da competição com 31 gols ao lado da Espanha.

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O Brasil chegava ao fim da Corrida dos Campeões do Beach Soccer com todas as glórias, vencendo o mundial e ficando com a premiação isolada do Grand Slam praiano, o Circuito Internacional. Foi uma volta por cima do país que entrara na reta final do slam sem ainda ter uma conquista que indicasse que o país era o inventor do futebol de areia, e terminava a mesma de forma tão esmagadoramente vitoriosa com três títulos, outro record da modalidade.

No encerramento dos circuitos de disputas praianas, uma vez que o Internacional era o que restava para fechar a primeira grande sequência de competições praianas, tanto de clubes como de seleções, o Brasil fez uma excursão comemorativa na qual teve suas faixas do Beach Soccer World Championship carimbadas pela Seleção do Mundo, esta montada com os melhores jogadores não-brasileiros do mundial. Na sequência, o time verde-amarelo se redimiu vencendo o Real Madrid em um duelo entre seleção e clube campeões mundiais de areia.

Na sequência do ano de Copas do Mundo, da praia para o salão, veio uma competição que, apesar de não se intitular Copa, tinha o peso de uma, o Grand Prix Internacional de Futsal, reunindo todas as seleções da Liga de Futsal, àquela altura um número alto pois o quadro de países que se filiavam não parava de crescer. O Grand Prix era, dessa forma, considerado o mais importante campeonato das seleções da Liga de Futsal, pois a Copa do Mundo indoor seria disputada ainda mais futuramente e sob a chancela da Liga Profissional, ou seja, com os principais botões que jogavam o futebol association (de campo). Eram, naquele momento, 20 seleções filiadas no futsal e, dentre as que fizeram sua primeira aparição, estavam: Alemanha, Estados Unidos, Itália, Peru e Yugoslávia, todos botões de antigos Crack's e/ou Brianezi; os novos Gullivers Cristal da Holanda e Inglaterra; e, por fim, o tampa transparente de marca desconhecida da Espanha, que viera de uma caixa de botões comemorativa da rádio Eldorado/ESPN. A fórmula de disputa do Grand Prix foi de 5 grupos de 4 seleções na 1ª fase, seguida de um mata-mata à partir do round 8 (quartas-de-finais) até se chegar ao campeão. Outra novidade do GP foi a quadra em que foi disputado, foi a competição inaugural no novo ginásio Futsal FIFME, feito sobre encomenda em madeira-de-lei e todo personalizado, com linhas autênticas de futsal. O ginásio foi um novo marco nas competições de salão, que passaram a ter um nível técnico muito mais elevado em função da excelente qualidade da nova quadra.

A fase classificatória do Grand Prix teve amplo domínio das grandes "escolas" do futebol mundial, as tradicionais forças da FIFME se fizeram valer, de uma maneira geral, também nas quadras. O Brasil se garantiu em um grupo ("A") que tinha o país-sede, Canadá e Áustria, Rússia e França, forças tradicionais da liga, se garantiram contra Argentia e Irã no grupo "B", Itália e Portugal despacharam Japão e Yugoslávia pela chave "D" e, pela "E", Holanda e Inglaterra se classicaram sobre Colômbia e Peru, até aí, nada que fugisse muito dos principais possíveis scripts predictos para o mundial. Emoção mesmo rolou pelo grupo "C", o grupo da morte, com Alemanha, Uruguai, Espanha e Ucrânia, que teve desdobramentos que influenciaram diretamente no resultado final da competição. Das quatro seleções, à excessão da Ucrânia que perdera seus dois primeiros jogos, três chegaram à última rodada brigando por classificação. A Alemanha, que vencera a Ucrânia e perdera para Espanha, conseguiu uma vitória sobre o Uruguai no final da partida em controverso lance. Já com o cronômetro zerado, a celeste tentou a última finalização, entretando, cometeu falta-dupla e estorou o limite de 3 faltas coletivas, resultando em tiro-livre da marca de 7 metros para a Alemanha. O time germânico converteu a cobrança e venceu a partida, beneficiada com a zebrística derrota da Espanha para Ucrânia, acabou classificada como campeã do grupo, as demais seleções acabaram se deparando com o rótulo da chave, encontraram a morte e deram adeus à competição.

As quartas-de-finais foram marcadas por grandes confrontos, dois jogos tiveram histórias simples, a vitória da Alemanha sobre Portugal, e a segunda derrota da França em re-match contra a Rússia, as outras duas partidas foram épicas, com muito equilibrio, alternância e gols, decididas somente nos penaltis. A Itália despachou a Holanda após empate em 5x5 e o Brasil passou pela Inglaterra após o inacreditável empate em 9x9 - record. Nas semifinais a loucura se refreou um pouco, mesmo assim a Alemanha precisou da prorrogação para vencer a Itália, já o Brasil goleou a Rússia e os dois países, pouco tempo após decidirem o mundial de beach soccer, se viam frente à frente em mais uma decisão de título mundial.

Antes da decisão do Grand Prix, tomou lugar a disputa do bronze, que foi vencida pela Rússia em mais um jogo que precisou do tempo extra para ser decido. Em um campeonato no qual os épicos foram se sucedendo, a final foi um desfecho que superou qualquer expectativa. A Alemanha comandou o placar durante todo tempo regulamentar, mas, de um 3x3 na etapa inicial, o jogo acabou empatado em 6x6. Na prorrogação foi a vez do Brasil ficar afrente do marcador mas também sem conseguir segurar a vitória, placar final: 9x9 - record reescrito.

Nos penaltis a igualdade persistiu e, após mais um empate na série inicial em 3x3, a Alemanha conseguiu a vitória na terceira cobrança da série alternada, ficando com o inédito título das quadras, classificando-se para a Copa dos Campeões do futsal - que viria à seguir -, e entrando para a Corrida dos Campeões das quadras com boas chances de vencê-la. Melhor, vingando-se do Brasil pela perda do mundial de praia, deixando o time canarinho sentindo o amargo sabor de sequer possuir uma única conquista no salão.

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O Brasil, ao menos, teve o consolo de terminar a competição com o ataque mais positivo com 37 gols marcados.

Após o GP, chegava ao fim a Corrida dos Campeões do futsal com o campeonato que concluía o Circuito Aberto, a Copa dos Campeões do Futsal, reunindo os principais clubes e seleções campeões das mais importantes competições da liga desde a sua fundação em 1982. O número de campeões era maior que o número de vagas, dessa forma, a Copa dos Campeões começou com a disputa de uma fase pré-classificatória, intitulada Berlinda, que completou as 16 agremiações que brigariam pelo título. O campeonato teve formato de mata-mata com eliminatórias simples, à excessão da final, disputada em dois jogos. As oitavas-de-finais não apresentaram muitas surpresas, com excessão da Alemanha, vinda da conquista do GP, que acabou eliminada pela Áustria nos penaltis, àquelas equipes consideradas favoritas venceram e avançaram às quartas. Destaques para a terceira vitória seguida da Rússia sobre a França (depois de duas no GP), e a vitória do Botafogo campeão carioca sobre o Cruzeiro campeão brasileiro. Nas quartas, duas zebras pintaram, a derrota do Santos - que fazia uma grande temporada em 2010 - para a Áustria, e a goleada do varzeano Marítimo sobre o Figueirense. As demais partidas que fecharam o round 8 tiveram resultados considerados normais, a vitória do Corinthians - maior favorito ao título - sobre a Rússia, e a continuidade da boa campanha do Botafogo, vencendo o Grêmio. Nas semis, o desenho da final se confirmou, os alvi-negros Botafogo e Corinthians não deram espaço para as surpreendentes Áustria - que terminou na 3ª colocação - e Marítimo, chegando à grande decisão.

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As finais foram à altura da competição que reúnia os times mais gloriosos do futsal e fechava o Circuito Aberto. O Corinthians, melhor time da liga desde a sua fundação, cumpriu a supremacia que dele se esperava e, após vencer a primeira partida por 3x1, selou a conquista, tanto da Copa como da Corrida dos Campeões, com uma vitória épica de virada por 7x6, após terminar a etapa derradeira da finalíssima inferiorizado no marcador por 6x4, determinando um placar agregado de 10x7 sobre o Fogão.

A vitória corinthiana foi o Coroamento final de uma era de glória total do clube pela liga indoor. O time terminava o primeiro grande circuito de disputas do futsal, levando-se em conta a totalidade das competições da liga até então, com 11 títulos conquistados (cerca de 50% de aproveitamento), 6 estrelas na camisa e, com a vitória na Corrida dos Campeões de forma isolada, somava 6 awards, além de aumentar a sua já distante liderança em todos os rankings da modalidade. Nunca as quadras da FIFME foram tão alvi-negras e, a partir daquele momento, já se especulava se assim permaneceriam na nova super-sequência de disputas que voltava ao começo mais uma vez.

A "Última" Copa do Mundo

Os circuitos da Liga de Futsal estavam todos encerrados, entretanto, nas quadras, ainda restava um - o último dos últimos -, o Profissional Internacional, aquele que reunia países com botões filiados à Liga Profissional FIFME, e a competição derradeira era a última Copa do Mundo prevista para 2010, a Copa do Mundo de Futsal. Com o objetivo de ser o maior campeonato e o de melhor nível técnico de todos os tempos, o mundial indoor foi realizado com a participação dos botões filiados à Liga de Seleções, ou seja, ao contrário das competições anteriores do circuito, a Copa de futsal não incluiu os botões pró, e sim os tradicionais tampas, Crack's, Brianezi e similares. As classificatórias para o mundial também foram peculiares, participaram todos países que possuiam botões filiados à liga de seleções da Era Colunão, e estavam pré-classificados os que já haviam ganho qualquer título, seja pela Liga de Futsal, ou pela de seleções nas competições que tiveram palco o campo Colunão. Nessas condições, já tinham vaga: Alemanha, Uruguai, Holanda, Itália, Rússia, Áustria, França, Portugal e os Estados Unidos que sediavam o evento. Outras 7 vagas, que completariam os 16 participantes, foram decididas nas Eliminatórias da Copa do Mundo de Futsal. Durante as eliminatórias, foram destaques as classificações da Ucrânia, comandada pelo botão tampa-de-relógio Granovsky (nº 9), artilheiro máximo da competição com 12 gols, e da Inglaterra, que, apesar de ter se classificado passando pela repescagem européia, foi a seleção nº 1 no skalt final da competição. E, por outro lado, a eliminação da Argentina na zona americana, justo quando os porteños inovavam ao introduzir o primeiro goleiro-linha pin, composto de um botão de seu uniforme Frandian pró de 3 camadas. As demais seleções que conseguiram vaga no mundial de quadra foram: Bélgica e Espanha pela UEFA; Brasil, que perigou ficar de fora, garantindo a vaga na derradeira partida em sensacional virada sobre o México no finalzinho; México, o campeão da zona americana; e o Peru, algóz da Argentina. Antes mesmo do filét mignon então por vir, já se provava que o objetivo de aumentar o nível técnico da competição estava cumprido, as Eliminatórias foram marcadas por excelentes partidas, muito equilíbrio e, sobreturo, gols e mais gols, terminando com a excelente média arredondada de 9 por jogo - um aperitivo para o que viria à seguir.

E, de fato, o "prato" que veio à seguir, a Copa do Mundo de Futsal, foi o mais técnico campeonato de quadras até então realizado pela FIFME, tanto pela qualidade dos botões - todos integrantes da Liga de Seleções -, quanto pela nova quadra de disputa - o ginásio Futsal FIFME, com piso profissional de madeira e desenho de uma autêntica quadra de futsal - como, por fim, pelo local onde foi realizada a primeira fase da disputa, na belíssima cidade praiana de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, aproveitando uma excursão que a federação fez para tal paraíso litorâneo.

A Copa do Mundo indoor foi a competição mais equilibrada até então disputada, na qual nenhum prognóstico de favoritismo pôde ser efetuado até que se conhecesse o país campeão. Durante a 1ª fase, se destacaram Inglaterra e Brasil, únicas seleções que se classificaram ao play-off final com 100% de aproveitamento. Com boa campanha, também avançaram à fase de mata-mata, Itália, México, Rússia, Bélgica e França. Completando os oito classificados, o anfitrião Estados Unidos conseguiu uma vaga mesmo com duas derrotas e uma única vitória, graças à uma combinação de resultados em seu grupo. O destaque negativo da fase classificatória foi a Holanda - que jogava com seu tradicional botão bi-campeão mundial no association -, goleada duas vezes, por Rússia e Itália, terminou vexatóriamente na lanterna da competição. Nas quartas-de-finais, a surpresa foi a queda da até então 100% Inglaterra, em jogo dramático, decidido na prorrogação e vencido apertado pela Rússia. A outra seleção 100%, o Brasil, também precisou do tempo-extra e de uma quase-milagrosa virada para bater a obstinada Bélgica. Nos demais confrontos, mais facilidades para França e Itália que passaram respectivamente pelas agremiações norte-americanas do México e dos Estados Unidos. Estavam definidos os confrontos do round 4, Rússia x França e Brasil x Itália.

Antes das semifinais, o Torneio de Consoloção, a tradicional disputa do 5º ao 8º lugar que caracteriza as Copas do Mundo. A Inglaterra, do fracasso das quartas, recuperou o boa performance que vinha das Eliminatórias e, com vitórias apertadas - com os gols das vitórias marcados no "último lance" -, sobre México e Bélgica, ficou com o título simbólico. Ainda, em clássico regional, o México bateu o "inexplicável" Estados Unidos, e garantiu a 7ª posição, depedindo-se honrosamente do mundial.

Chegava à fase final da "última" Copa do Mundo. Na primeira perna das semis, Rússia e França fizeram tradicional clássico europeu e das quadras. Disputado palmo à palmo, terminou decidido no tempo-extra, mais uma vez com vitória russa por apenas um gol de vantagem - a França confirmava sua freguesia diante dos ex-soviets1. Da mesma maneira foi o Derby dos Derbies indoor entre Brasil e Itália, este, entretanto, decidido no tempo-normal com vitória - aha, uhu! - do selecionado canarinho. O Brasil se classificava para a terceira final de mundial daquele ano (depois do título no Beach Soccer World Championship e do vice no Grand Prix Internacional de Futsal), mas, apesar da melhor campanha diante da Rússia - chegava invicto à final -, ninguém era capaz de cravar favoritismo para qualquer um dos dois lados para a grande decisão. Antes das emoções da final, porém, um aperitivo, a disputa do 3º lugar. Registrando a maior goleada do mundial, o que valeu à Platini, camisa 10 francês, a chuteira-de-ouro da Copa com 13 gols marcados, a França humilhou a Itália por 8x0! - única partida que terminou com um zero no placar - e galgou o terceiro e último degrau no pódio do mundial indoor.

Enfim, o êxtase final, o momento em que se conheceria o último campeão da última Era do Botão, predecessoras da VII Era - que então iniciava o seu zênite -, a grande final da Copa do Mundo de futsal. Em pleno Madison Square Garden, New York, a torcida local apoiou o time brasileiro diante dos antigos rivais ideológicos russos, em uma partida, como fora a marca do mundial até aquele momento, de muito equilibrio. O primeiro tempo foi de extremo nervosismo, típico de momentos em que a glória fica ao extender do braço, terminado com o baixo score de 1x1. Na segunda etapa, emoções, mas, apesar do comando de placar verde-amarelo, nada de decisão, empate em 4x4 e o jogo foi para o tempo-extra. Na prorrogação, com a marca que no fim caraterizou a campanha dos campeões em todo play-off, a Rússia foi melhor, mesmo saindo perdendo, virou o jogo em uma verdadeira blitz e ganhou a Copa do Mundo. Festa da nova Rússia, que chegava à grande conquista pela primeira vez com seu novo uniforme autenticamente russo, sem a bandeira da antiga União Soviética de tantas glórias passadas. No skalt final do mundial, a Rússia foi merecedora da conquista, igualou a campanha brasileira com 5 vitórias e 1 derrota em 6 jogos, e terminou com o melhor ataque da competição, 36 gols. Para o Brasil, só tristeza, em um campeonato que quebrara alguns tabús, como vencer França e Itália, não conseguiu encerrar a escrita maior, a de nunca ter ganho um título nas quadras - aquela ainda não era a hora do time tupiniquim.

Esse foi o fim Copa que encerrava todos os circuitos de disputa criados desde "A Volta da Liga de Futsal" em 2005 (veja tópico 9.2), com glória total do país do urso. A conquista valia mais que o título, era a primeira conquista da Rússia pela Liga Profissional de futsal com direito a liderança no Ranking da modalidade e a vitória no Circuito Profissional Internacional de futsal (essas duas últimas marcas dividas com Portugal), sendo a segunda conquista russa nas quadras.

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E, ainda, para fechar com chave-de-ouro a glória russa, a conquista da Copa do Mundo colocou o país na Corrida dos Campeões, no Hall da Glória e na Sala de Troféus do futsal, quer mais? Sim, houve mais, a excursão comemorativa e de entrega de faixas da campeã do mundo, o desfile "soviético" pelo mundo hostentando seu glorioso troféu, o último da 6ª Era do Botão (saiba mais à partir do tópico 8), que, assim, à base de muita vodka, enfim, chegou ao fim.

TOMO III

Contatos Imediatos: a 7ª Era do Botão

Um Novo Re-Início

A 7ª Era do botão, ou 7ª geração, enfim, o VII Grand Slam de seleções, começou ainda no ano de 2009, logo após o encerramento do slam anterior com o término da Master Cup (veja tópico 10.4). Começando pelas beiradas, a nova super-sequência de competições iniciou como havia terminado a anterior, ou seja, com a realização de um torneio comemorativo.

Foram os Jogos Olímpicos, que chegavam à 2ª edição e tinham como sede a cidade de Saint Louis nos Estados Unidos. Assim como a edição anterior, os Jogos Olímpicos tiveram uma tabela em caráter de esporte-apresentação, com apenas 3 times participantes e 3 jogos de disputa.

Tomo I

Também como se vira antes, teve-se a particiapão de um clube representando seu país, o N. Y. Cosmos, que, ao lado do antigo botão Brianezi dos Estados Unidos, representaram, os dois, o país anfitrião. O Canadá - o mais novo botão que surgia para as competições -, aparecia com a novidade de ser o primeiro botão híbrido da federação, ou seja, também representava um clube, o Galt City F. C., e era o convidado que completava a tabela da II Olmpíada de futebol. O que parecia uma festa local, acabou tornando-se uma grande derrota yankee, o Canadá bateu os dois times norte-americanos e papou o ouro, deixando o Cosmos com a prata e a seleção estadunidense com o bronze - ao menos eram duas medalhas para a conta do Tio Sam. Era o primeiro título do Canadá/Galt City logo em sua estréia na FIFME, um bom começo de história para a então mais jovem seleção/clube da América. O artilheiro olímpico foi o canadense Frederick Steep, que marcou 5 gols nos Jogos. O torneio registrou uma das maiores médias de gols de todos os tempos - 11,6 -, mais um item favorável à demonstrar que a Olimpíada vinha para ficar e, cada vez mais, se desenvolver dentro das disputas da federação.

Depois da festividade olímpica, enfim chegava a hora da bola rolar em uma competição pra valer dentro novo Grand Slam, era a hora da II Top 16 World Cup, campeonato mata-mata envolvendo as 16 seleções melhores colocadas no Ranking de Entradas, ou seja, levando em conta o rankeamento das equipes na entrada da temporada. O Brasil comemorava a vitória no slam anterior, era o top 1 do Ranking Oficial, defendia o título jogando em casa e, com uma sofrida vitória sobre a Grécia (top 16) em um dramático golden goal, o time canarinho abriu de forma oficial a "7ª Era" da FIFME. Diversas forças top-rank acabaram caindo logo nas oitavas-de-finais, a Holanda eliminada pelo Ecuador, a Rússia pela Venezuela, a França para a Croácia, o Uruguai pela Bélgica, a Argentina pela Polônia e a Alemanha, goleada humilhantemente na melhor partida de Honduras até então observada (7x3). Além do Brasil, das "grandes", somente a Itália avançou às quartas-de-finais, e aí já se sabia que o título, muito provavelmente, ficaria com uma das duas. E não deu outra, apesar de que com uma certa dificuldade, Brasil e Itália chegaram à decisão final no Maracanã. Conquanto fosse clarividente o favoritismo brasileiro - ainda que válidas pelo slam anteior, o time vinha de duas conquistas no ano, incluíndo quatro goleadas humilhantes sobre os italianos nas finais da Copa dos Campeões e Master Cup -, pairava no ar um clima de desforra tricolori, de que a Azurra não entregaria fácil. E a Itália tanto não entregou bem como venceu e goleou o Brasil na final, 5x2, calando o estádio naquele jogo que acabou, em uma óbvia alusão, entrando para a história como o grande "Maracanazzo". Se vingando das últimas derrocadas diante dos canarinhos, a Azurra começava largando na frente da VII Corrida dos Campeões e, mais do que tudo, ressurgindo depois de uma série de fracassos com uma vitória de lavar a alma, para, como a própria federação, recomeçar uma nova Era. O brasileiro Ronaldo Nazari foi o artilheiro da competição com 7 gols marcados, único consolo tupiniquim depois da retumbante derrota em casa - ao contrário do slam anterior, quando começou como campeão da Top 16. Desta feita o time iniciava a temporanda, verdadeiramente, tomando uma bica da velha bota no %$#8#@.

Também chegando à sua 2ª edição veio o segundo torneio da nova temporada de seleções, foi a Copa Itália'34, a II Copa do Mundo da TV - torneio que simula as tabelas da Copas do Mundo FIFA (da TV) desde a primeira edição em 1930 no Uruguai. Jogando com o goleirão diante dos pequenos arqueiros adversários, a Itália não teve problemas para abrir seu caminho até a decisão, deixando para trás Estados Unidos, Brasil e Áustria. Pelo outro lado da chave e da mesma forma, a Bélgica, comandada por Pfaff, experiente goleiro de largas medidas - embora menores que as do italiano, chegou pela segunda vez seguida à final da Copa da TV. Podendo equilibrar a disputa embaixo das traves, a Bélgica não se incomodou com o pseudo-favoritismo da Azurra, comandou o placar e chegou à vitória por 4x2, levando a taça que lhe havia escapado na edição anterior para o também anfitrião Uruguai. Além de vencer a Itália diante dos Tifossi, a Bélgica também havia passado por Alemanha, Holanda e Suécia, de modo que não há como atribuir ao acaso a brilhante conquista do time. A Itália teve de se consolar em terminar o torneio com o melhor ataque, 17 gols, o artlheiro, Schillatti (nº 11), com 8 tentos, e a prata na bota.

Em paralelo à II Copa da TV, e se extendendo até o crepúsculo do ano de 2009, foi disputado o segundo grande campeonato do novo Grand Slam, a III Copa Rio Branco. Era a derradeira edição de um dos mais tradicionais campeonatos datados dos idos da federação, disputado à cada década, cujas duas edições anteriores haviam sido ganhas respectivamente por Alemanha e Argentina. O campeonato reuniu as seleções top24 e foi disputado com a "fórmula invertida", ou seja, se iniciando com um mata-mata de dois rounds e, então, o título se decidindo num hexagonal de pontos-corridos. Como acontecera na competição anterior, a Top 16, as duas fases de mata-mata logo mataram algumas das principais forças da federação. A Argentina não conseguiu defender sua taça, eliminada pela Bélgica que, vivendo bom momento, avançou à fase final; o anfitrião Uruguai caiu nos penaltis diante da Suíça, a grande zebra das finais; o Brasil sucumbiu à Croácia e a Holanda ficou na morte súbita diante do novo botão da República Tcheca, que vingava a derrota sofrida na final da Copa FIFA, disputada no inicio daquele mesmo ano. Além de tais times medianos, avançaram ao hexagonal, Alemanha, que, no caminho, pôde vingar-se de Honduras pela derrota na Top 16; e Itália, que passou pelo tradicional clássico europeu contra a França com um gol carregado de toda dramaticidade típica da Azurra, ou seja, marcado no último lance do jogo.

O hexagonal final da Rio Branco foi extremamente equilibrado. A Itália manteve o embalo da conquista da Top 16 e logo largou na frente com duas vitórias nas rodadas iniciais, sobre República Tcheca e Suíça, entretanto, perdeu o clássico contra Alemanha, que se mantinha viva na tentativa de reconquistar a disputa, e, também, o jogo seguinte para a Croácia. Os resultados embolaram o pleito e quatro seleções chegaram à rodada final com chances de ficar com o título, a Croácia era a única que dependia das próprias forças, de uma simples vitória sobre a sem chances Suíça, Alemanha, Bélgica e Itália, Além de vencer, precisavam tocer contra os concorrentes para ficar com a conquista. E, para quem torcia, a rodada derradeira foi mesmo de surpreendente reviravolta, a Alemanha perdeu para a lanterna República Tcheca; a Itália entrou em campo com sangue nos olhos para enfrentar a Bélgica, buscando vingança pela derrota sofrida pouco antes na final da Copa da TV, e precisando de gols para tentar vencer o pleito no saldo, conseguiu, goleou; enfim, na partida derradeira, veio o resultado que definiu a parada, a Croácia sucumbiu diante do próprio nervosismo, da ansiedade de chegar ao seu primeiro e grande título, não soube vencer a Suíça, ficando em melancólico empate, deixando escapar o triunfo para a Azurra por um gol de diferença no saldo. Mesmo que de forma apertada e inusitada - campeã de arquibancada -, o título premiava de forma justa a Itália, seleção de melhor handcap do campeonato e da fase final, que teve o melhor ataque em detrimento à Croácia, melhor defesa da competição. Quatro jogadores empataram na artilharia máxima, os belgas Wilmots nº 7 e Sonck nº 9, o croata nº 7 Vugrinec e Roberto Baggio, tradicional camisa 10 da bota. A Itália se juntava à Alemanha e Argentina como as campeãs da Copa Rio Branco, mas como foi a vencedora na última edição do tradicional campeonato, levava o troféu em definitivo para a sua grande coleção. Para aqueles que achavam que a velha bota estava morta após alguns fracassos, ela provava que estava como sempre, viva e chutando - alive 'n' kicking - nas competições e triunfos da FIFME.

Dessa forma, a Itália punha fim à temporada do ano de 2009, fazendo uma dobradinha de conquistas - Top 16 e Rio Branco -, justamente como a Holanda, que fizera o mesmo no ínicio da temporada (vencendo as Copas FIFA e Intercontinental). Dessa forma, Azurra e Laranja ficaram com o award de Melhor do Ano, mais uma premiação que a FIFME criava na época. Apesar de ser o fim do ano, ainda era apenas o início do novo slam e, naquele momento, o horizonte ficava completamente azurro, com a Itália liderando sozinha a Corrida dos Campeões. Entretanto, muita água ainda estava para correr, quem continuar a ler esta história, saberá.

A ano de 2009 já tinho ido embora e, para brindar o ano bom, foi realizado um torneio comemorativo, a 3ª edição dos Jogos Olímpicos, desta feita com sede em Londres, na Inglaterra, competição que aperitivava o já babosamente esperado ano de Copa do Mundo na FIFME. Os Jogos cresciam à cada edição e, na terra da neblina, contaram com a participação de 5 países, todos europeus. A peculiaridade do evento foi a participação de duas Franças, ou seja, dois botões jogando por um mesmo país, e que acabaram se enfrentando nas semifinais, depois de a França "B", o tradicional botão Brianezi, vencer a Dinamarca na fase anterior. Além da Dinamarca, debutaram na Olimpíada, Suécia, eliminada pela Inglaterra, e Holanda, que acabou passando pela anfitriã e indo para a final contra a França "A", ou seja, o time Zidane, Henry e Platini. Apesar da boiada de participar com dois times, os gauleses por pouco não fracassaram totalmente, começando pela perda do bronze da França B para o time da Rainha que, ao menos, ficava com uma medalhinha, e terminando com a dramática partida final contra a velha Laranja. Por duas vezes na disputa do ouro, a Holanda esteve com a ficha na bola do jogo, no último lance, tanto do tempo regulamentar quanto do extra, entretanto, a decisão acabou indo para os penaltis, e a Laranja acabou pagando o preço pela falta de pontaria, o ouro ia mesmo para a França, que, enfim, voltava a ganhar uma taça depois do tri-campeonato europeu, depois de muito tempo, de uma longa espera. Para aumentar ainda mais a festa le bleu, Platini terminou como artilheiro olímpico com 5 gols marcados no torneio e a França líder do Quadro de Medalhas Olímpicas, que passava a ser publicado à partir daquela ocasião.

A Supremacia Mecânica

No ano das Copas, depois de muita espera até que enfim chegava a hora da mais aguardada, a mais cobiçada, mais uma vez era tempo de Copa do Mundo na FIFME: "vai começar de novo..." - cantou o fã do botão em sua emoção no tão feliz momento. A sexta edição da maior competição da federação tinha como anfitrião o Chile e registrou record de países participantes, 24, o que, para os críticos, abaixou o nível técnico da disputa pelo fato de contar com um número maior de vagas para o Resto do Mundo, que teve participações inéditas de países como Tunísia, Kwait, Indonésia e Tailândia, novidades que se classificaram nas Eliminatórias para a VI Copa do Mundo, disputada ainda no ano anterior. Outras debutantes que, pela primeira vez, passaram pela eliminatórias da Copa foram Irlanda, País de Gales, Grécia, Suécia e Ecuador, já pelo lado das grandes forças tradicionais, apenas a Rússia e o Uruguai decepcionaram e ficaram de fora do mundial. Os Estados Unidos registraram o melhor handcap, o ataque mais positivo, 28 gols, e o artilheiro das eliminatórias, Boca Negra (camisa 9), com 15 gols e, melhor, mostrando excelente nível técnico, apesar disso, precisaram ir à repescagem final - que colocou duas vagas em jogo para quatro diferentes zonas continentais de classificação - para se classificarem de forma dramática eliminando a Argélia. Também na repescagem final, a Indonésia se tornou o primeiro país da Oceânia a participar de uma Copa do Mundo, despachando a Bolívia na partida que encerrou as eliminatórias com direito à uma comemoração como jamais vista em Jacarta, capital do país. E, por fim, vale destacar as dramáticas classificações de Portugal, que precisava e conseguiu uma goleada histórica sobre a Suíça, 5x0, se qualificando para a repescagem européia, assim garantindo sua vaga, e de País de Gales, classificado na última vaga da repescagem européia eliminando o seu "país-sede", a Inglaterra.

Como manda a tradição, a Copa do Mundo alvoreceu em janeiro de 2010 através do Torneio Início que, a partir de tal edição - sua 6ª -, passou a ser intitulado de World Cup Festival. As 24 seleções participantes disputaram 24 partidas eliminatórias iniciando em uma fase pré-classificatória até se chegar a decisão final. Destaques para as campanhas da França, 3ª colocada, que goleou a Argentina por 5x1 - lembrando que as partidas do festival tem apenas metade do tempo normal (10 min.) -, da vice-campeã Espanha, algóz dos Le Bleus nas semifinais, da Holanda, que avançou desde a fase pré-classificatória, passando pela Itália e parando diante do Brasil nas semifinais, terminando na 4ª colocação e, por fim, do Brasil, o grande campeão. Além de passar pela Laranja nas semifinais (4x2) e vencer a Espanha na final (2x1), o time canarinho ainda eliminou a Alemanha (1x0) e os Estados Unidos (5x4 nos penaltis) em sua campanha. Com a conquista, o time canarinho "completou" sua coleção de títulos da Copa do Mundo, ou seja, passou a detér o triunfo máximo em todas as fases da competição, das eliminatórias ao main event e, então, a do Torneio Início. Raúl, camisa 9 da Espanha, foi o artilheiro do festival com 8 gols marcados, e a França registrou o melhor ataque ao anotar 12 gols na competição.

Terminado o festival, o mundo parou para acompanhar o tão aguardado main event da VI Copa do Mundo, disputado em duas fases classificatórias, a primeira com seis grupos de quatro países dois quais metade avançavam para a 2ª fase, esta dividida em quatro grupos de três classificando oito países para o mata-mata de quartas, semis e, por fim, a final, se chegando a seleção a levantar a Taça Julis Rimet, o troféu ainda em disputa na Copa do Mundo.

As emoções começaram com o suado empate da então detentora do título mundial, da Itália diante da Suécia, 3x3. Na primeira fase do mundial, largaram bem Holanda, Portugal, México, França, Ecuador, Tailândia, Estados Unidos e o anfitrião Chile. O Brasil precisou de heroísmo para empatar na estréia com a Irlanda após registrar o primeiro cartão vermelho das Copas, infringido ao camisa 15 Kléberson tupiniquim. E a grande zebra foi a goleada sofrida pela ex-tri-vice-mundial Alemanha diante da novata Tunísia por 5x2. O segundo round da 1ª fase viu as classificações de Chile, Estados Unidos, Holanda, Portugal, México, da surpreendente Tailândia e da França, que bateu a Itália, deixando a campeã em difícil situação para prosseguir na tentiva de mais uma conquista mundial. Novamente derrotada, desta vez para a Argentina, a Alemanha foi a primeira seleção a dar adeus à Copa matematica e vexaminosamente. Outros países que se eliminaram da Copa ainda na segunda rodada foram a autrora vice-mundial Polônia, derrotada por chicanos e tailandêses, e a Indonésia pelo mesmo grupo, além de Peru, Kwait, País de Gales e a Espanha vice-campeã do WC Festival. O Brasil se recuperou do empate da estréia vencendo e eliminando a Dinamarca por 3x0. No skalt da 2ª rodada, o brilho se manifestou através da debutante seleção da Tailândia, que registrava o melhor desempenho e mostrava o mais belo futebol dentre as 24 seleções da Copa, principalmente após a vitória em espetacular confronto contra a rival local Indonésia, 6x5, considerada a melhor partida do mundial até aquele momento.

A rodada que encerrou a fase inicial da Copa foi recheada de emoções, iniciando pelo empate que classificou Brasil e Ecuador, este último ficou com a vaga de bandeja após a Irlanda ser derrotada pela então já eliminada Dinamarca e, pelo grupo do anfitrião, com a vitória dos Estados Unidos sobre o Chile calando o Estádio Nacional em Santiago - sorte que o time da casa já estava garantido -, dando aos americanos o título simbólico de melhor handcap ao fim do primeiro estágio da Copa, ou seja, o Tio Sam continuava na mesma toada das Eliminatórias, quando também terminou com o melhor desempenho. A emoção maior ficou por conta da definição do Grupo da Itália que, de virtualmente eliminada, renasceu após a Suécia desperdiçar sua grande chance de classificação ao perder de virada para a França - que entrara em campo já matematicamente em 1º lugar da chave -, garantindo-se na segunda fase com uma goleada sobre a frágil Escócia. A última pequena reviravolta da rodada foi, após vitória da Argentina sobre a Tunísia e a confirmação do primeiro lugar da chave para os porteños, a classificação da Grécia mesmo perdendo no jogo que marcou a melancólica despedida alemã, 17ª colocada na classificação geral. Nos demais grupos as disputas foram apenas de definição das posições dos países em suas respectivas chaves, confirmando-se as classificações de Portugal, Holanda, Tailândia - a terceira seleção com 100% de aproveitamento na fase inicial ao lado dos americanos e franceses -, e do México.

Assim como a fase anterior, a sequência do mundial também era classificatória, "peneirando" oito das doze seleções para a fase seguinte, o mata-mata final (round 8). As emoções já começaram forte logo na primeira partida, nada menos que um Choque-Rei que registrou histórica goleada do Brasil sobre a Holanda por humulhantes 7x3 - uma pequena vingança pela derrota de 6x1 sofrida na II Copa do Mundo - por aquele chamado de o "grupo da morte da 2ª Fase", que ainda contava com o anfitrião Chile. Nos demais grupos, nenhuma surpresa, empate entre Estados Unidos e México em clássico norte-americano e fáceis vitórias de Argentina e Itália - que voltou a mostrar sua força de campeã - respectivamente sobre Ecuador e Tailândia. Já na 2ª rodada, algumas vagas para as quartas-de-finais foram definidas, sem se incomodar com a pressão da torcida local o Brasil se garantiu com tranquila vitória sobre o Chile, a Itália batendo a Grécia e o México com uma surpreendente vitória sobre Portugal. A Argentina perdeu para França e ficou na berlinda, mas acabou se classificando na rodada seguinte beneficiada por nova vitória gaulesa sobre o Ecuador, que deu adeus à Copa.

E veio a rodada final da 2ª fase, fechando o grupo dos oito países que participariam do mata-mata final da Copa. No "grupo da morte", Chile e Holanda fizeram a mais dramática partida do mundial, jogando por um empate para ficar com a inédita vaga, a seleção anfitriã, apesar de sair perdendo, chegou a ter o resultado que lhe favorecia jogando com dois botões a mais em campo, beneficiada pelas expulsões de Cruijff e Rep da Holanda, entretanto, no finzinho da partida, Kerkhof fez um gol antológico - casquinhando de longa distância -, dando, àquela altura, a improvável vitória à Laranja e eliminando o time da casa diante de uma incrédula torcida no estádio Nacional de Chile. Nos demais grupos, confirmaram-se as classificações dos Estados Unidos, que venceram a decepcionante seleção Lusa e seu botão pró, e da Grécia, que acabou com o brilho da Tailândia que tanto encantou os torcedores na fase anterior.

Por fim chegava a fase de mata-mata, a reta final da Copa do Mundo e, logo na primeira partida das quartas-de-finais, Brasil e Estados Unidos fizeram um duelo épico no qual o time canarinho operou mais um milagre para conseguir sua classificação, virando a partida após ficar inferiorizado em quatro gols no marcador, perdendo por 5x2 a etapa inicial, virando e vencendo por 6x5 no tempo derradeiro. Na partida que definiu o adversário canarinho nas semifinais, sem espaço para zebras, a França venceu com facilidade a Grécia por 4x1 mantendo, ainda, os 100% de aproveitamento até alí e, assim como o Brasil, chegava mais uma vez em sua história ao round 4.

As emoções voltaram a se intensificar nas duas partidas que definiram as duas demais semifinalistas do mundial. A "viril" Holanda se garantiu ao golear o México mesmo com três jogadores expulsos de campo, e a Itália se classificou ao fazer 3x0 na prorrogação após empate em 3x3 com a Argentina no tempo normal. Assim, Laranja e Azurra - as duas seleções bi-campeãs mundiais - colocavam em cheque a disputa da Taça Julis Rimet, que ficaria de posse definitiva àquela que chegasse à decisão final e, por ventura, vencesse a Copa. Quem iria brigar pela taça na decisão era a questão que se colocava naquela semifinal que viria à seguir.

Antes que as semifinais se iniciassem, tomou corpo a tradicional disputa do 5ª ao 8º lugar, intitulada de Torneio de Consolação a partir de tal edição da Copa, no fim vencido pela Grécia com duas goleadas sobre os times norte-americanos, Estados Unidos e México (5x1 e 6x1). A decepeção foi a Argentina, que acabou desconsolada na 8ª e última colocação do torneio.

As semifinais da Copa do Mundo foram marcadas pelo equilíbrio em ambas pernas da disputa, o match 1 colocou o Brasil de Ronaldos diante da França de Platini, Zidane e Henry... e deu França! - até na FIFME Brasil e Ronaldos são fregueses dos gauleses... 3x2, naquele que foi o jogo mais corrido da Copa e decidido com um gol de Rocheteau na segunda etapa após empate em 2x2 na etapa inicial - Zidane marcou os dois no primeiro tempo. Os Le Bleus, depois de um longo inverno, voltavam à tona e, pela primeira vez, chegavam à uma decisão de Copa. No match 2, por fim, veio o tão esperado duelo entre Holanda e Itália que definiria qual delas iria brigar pelo tri na grande final contra a França. Em um jogo nervoso, a Itália largou na frente, venceu a primeira etapa por um tento, comandou o placar em 2x1 durante quase toda segunda etapa, e aí acabou cedendo o empate nos instantes finais para a Laranja - que, como era de hábito naquele campeonato, jogou boa parte da etapa derradeira com um botão a menos - e o jogo foi para a prorrogação. Sem desperdiçar a nova chance, com um gol solitário no tempo-extra, a Holanda virou e venceu o confronto, passando a pleitear o tri três Copas após conquistar o bi. A itália perdia a defesa de seu título e acordava no meio do sonho do tri, quebrando uma boa sequência que vinha de duas conquistas em sequência - II Top 16 World Cup e III Copa Rio Branco, não deu para a Bota....

Como um pequeno aperitivo ao grande clímax, Brasil e Itália - que haviam feito a final da Copa anterior - se enfrentaram em duelo válido pela 3ª colocação do mundial e, assim como fora no confontro na Copa prévia, a Azurra venceu - de virada - por 4x2 e, se não veio o tri, ao menos veio o terceiro (lugar). O Brasil, que tinha chego às semifinais invicto e com bela campanha, embora que cheia de sustos pelo o caminho, acabou sucumbindo diante de suas fragilidades frente às grandes rivais no round 4, terminando com a "vergonhosa" 4ª colocação.

Enfim, chegava o tão ansiado momento, a final daquela que já era rotulada de a Copa da Contemporaneidade - da profissionalização total do futmesa -, do espetacular nível técnico, dos golaços e, infelizmente, do futebol força, da violência, o que se expressava em uma das duas finalistas, a Holanda que, do famoso Carrossel e belo futmesa, desta feita chegava para buscar o tri com uma ficha corrida de sete cartões vermelhos acumulados até a decisiva partida. Já a sua adversária, ao contrário, chegava invicta, com 7 vitórias em 7 jogos, o melhor ataque do mundial e, melhor, praticando futebol arte, assim, muitos acreditavam que o então G3 - o grupo que compreende o triunvirato das campeãs mundiais Itália, Brasil e Holanda - se tornaria G4 com a inclusão da França, o que era expresso, inclusive, na Bolsa de Apostas de Londres que dava 2/1 para os Le Bleus antes da decisão.

A única maneira na qual se pode contar a história da grande final da VI Copa do Mundo é sendo simples e direto, apenas dizendo que se tratou de um verdadeiro passeio holandês, os quais literalmente tiraram os franceses para brincar de carrossel - como mancheteou a imprensa na ocasião. Apesar de até dominar o jogo boa parte da etapa inicial, empatando o placar após sofer um gol de Cruijff logo no primeiro minuto, a França acabou tomando o segundo gol no finzinho do primeiro tempo, levando 2x1 na cabeça para o intervalo.

Holanda - Tri-Campeã do Mundo
Holanda Tri-Campeã Mundial

No segundo tempo, entretanto, não houve espaço para qualquer reação francesa, a Holanda simplesmente atropelou e triturou o time da Gália goleando impiedosamente por 5x1, incluíndo mais um golaço de Cruijff no crepúsculo da partida o que, ao término da partida, lhe valeu o prêmio de Bola-de-Ouro como melhor jogador da Copa - apesar dos cartões vermelhos -, estava consagrado o tri-mundial e, mais do que justamente, a Taça Julis Rimet ficava em posse definitiva para a Laranja - que há tempos já era reconhecida como a maior de todas as campeãs mundiais.

À França - que ficou com a pécha de ter tremido diante da Holanda na hora "H" -, além do inédito vice, ainda restou o consolo de Zidane terminar como Chuteira-de-Ouro, o artilheiro da Copa do Mundo com um total de 11 gols marcados. A Itália, terceira colocada, registrou o melhor ataque da competição com 31 gols. A maior goleada do mundial foi aquela do Choque-Rei, na qual o Brasil fez 7x3 na Holanda que, no fim das contas, acabou rindo por último apesar de ter passado por esse "constrangimento" no decorrer de sua campanha no mundial.

Para a Holanda, o tri-campeonato mundial significava a reafirmação de sua supremacia no âmbito de disputas internacionais e da FIFME como um todo. Mais do que nunca, a Laranja podia empinar o nariz e olhar para seus adversários de uma posição destacadamente superior. Essa supremacia se refletiu em diversos rankings da federação, nos quais a Laranja ou retomou ou aumentou a liderança, à excessão do Ranking Oficial, atualizado após o mundial mas que manteve a frente do Brasil, ainda assim, avancou à 2ª posição ultrapassando a velha rival Alemanha. Liderança veio no Ranking das Copas e em quatro novos rankings criados após o mundial, o de Títulos da Copa do Mundo, Títulos Inter-Categorias, o Ranking da Tríplice Coroa e, ufa!, o Ranking dos Rankings. Além disso, o tri ainda inseriu a Laranja na liderança da Corrida dos Campeões da 7ª Era, também garantindo, ao final daquele ano, o award de campeã da Temporada 2010 de seleções. Krol, que participou da conquista - a sua terceira também -, inclusive anotando três gols no mundial, mais tarde, recebeu um award especial como Melhor Jogador do Século XX, enfim, a história que a VII Copa do Mundo contou foi mais uma de glória e mais glórias da boa e velha Laranja Mecânica, então, como nunca antes, absolutamente suprema no mundo do futmesa.

Nos Próximos Capítulos...
Não perca a sequência da história da FIFME. Acompanhe a contemporaneidade da federação através da cobertura jornalística cujas manchetes se encontram anexas às páginas dos campeonatos e torneios listados abaixo

Temporadas 2010/2011:
O prosseguimento da "VII Era" nas maiores temporadas já registradas na história do botão...

As Novas Disputas dos Clubes - Level 1: II Campeonato Paulista, II Campeonato Carioca, Recopas da Argentina, Holanda Recopas da América do Norte, Europa, América do Sul e Mundo, Mini-Copa do Mundo, II F. A. Cup, II Copa Sul-Minas, Copa da Itália, Copa do Rei, II Copa Rio-São Paulo, European League Cup, Copa Intertoto Interclubes, II Copa dos Campeões do Brasil

Re-Início no Salão: Torneio de Rotterdan, II Aberto de Futsal, Mundial Amador de Juniores, La Liga Espanhola, Mundialito de Futsal, Copa Intertoto Interclubes

Chegando ao Invermo: Elim. V Copa Europa, Copa África, Copa França'38, II Copa Ásia, II Copa Ouro, Olimpíada de Estocolmo, III Copa América, V Copa Europa, II Jogos do Pacífico Sul, Copa Brasil'50, III Taça Oswaldo Cruz, Copa Intertoto

Nós Vamos Invadir sua Praia: II Taça La Pirraya, Copa Intertoto Interclubes, Copa Intercontinental, Taça Fred Mello, Recopa Mundial Interclubes, Klopf Trophy, Taça Gulliver, II Copa Frandian, Mundialito

Totó 2010: II, III, IV, V, VI e VII Subbuteo Trophy, Subbuteo Indoor Championship


O Zênite do Botão

Temporadas 2011/2012:

As Novas Disputas dos Clubes - Level 2: Campeonato Panamericano, II Copa UEFA, Recopas da Espanha e Itália, Torneio Apertura, Taça de Prata, U. S. Major League,La Liga Española 2ª Ed., II Campionato di Calcio, II Premier League, Taça de Ouro, II Copa da Liga Inglesa, Liga Europa de Clubes, Torneio Clausura, Torneio Tereza Herrera, Taça Martim Afonso de Souza, Coupe de France

Salão e Praia Re-Edição: Futsal: II Copa São Paulo, II Copa Independência, II Copa Intertoto Interclubes Indoor, Taça Gulliver de Futsal Semi-Pró, Taça Décourt, Torneio Início do II Campeonato Paulista, II Campeonato Paulista, II Campeonato Carioca, II Copa Sul-Minas, II Copa Nordeste, IV Copa do Brasil, II Jogos do Interior Paulista, III Taça Guanabara, II Copa Interestadual, II Campeonato Brasileiro, II Campeonato Metropolitano, III Copa Intertoto Interclubes Indoor
Beach Soccer: IV Copa Latina, Campeonato Gaúcho, Copa Rio-São Paulo, II Eurocopa Interclubes, II Copa Intertoto Interclubes, II Desafio Mimo, Liga Interclubes, III Desafio Mimo, II Taça Brasil, Taça F.I.B., III Copa Intertoto, II Campeonato Brasileiro, II Mundial Interclubes

Rocca 'n' Roll: V Jogos Olímpicos, Copa Suíça'54, VII Copa Rocca, Supercopa Intertoto, VI Jogos Olímpicos

O Grand Slam e o Aberto Indoor: II Aberto Internacional de Futsal, Copa América, Copa Europa, Taça Wesman, Copa Ásia, Copa África, Copa Afro-Asiática, II Liga Mundial, Liga Europa Interclubes Indoor, Copa Rocca, Pan American Games, Copa Intercontinental, Copa das Confederações, II Copa UEFA-Libertadores, II Grand Prix Internacional, II Copa dos Campeões

O Fim do Slam Praiano e o Circuito u17: Sub-17: II Campeonato Paulista de Aspirantes, u17 PlayDream Cup, Campeonato Brasileiro Junior, Mundial Interclubes u17, Copa das Confederações u17, Copa Rocca Sub-17, u17 League Tournament, Copa Dannup, Campeonato Amador, Copa das Marcas Sub-17, Copa Pelé, Copa do Mundo u17, u17 Champions League, Mundialito Sub-17, Top 17 World Cup
Beach Soccer: Liga Internacional, Aberto Profissional, Aberto Internacional, II Copa da Europa, V Copa Latina, Taça Wesman, II World Championship, Copa dos Campeões da Praia

Primavera de Campeões: IV Copa Intercontinental, Copa Suécia'58, VII Jogos Olímpicos, Copa do Egito, II Mundialito, CopaChile'62, Eliminatórias da VII Copa do Mundo, III Copa das Confederações, II Master Cup

As Disputas dos Clubes - Level 3 Final: Concachampion's League, Copa CONMEBOL, Recopa da Liga Inglesa, II Copa FIFME Libertadores, II Copa dos Campeões da Europa, II Copa FIFME Mundial Interclubes, II Copa do Mundo de Clubes, Copa Rio

E no Pelébol...: Subbuteo Cup, Subbuteo Monumental Tournament, VIII Subbuteo League Trophy, SubbCube Indoor Trophy, Subbuteo Eurocup


Big Crunch Botonístico

Temporadas 2013/2014:
O Universo do Botão cessa sua expansão, desacelera e ruma pra o "Big Crunch"...

Próximas Temporadas:

A Volta dos Tampas: Copa Krol, III Top 16 World Cup, VIII Jogos Olímpicos, Supercopa Rocca, VII World Cup Festival,

A Grande Era dos Clubes: Conferência Oeste, Supercopa Européia Interclubes, Supercopa da Argentina, Supercopa da Holanda, III F.A. Cup, Torneio Início do III Campeonato Paulista, II Copa da Itália, II Copa do Rei, Copa Davis, Conferência Leste, Copa da Escócia, Copa da Alemanha, III Copa Sul-Minas, III Copa Rio-São Paulo

O Futsal na Era da Profissionalização: Supercopa Intertoto, Mundial Interclubes Indoor Pro's, II Copa do Mundo de Futsal, Liga Interclubes Indoor, III Liga Mundial

A Liga Gaúcha e Circuito das Marcas de Praia: Copa das Marcas Gaúchas, II Taça Gulliver, Copa River Plate, Copa Gaúcha, III Copa Frandian, Copa FPFM, III Taça Gulliver, Copa das Marcas de Praia, Copa dos Campeões Gaúchos

A Futura Antiga Liga de Futsal: III Copa São Paulo, III Copa Independência, Torneio Início do III Campeonato Paulista, Copa Estrela, III Campeonato Paulista de Aspirantes, III Campeonato Paulista, III Campeonato Carioca, III Copa Nordeste, Campeonato Mineiro, III Copa Sul-Minas, V Copa do Brasil, III Taça Rio, III Jogos doo Interior Paulista, III Campeonato Brasileiro, III Campeonato Metropolitano
Circuito Interncional e Aberto: III Campeonato Aberto, III Aberto Internacional, II La Liga Española, II Liga Europa Interclubes, Taça Wesman Interclubes Indoor, III Grand Prix Internacional, III Copa dos Campeões

A Praia na Derradeira: Supercopa Intertoto, III Taça Brasil, II Campeonato Brasilero, III Eurocopa Interclubes, III Copa da Europa, VI Copa Latina,

O Grad Slam de Dedo: Sudamerica Subbuteo Cup, IX Subbuteo League Trophy, Copa Intercontinental de Subbuteo, Subbuteo Indoor World Cup, Subbuteo World Cup

 



Os Super Campeões
A História da FIFME pelos principais títulos

Desde a sua fundação, a FIFA apresentou inúmeros campeonatos e campeões, e é através deles que a sua história - de glórias - também é contata. A evolução da FIFA desde 1984 passa por cinco grandes Eras - ou gerações -, até a fundação da FIFME em 2004. Nos links abaixo são listados os campeonatos mais importantes de todos os tempos em todas temporadas, seus campeões e as pontuações de cada um, cada Era teve um time que foi melhor, e assim entrou para a história como um dos Super-Campeões da FIFME. As Eras linkadas estão relacionadas às principais disputas que compôem o Grand Slam e, mais recentemente (à partir de 2004), passaram à incluir também disputas de Clubes e as modalidades de Futsal e Beach Soccer.

Os títulos dessas Eras e também das Temporadas, foram contenporâneamente reconhecidos como premiações (awards) conquistadas por clubes e seleções nas diversas modalidades de disputa da federação. As Temporadas indicam o "Campeão do Ano" de cada Era, veja na sessão Premiações da FIFME todos os awards distribuídos incluíndo os prêmios nos Circuitos de Disputa da FIFME entre diversos outros. Veja também a página do FIFME Awards, o Ranking de Premiações e, na página Grand Slam - a maior de todas as premiações -, conheça os maiores campeões da FIFME em todos os tempos.

Os Super-Campeões da FIFME:


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